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Os melhores (e piores) filmes de 2015

por Antero, em 13.01.16

boyhood-2014

Estive mais de uma semana sem acesso à Internet o que levou ao atraso da já tradicional lista de melhores e os piores filmes estreados em Portugal em 2015, segundo a minha opinião (que não pretendo impingir a ninguém nem tão pouco servir como ataque pessoal. Se havia outros que podiam ter lugar aqui? Claro. Mas se calhar não os vi ou não os achei merecedores. Entendido?).

 

1

Divertida-Mente

Inside Out

É mais do que um bem-vindo regresso da Pixar à boa forma (que novamente derraparia com A Viagem de Arlo). É também um dos mais imaginativos filmes de que há memória, brilhantemente animado, profundamente comovente e adulto na maneira como aborda e discute tópicos como a depressão e as dores de crescimento. Nos tempos em que a omnipresença da publicidade e das redes sociais vende a ideia do "ser feliz a toda a hora", ter um filme voltado para a família que defende a necessidade de, por vezes, abraçar a melancolia e de que o nosso bem-estar depende da harmonia entre os bons e os maus momentos, é simplesmente mágico. Não admira que o final, simples e complexo na mesma medida, deixou-me à beira de uma crise de choro. Não se deixem deslumbrar pelas cores vibrantes e formas catitas: Inside Out é uma obra-prima e encantará gerações de pais e filhos.

 

2

Mad Max: Estrada da Fúria

Mad Max: Fury Road

Delirante, frenético e absolutamente revigorante, o regresso de George Miller (que merece todos os prémios de Realização) ao universo desolador de Mad Max é um daqueles acontecimentos únicos e feitos para serem vividos no grande ecrã. "Do genial George Miller", anunciavam os trailers e, por uma vez, eles estavam certíssimos. Uma injeção de adrenalina capaz de revolucionar o blockbuster moderno.

 

3

Whiplash - Nos Limites

Whiplash

Intenso e visceral tributo ao sacrifício pela Arte (ao mesmo tempo que condena abusos feitos em prol da mesma), vale principalmente pelas fabulosas interpretações de Miles Teller e J.K. Simmons. A sequência final é de tirar o fôlego.

 

4

Um Ano Muito Violento

A Most Violent Year

Lento, mas sempre fascinante e com uma atmosfera opressora, é mais um acerto na curta e já impressionante carreira de J.C. Chandor e que emula o estilo do melhor Sidney Lumet. E Oscar Isaac reflete na perfeição a trajetória de Al Pacino em O Padrinho. Filmaço!

 

5

Ex Machina

Ex Machina

Inclina-se mais para ideias e menos para a pirotécnica visual (embora tenha efeitos visuais espetaculares), trata-se de uma envolvente, complexa e ambiciosa ficção científica. E olho na revelação Alicia Vikander!

 

6

Sicario - Infiltrado

Sicario

Emily Blunt e Benicio Del Toro raramente estiveram tão bem, a introdução é de arrepiar a espinha, toda a sequência inicial no México é digna de aplausos e o desfecho é de um cinismo cortante. Agarra o espectador pelos colarinhos e submete-o a uma brutalidade sem concessões no cenário que pinta do narcotráfico.

 

7

Vai Seguir-te

It Follows

Pura homenagem a John Carpenter, é um inteligente e original filme de terror que genuinamente assusta. Meditação sobre a inevitabilidade da morte, o fim da adolescência e doenças sexualmente transmissíveis, traz um fabuloso trabalho de câmara de David Robert Mitchell.

 

8

A Ovelha Choné - O Filme

Shaun the Sheep Movie

Encantador, inocente e, por vezes, genial tanto na comédia (o filme praticamente não tem diálogos) como na técnica do stop-motion, é mais um acerto dos estúdios Aardman que volta a deixar a milhas estúdios com recursos mais abonados.

 

9

The Walk - O Desafio

The Walk

Carta de amor de um artista (Robert Zemeckis) para outro (Philippe Petit, o homem que caminhou entre as defuntas Torres Gémeas), só pelo efeito das cenas no topo do World Trade Center já vale a experiência. É para obras assim que existe o grande ecrã.

 

10

Star Wars: O Despertar da Força

Star Wars: The Force Awakens

O evento do ano (ou melhor, da década) conseguiu atender às enormes expectativas criadas por meses de antecipação. Divertido, emocionante e com uma energia impressionante, é tudo o que uma aventura deve ser. Que traga caras novas que facilmente ganham a nossa afeição ao lado de velhos e saudosos conhecidos, é somente a cereja em cima do bolo.


Outros destaques de 2015, por ordem alfabética:

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Citizenfour

Crimson Peak: A Colina Vermelha

Descarrilada

Força Maior

Foxcatcher

A Idade de Adaline

Kingsman: Serviços Secretos

Mar Negro

Missão Impossível: Nação Secreta

Paddington

Perdido em Marte

Praia do Futuro

Predestinado

Que Horas Ela Volta?

