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A vingança dos nerds

por Antero, em 02.09.10

 

Nada como uma boa comédia para esquecer o estado depressivo da última temporada de Nip/Tuck (cujo pico de forma já passou há muito) e logo com uma série na qual não depositava grandes esperanças. Porém, os elogios e os prémios desataram a chover e não tive outro remédio que não render-me a The Big Bang Theory. O conceito é batidíssimo, mas a execução é primorosa. Quatro geeks com claros problemas de relacionamentos sociais e uma beldade que surge como um terramoto na outrora sossegado quotidiano do grupo. Um deles, Leonard, desenvolve uma paixoneta por ela e aqui está um dos grandes trunfos da história: longe de ser uma loira estereotipada pouco dada à inteligência e dedicada a causas fúteis, Penny surge com uma personalidade vivaz que contrasta de modo perfeito com a falta de traquejo social do quarteto. Ao mesmo tempo, Leonard não é um daqueles "falsos nerds" que Hollywood tanto gosta de criar, já que ele não se tornará automaticamente num Adónis com um truque de magia (leia-se, uma mudança drástica de visual como tirar os óculos ou mudar de penteado). Assim, é uma surpresa bem-vinda que ele vá conquistando a moça com a sua gentileza, timidez e insegurança, tornando-se atraente à sua própria maneira aos olhos de Penny.

 

No entanto, o grande destaque de The Big Bang Theory é mesmo Sheldon Cooper (Jim Parsons, que levou o Emmy para casa há uns dias). Egocêntrico, arrogante e obsessivo, Sheldon é um espectáculo à parte dentro da série. Ao contrário dos demais, ele não dá prioridade aos relacionamentos e a sua preocupação é satisfazer o seu inchado ego, nem que para isso tenha de levar à loucura quem o rodeia. Tal como Barney Stinson em How I Met Your Mother, Sheldon é a alma da série, uma mistura de Mr. Bean com um Spock elevado à décima potência. A complementar este trio, há os secundários Howard, o único sem Doutoramento e com uma (péssima) tirada de engate sempre na ponta da língua, e Raj, um indiano patologicamente incapaz de falar com alguém do sexo feminino - excepto se estiver alcoolizado -, e aparições esporádicas de Leslie, rival de Sheldon pelas luzes da ribalta (ou seja, a atenção dos colegas), cuja extrema racionalização sobre o sexo tira todo o interesse que o acto poderia despertar.

 

Atulhado de referências à cultura pop (apanhá-las a todas é um desafio para qualquer um), The Big Bang Theory é uma comédia hilariante e, mesmo sem ser a lufada de ar fresco que caracteriza a narrativa de How I Met Your Mother, a estrutura de um The Office ou as alfinetadas de um Entourage, contém fartos motivos para ser acompanhada. Geeks e nerds de todo o Mundo, sintam-se vingados!

 

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publicado às 18:20

Demi, attention, pres... piiiiiii!!!

por Antero, em 31.08.08

Amanhã, começa a temporada 2008/2009 das séries televisivas norte-americanas, com a estreia da quarta temporada de Prison Break, com episódio duplo. E a minha humilde banca não quer deixar passar ao lado o momento. Assim, inauguro uma nova rubrica no blog, com os reviews de todos os episódios de várias séries que regressam para mais uma época. São elas, com número da temporada e data de estreia entre parenteses:

  • Prison Break (4ª temporada; 1 de Setembro);
  • Entourage (5ª temporada; 7 de Setembro)*;
  • House (5ª temporada; 16 de Setembro);
  • How I Met Your Mother (4ª temporada; 22 de Setembro);
  • Desperate Housewives (5ª temporada; 28 de Setembro);
  • Heroes (3ª temporada; 29 de Setembro);
  • Nip/Tuck (continuação da 5ª temporada; sem previsão de estreia);
  • LOST (5ª temporada; Janeiro ou Fevereiro de 2009).

Quanto às novas séries que estreiam, como por exemplo Fringe e Dollhouse, vai depender das críticas e do sucesso que possam vir a alcançar. Todas as semanas, normalmente às quintas-feiras, publico aqui as minhas impressões sobre os episódios da semana correspondente (esta semana, só haverá Prison Break). Para verem o restante calendário de estreias desta temporada, cliquem aqui.

 

* No caso de Entourage não prometo que os reviews sejam incluídos, uma vez que é complicado arranjar legendas para a série tão pouco tempo depois dos episódios serem exibidos.

 

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publicado às 17:44

 

É incrível constatar como o universo aparentemente limitado de Nip/Tuck consegue arranjar histórias para 5 temporadas, sem perder o arrojo e se tornar uma sombra de si mesmo. A última temporada, que acabei de assistir ontem, é como uma caixinha de surpresas sempre pronta a surpreender o espectador. Quando se pensa que a série já abordou tudo o que havia para abordar, eis que somos surpreendidos com um novo caso bizarro, uma nova falha de carácter, uma nova ligação que mexe com o mundo daquelas personagens ou com um sentimento reprimido que altera todas as reacções. Não é a melhor temporada de todas (essa honra cabe à segunda), mas a mudança dos nossos cirurgiões plásticos favoritos de Miami para Los Angeles acaba por abrir novas possibilidades naquele que é um dos universos mais ricos que a Televisão (assim mesmo, com maiúscula) já teve oportunidade de nos apresentar.

 

Bastante criticado por abordar menos o lado humano que nas temporadas anteriores, o quinto ano surge mais introspectivo, com imensas farpas ao meio televisivo, ao culto das celebridades (ou não estivessem eles em L.A.) e ao preço da fama, algo que pode ser notado quando o assunto é a série dentro da série, Hearts 'N Scalpels, ou o reality show idealizado por Christian, Plastic Fantastic. Os casos que aparecem na clinica continuam a quebrar barreiras de bizarrice e Matt continua a passar por infortúnios (só visto o que lhe acontece no penúltimo episódio). Julia parece ser a única que mudou realmente, mas essa mudança irá abalar mais uma vez toda a realidade de Sean e Christian, abrindo feridas que pareciam estar mais do que saradas. Nip/Tuck é mesmo assim: aborda todas as neuroses, agruras e alterações das suas poucas personagens sem se tornar repetitivo. Tudo parece uma evolução natural dadas as circunstâncias. Os episódios desta temporada dão a sensação que o lado cómico e absurdo das vidas daquelas personagens tomou conta de vez de toda a narrativa, mas, como a série nos ensinou desde o início, isso é que o aparenta à superfície. Afirmar o contrário seria errado e extremamente redutor.

 

Devido à greve dos argumentistas que assolou a indústria durante meses, o final acaba por não ser o pretendido pelos produtores, mas consta que o cronograma foi respeitado (era suposto haver 22 episódios e acabou por ficar com 14). Ou seja, a conclusão dos arcos narrativos seria visto ainda este ano, mas teve de ficar para a próxima temporada. A espera vai ser tortuosa, mas acredito que valerá a pena. Sean McNamara e Christian Troy ainda têm muitas voltas para dar. E sem recorrer ao bisturi e ao botox.

 

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publicado às 01:57


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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