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Levanta-te e anda

por Antero, em 04.02.10

Finalmente tirei a tala do pé, o osso recuperou bem e não precisarei de fisioterapia. Cinco semanas que tornaram a minha perna esquerda numa potencial candidata à fila da sopa dos pobres, que envelheceu a minha pele uns 70 anos e fizeram das minhas unhas a inveja de qualquer felino. Custa pousar o pé no chão: a sensação de desconforto é terrível, mas nada que umas caminhadas valentes não resolvam. Agora terei de "reaprender" a conduzir e já poderei ir ao cinema, ao café pelo meu próprio pé ou mesmo à Luz no próximo fim-de-semana. E começar a tratar de vida que isto de estar parado tanto tempo foi um suplício. Adeus muletas, adeus tala pesada e desconfortável, adeus banho sentado e com saco de plástico enrolado, adeus boleias do pessoal e piadas óbvias, adeus horas passadas na cama (ok, desta não terei tantas saudades...).

 

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publicado às 12:34

Pasmaceira obrigatória

por Antero, em 04.01.10

Quando deixei de trabalhar no início de Dezembro, a minha ideia era tirar uns valentes dias de descanso, organizar umas coisas e deixar a procura por um novo emprego para o início do ano novo. Descansar era a palavra de ordem. Por isso, estar agora com o pé engessado não deixa de ser uma trágica ironia, uma vez que sou obrigado a não fazer nada. Ser obrigado a fazer algo nunca é bom. Até mesmo quando isso significa não fazer nada.

 

Ontem, lá peguei nas minhas novas amigas e saí de casa. Soube bem sair à rua, respirar ar puro, levar com a ventania no corpo (e nos dedos descobertos, que ficaram gelados) e tomar um café. Estive 5 dias enfiado em casa e sem tomar café; não sei como sobrevivi. Andar de muletas é chato e cansativo, mas já consigo pousar o pé no chão (mas não pressionar) e estou a ganhar algum traquejo para me aventurar sozinho e não ficar tanto tempo sem café. O que irrita mesmo é a comichão: no outro dia procurei desesperadamente uma régua para enfiar dentro do gesso e aliviar a pele. Já vi fotos da passagem de ano que perdi, o que me deixou terrivelmente frustrado, mas eu não tinha mesmo condições para sair de casa nesse dia.

 

De qualquer forma, os dias vão passando e a primeira semana  - a pior, porque exige repouso absoluto - já lá vai. Agora é esperar pacientemente até dia 28.

 

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publicado às 17:16

Humpf!

por Antero, em 01.01.10

O ano acabou de perfazer oito horas e aqui estou à frente do computador. Normalmente, estaria a chegar a casa, semi-embriagado, depois de uma noite de farra, mas desta vez foi diferente. Oacidentede anteontem deitou todas as meus planos por terra. Passei a meia-noite em casa, com os pais, acompanhado pelas minhas novas amigas (a Mu e a Leta), com a perna esquerda levantada e televisão ligada na TVI. Estava a dar a final de um programa qualquer com a Júlia e o Goucha (esqueci-me do nome) onde crianças cantavam (mal e porcamente) músicas conhecidas e habilitavam-se a um prémio de 25 mil euros. É bom, mas também não é assim tanto dinheiro. Uma passagem de ano na TVI é um espectáculo de brejeirice total e, se não é a melhor forma de começar o ano, pelo menos é coerente com a política do canal. Já não devia acompanhar um fim de ano pela TVI desde que o Zé Maria ganhou o Big Brother.

 

Engraçado lembrar-me do Zé Maria (onde pára essa criatura?), uma vez que essa foi o primeiro réveillon que saí com os meus amigos até o Sol nascer. E desde então tem sido assim: doze badaladas em casa e, 15 minutos depois, salta para a rua. Este ano seria diferente; havia casa alugada no meio do monte, bebida, comida, Party & Co., PES 2009 (que o 2010 está difícil de entrosar) e churrasco no dia seguinte. Acabou por ser diferente realmente. Há dois dias que estou praticamente na cama, sem sair de casa, a ver filmes, a dormir muito, a fumar pouco (menos mal), a tentar que o inchaço passe depresa para poder sair nem que seja para ir à beira-mar respirar ar puro. Embora o mais certo seria ser arrastado por uma onda ou levado pelas rajadas de vento.

 

Por isso, meus amigos, por muito má que tenha sido o vosso réveillon e não tenham grandes expectativas para 2010, lembrem-se que eu estou com o pé engessado, foi um circo tremendo para tomar banho, e estive na companhia de espumante rasca, dos berros da Júlia, das piadas do Goucha e da canalha sem jeito para cantorias. O pior fim de ano que eu podia imaginar. Se isto for um prenúncio para os próximos 12 meses, alguém me dê um soporífero de longa duração e salta-se já para 2011.

 

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publicado às 08:09


Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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