Selma – A Marcha da Liberdade

Spy

Steve Jobs

Tomorrowland: Terra do Amanhã

Um Presente do Passado

 

 

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-10

Insurgente

Insurgent

As adaptações de histórias direcionadas para o público juvenil em que um jovem escolhido luta contra a opressão de uma sociedade distópica já começam a misturar-se nas minhas memórias. Todas elas querem ser o novo Harry Potter (salva-se The Hunger Games) e todas elas já chateiam. O mal nem é tanto do filme em si, mas do género -- mas não há como negar que Insurgente é insosso, aborrecido, recheado de clichés e fatalmente desinteressante.

 

-9

Taken 3

Taken 3

Apesar dos pesares, ver Liam Neeson como veterana estrela de ação foi uma agradável surpresa, apesar de estar muito mal servido. Agora, no meio do barulho e do caos proporcionado pelos tiros, pelas explosões e pelo argumento, quase dá para ouvir Neeson a suplicar pela reforma antecipada.

 

-8

Chappie

Chappie

No início, havia Distrito 9 e tudo era belo. Depois veio Elysium. Agora temos Chappie e Neill Blomkamp caminha a passos largos para se tornar num mágico-de-um-truque-só. Sem um pingo de originalidade, é um mistura indigesta de Transformers, Robocop, ET, Terminator e muitos mais e que em vez de discutir as suas (poucas) boas ideias, prefere atirar-se a perseguições e tiroteios. E Chappie, o robot, é irritante que dói!

 

-7

Exterminador: Genisys

Terminator Genisys

Mais um prego numa franquia outrora estimável, Genisys quer ser o Batman Begins ou o Star Trek da série Terminator, mas espalha-se ao comprido com uma história com mais buracos que a Nacional 109 e fraquíssimas sequências de ação. Serve para atestar (ainda mais) o mérito de James Cameron nos dois primeiros filmes -- que, mesmo assim, devia estar bem bebido quando elogiou esta porcaria.

 

-6

O Excêntrico Mortdecai

Mortdecai

Bizarro e sem graça, vale pela experiência de acompanhar uma super-estrela (Johnny Depp) a fazer de tudo para desgraçar ainda mais a sua carreira recente.

 

-5

Quarteto Fantástico

Fantastic Four

Desnecessariamente soturno, confuso, com um elenco dolorosamente perdido em cena e péssimos efeitos especiais, Quarteto Fantástico é um poço de nostalgia em que os filmes de super-heróis eram alvo de pena e chacota.

 

-4

Pixels

Pixels

Até tinha algum potencial, mas como é produzido por Adam Sandler e traz a trupe da hedionda Happy Madison, estava mais que visto que viria parar a esta lista.

 

-3

As Cinquenta Sombras de Grey

Fifty Shades of Grey

Chegou cheio de falatório, mas nem para ejaculação precoce serviu. Uma xaropada armada ao pingarelho, tão inofensiva e didática como aqueles softcore dos canais do cabo. No fundo, uma espécie de Twilight para pessoas que se acham adultas. Faz pelas mulheres que mordiscam o lábio o mesmo que Tubarão fez pelas praias.

 

-2

O Pátio das Cantigas

O Pátio das Cantigas

Leonel Vieira, o maior embuste do cinema português, pega num “clássico” (com as aspas gigantescas) e dá-lhe uma roupagem moderna que tresanda a mofo e a filme de vão de escada, sem ponta por onde se lhe pegue, com um elenco a passar vexame, cheio de ofensivo product placement e cujo resultado final é um doutoramento em vergonha alheia. Tão mau que esvaziou toda a curiosidade (se é que existia) em ver O Leão da Estrela.

 

-1

Deus Não Está Morto

God's Not Dead

Nem sabia que este lixo havia estreado em Portugal até pesquisar para este texto. Conseguindo a proeza de ser revoltante e risível ao mesmo tempo, esta propaganda evangélica de argumento míope mascarada de boas intenções é mal filmada, pessimamente editada e ainda pior interpretada. Até os telefilmes do Lifetime são mais dignos -- e se não sabem o que é um filme do Lifetime, mantenham-se ignorantes e felizes.

 

Outros destaques (pela negativa) de 2015, por ordem alfabética:

Antes de Adormecer

Ascensão de Júpiter

A Criança nº 44

O Estagiário

Home: A Minha Casa

Mínimos

A Mulher de Ouro

Outro/Eu

Perseguição Escaldante

San Andreas

O Segurança do Shopping – Las Vegas

Ted 2

The Ridiculous 6 (que só não está na lista - e bem destacado - porque é um produto do Netflix)

 

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Bom ano e bons filmes!

 

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publicado às 22:29


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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