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A estreia de Jardins Proibidos

por Antero, em 11.09.14

 

Ontem vi a estreia da sequela de Jardins Proibidos (o que não vale ter uma box para voltar atrás na emissão). A primeira versão foi a última novela que acompanhei de fio a pavio (tinha uns 14/15 anos), mas depois valores mais altos da juventude se levantaram. Alguns apontamentos, a maioria já partilhada no Twitter:

 

  • É bom saber que o meu apuro audiovisual evoluiu em 14 anos. Ao contrário das novelas da TVI.
  • São José Correia deve estar contratualmente obrigada a aparecer sempre com altos decotes. No mínimo.
  • A miúda que faz de filha do Granger e da Kolodzig é terrível. Torci para que a pirralha fosse mesmo atropelada.
  • Paciente ameaça cortar financiamento antes da cirurgia e, no meio da tensão, enfermeiro auxiliar sugere rezar uma Avé Maria.
  • A cena da praxe pode ser considerada exploitation?
  • Fiquei sem perceber se a personagem de Daniela Ruah morreu ou se foi embora. Para tipo, sei lá, Los Angeles?
  • Dois médicos que se envolveram no passado e trabalham no mesmo hospital ficam espantados por se reencontrarem. WTF?
  • Este reencontro dispara um flashback: uma cascata no meio dos Açores onde o casal dá largas à sua paixão. Ela aparece de costas toda nua (e aposto que usaram uma dupla); ele, claro, aparece todo nu dos ombros para cima.
  • Kolodzig engravida enquanto Granger está para o estrangeiro por 5 meses. Ficou incontactável? Como ninguém o avisou? Eu pensava que esta novela era moderna!
  • Grandes moradias, com governantas e uma cave do tamanho de 3 apartamentos. A namorada do primogénito é vista como "ralé".
  • O espanholito que só diz umas três frases em castelhano tem um meet cute com a gaja de Penacova. Claro que ele é amigalhaço do namorado dela e restante malta. Só ela não sabia. Que original!
  • A trama é insípida, os actores fraquinhos, os diálogos pavorosos e a realização básica. Veredicto: a novela merecia um live tweet.

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publicado às 13:41

Terra Velha e Bafienta

por Antero, em 10.11.11

 

Terra Nova

Benvindos a Terra Nova, a solução para um planeta sobrepovoado, demasiado poluído e tantos outros clichés futuristas. Uma colónia na pré-história para onde uns quantos (in)felizes são enviados numa viagem no tempo, cujas circunstâncias são explicadas num único diálogo pela inteligente filha do meio dos Shannons, a aborrecida família que acompanhamos desde o início. Basicamente, eles não podiam ir para o próprio passado e arriscarem a alterar o futuro deles: eles são enviados por um portal emprestado de Stargate para outra linha temporal e esquecem-se que o tal Efeito Borboleta que eles tanto queriam evitar não se limita à sua realidade, e nada impede que o novo futuro já não esteja estragado. Isso, porém, só saberemos se Terra Nova for renovada para muitas temporadas, algo que eu desejo fortemente que não aconteça.

 

Produzida por Steven Spielberg (que já havia emprestado o seu "selo de qualidade" à intragável Falling Skies que, de tão má, mal passei do piloto), Terra Nova é um logro do início ao fim: o lugar é comandado pelo ator que fez de vilão em Avatar e aqui surge como o vilão de Avatar, apenas mais bonzinho; os cenários são providenciados por paupérrimos chroma keys e os dinossauros, além de tecnicamente vergonhosos, mal aparecem e devem passar fome, visto que nunca comem ninguém. Os construtores da colónia devem ter lido os argumentos e acharam que poderiam facilitar na segurança do local, já que a bicharada nunca dá as caras mesmo, e fizeram uma cerca tão baixa e com troncos de madeira cilíndricos que qualquer T-Rex destruiria num sopro. Eu não consigo culpar os animais: talvez eles tenham medo de encontrar os Shannons e extingam de tédio. Mais vale aguardar pelo asteroide e rezar para que não seja tão doloroso.

 

Ah, os Shannons... que família feliz! O pai é um ex-polícia, a mão é médica, o filho mais velho é um adolescente revoltado, a filha do meio é uma geek de primeira e a mais nova é apropriadamente adorável. Tão amorosos que eles são que parecem saídos de um anúncio de detergente, no qual o pai transpira no trabalho, o filho sua-se todo a jogar futebol, a filha verte sumo na camisola, a mais nova suja-se no parque e lá vem a mãe resolver a situação o último grito do pó para a roupa, para todos acabarem sorridentes e asseados. Depois temos os Outr... digo, os Sextos, grupo que se rebelou de Terra Nova e vive no meio da selva sem qualquer problema mesmo com o perigo jurássico ali à porta (daí eu achar que os dinossauros são anoréticos). Há muita intriga pelo meio, situações mal resolvidas, muitos efeitos especiais embaraçosos, mil personagens desinteressantes e o sono é uma constante. Terra Nova é, acima de tudo, um drama familiar. E dos piores!

 

A série foi-me aconselhada por um amigo que me disse que era "tipo LOST!" e os últimos anos têm-nos ensinado que qualquer comparação com a maravilhosa série da Ilha deserta mais povoada de sempre é meio caminho andado para o descalabro. Visto cinco episódios, rendo-me ao sofrimento e abandono Terra Nova sem olhar para trás. Não há guilty pleasure que salve isto, nem para acompanhar só uma temporada. Já tive a minha dose de Heroes, FlashForward e The Event. Sofri muito nesses tempos e até eu tenho os meus limites. Chega!

 

Terra Nova começou a ser exibida aos domingos à tarde na TVI. Não deixem de perder!

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

 

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publicado às 18:10

Humpf!

por Antero, em 01.01.10

O ano acabou de perfazer oito horas e aqui estou à frente do computador. Normalmente, estaria a chegar a casa, semi-embriagado, depois de uma noite de farra, mas desta vez foi diferente. Oacidentede anteontem deitou todas as meus planos por terra. Passei a meia-noite em casa, com os pais, acompanhado pelas minhas novas amigas (a Mu e a Leta), com a perna esquerda levantada e televisão ligada na TVI. Estava a dar a final de um programa qualquer com a Júlia e o Goucha (esqueci-me do nome) onde crianças cantavam (mal e porcamente) músicas conhecidas e habilitavam-se a um prémio de 25 mil euros. É bom, mas também não é assim tanto dinheiro. Uma passagem de ano na TVI é um espectáculo de brejeirice total e, se não é a melhor forma de começar o ano, pelo menos é coerente com a política do canal. Já não devia acompanhar um fim de ano pela TVI desde que o Zé Maria ganhou o Big Brother.

 

Engraçado lembrar-me do Zé Maria (onde pára essa criatura?), uma vez que essa foi o primeiro réveillon que saí com os meus amigos até o Sol nascer. E desde então tem sido assim: doze badaladas em casa e, 15 minutos depois, salta para a rua. Este ano seria diferente; havia casa alugada no meio do monte, bebida, comida, Party & Co., PES 2009 (que o 2010 está difícil de entrosar) e churrasco no dia seguinte. Acabou por ser diferente realmente. Há dois dias que estou praticamente na cama, sem sair de casa, a ver filmes, a dormir muito, a fumar pouco (menos mal), a tentar que o inchaço passe depresa para poder sair nem que seja para ir à beira-mar respirar ar puro. Embora o mais certo seria ser arrastado por uma onda ou levado pelas rajadas de vento.

 

Por isso, meus amigos, por muito má que tenha sido o vosso réveillon e não tenham grandes expectativas para 2010, lembrem-se que eu estou com o pé engessado, foi um circo tremendo para tomar banho, e estive na companhia de espumante rasca, dos berros da Júlia, das piadas do Goucha e da canalha sem jeito para cantorias. O pior fim de ano que eu podia imaginar. Se isto for um prenúncio para os próximos 12 meses, alguém me dê um soporífero de longa duração e salta-se já para 2011.

 

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publicado às 08:09

Peixeirada em directo na TVI

por Antero, em 23.05.09

Ok, peixeirada nesse canal é o pão nosso de cada dia. Mas convenhamos que ver Manuela Moura Guedes a levar na boca (e ela já leva uma bem grande) é sempre prazeroso. Se bem que não me admirava nada que o espectáculo todo fosse combinado. Nunca fiando em Moniz e na sua esperteza saloia.

 

 

Já temos assunto para os próximos dias! A professora de Espinho que tanto ensina aos seus alunos sobre sexo, linguados, árvores e novos vocábulos como "amiguíssimos" agradece do fundo do coração.

 

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publicado às 00:54


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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