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Os melhores (e piores) filmes de 2008

por Antero, em 30.12.08

Mais um final de ano, mais uma listinha inútil para juntar à colecção. Desta feita com os melhores e os piores filmes de 2008, segundo a minha opinião. Um ano recheado de bastantes surpresas e algumas desilusões. Comecemos então pela nata do ano que agora termina:

 

1

WALL•E

WALL•E

Com louvor, a última obra da Pixar é o melhor filme lançado em 2008 (algo que vaticinei logo em Agosto, mal acabara de assistir a película). A concorrência era muita e feroz, mas bastou aquela primeira parte praticamente sem diálogos para rebentar com qualquer oponente.

Crítica

 

2

O Cavaleiro das Trevas

The Dark Knight

O pesadelo urbano apocalíptico pós 11 de Setembro de Christopher Nolan é um assombroso filme sobre ambiguidade moral, um excelente conto criminal, reversos de medalha, culpa e valores. E é também um fenomenal filme baseado em comics.

Crítica

 

3

Haverá Sangue

There Will Be Blood

Denso e épico drama da ascensão de Daniel Plainview (soberbo Daniel Day-Lewis), uns prospector como tantos outros até construir um império e se tornar magnata do petróleo. Crónica sobre o poder, a ambição e o desejo de querer sempre mais que acaba por ser um retrato também da sociedade norte-americana como um todo. O final, com o confronto entre dois homens poderosos há sua maneira (um pelo dinheiro, outro pela religião), é majestoso.

 

4

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias

4 luni, 3 saptamâni si 2 zile

Composto por longos planos-sequências, o vencedor da Palma de Ouro de Cannes em 2007 é um filme chocante e perturbador. Quanto menos se contar, melhor será a experiência do espectador. Só aquela sequência do jantar já vale a pena: os actores falam, falam, falam, … mas o público fica como a protagonista: mudo e quieto com tudo o que viu para trás.

 

5

Tropa de Elite

Tropa de Elite

Polémico e explosivo filme brasileiro que retrata ambos os lados de uma guerra sem fim: o narcotráfico nas favelas do Rio de Janeiro. Consegue criar todo um universo realista sem recorrer a um dos lados: aqui não há heróis nem vilões, mas sim toda uma situação caótica que merece ser denunciada.

Crítica

 

6

O Lado Selvagem

Into the Wild

Sensível viagem espiritual e existencialista realizada por Sean Penn sobre um jovem que se aventura a vaguear sozinho pelos EUA, renunciando à família, amigos, ao futuro promissor e à sociedade consumista na qual se via envolvido. Emile Hirsh é excelente no papel principal, calando a boca a muita gente que não lhe reconhecia talento algum (como eu, por exemplo).

 

7

Persépolis

Persepolis

Simples e bem-humorada animação francesa sobre a vida de uma emigrante iraniana, que acaba por servir de espelho da história trágica de toda uma nação. Aborda temas como violação, guerra, censura, tortura, genocídio, drogas e abandono, mas de forma muito bem-humorada, cheia de ironia e inocência (principalmente, na parte da infância da protagonista). A prova de que não é necessário ter tecnologia de ponta à disposição para fazer uma animação excelente.

 

8

Em Bruges

In Bruges

Provavelmente, o filme mais inusitado do ano e a comédia negra (negríssima) de 2008. Começa muito lentamente (quase o que as personagens passam no filme) e depois arranca numa sucessão de piadas e situações delirantes.

Crítica

 

9

Expiação

Atonement

Brilhante realização de Joe Wright que pega numa história romântica sem grande potencial e transforma num dos filmes mais tocantes do ano. História de remorsos, de amor que move montanhas e da inocência das crianças, Expiação tem um fabuloso plano sequência de fazer cair o queixo a qualquer espectador, uma banda sonora excelente e um final ambíguo, capaz de deixar o público entre a satisfação e a frustração plena.

 

10

The Mist – Nevoeiro Misterioso

The Mist

No meio de tanta porcaria dita "terror" que invade as salas, até que o género nem esteve mal servido em 2008 e este The Mist acaba por se destacar pela surpresa que se revelou. História sobre a sobrevivência num supermercado cercado por uma intensa neblina, este filme ainda consegue retratar o eterno duelo entre a Fé e a Ciência, o fundamentalismo religioso e o medo como ferramenta de recrutamento e alienação das massas. E aquele desfecho ainda me causa calafrios passados tantos meses.


Outros destaques de 2008, por ordem alfabética:

[REC]

Antes que o Diabo Saiba que Morreste

Charlie Wilson's War - Jogos de Poder

Cloverfield

Ensaio Sobre a Cegueira

Este País Não É Para Velhos

Juno

Michael Clayton – Uma Questão de Consciência

No Vale de Elah

O Orfanato

Tempestade Tropical

Walk Hard: A História de Dewey Cox

 

Quanto aos piores filmes de 2008, a selecção foi penosa: incluir tanta e tão diferentes bostas lançadas este ano não é tarefa fácil. E há de tudo: terror, sequelas, filmes baseados em jogos de vídeo, comédia,... enfim, um fartote. Para quem gostar de merda, é prato cheio. Venham eles! (eu sei que a numeração está errada e que -1 é um valor mais alto que -10, mas não deixem que essa pintelhice desvirtue o tema deste post, está bem?)

 

-10

Star Wars: A Guerra dos Clones

Star Wars: Clone Wars

Infantil até dizer chega, pessimamente animado, aborrecido e sem nada que o torne digno da saga que o originou, este novo capítulo d' A Guerra das Estrelas não se recomenda nem ao fã mais hardcore, sob pena de este cometer suicídio logo de seguida.

Crítica

 

-9

Max Payne

Max Payne

A excelente ambientação tirada a papel quimico do jogo de vídeo não salva a confusão e o equívoco que é este filme.

Crítica

 

-8

Capítulo 27 - O Assassinato de John Lennon

Chapter 27

O tédio do ano! Retratando as últimas horas de Mark David Chapman antes de este assassinar John Lennon, este Capítulo 27 mostra-nos Chapman numa longa e cansativa viagem por Nova Iorque e, ao final do filme, ficamos com a sensação que foi tudo tempo perdido. Sim, o rapaz era desiquilibrado, mas isso qualquer pessoa fica a saber lendo a Wikipédia.

 

-7

Acordado

Awake

Imaginem um filme em que a premissa (neste caso, pacientes que estão despertos durante uma cirurgia) não tem qualquer relevância para o desenvolvimento da história. Isto é o cúmulo da incompetência por parte do argumentista. Rídiculo.

 

-6

Espelhos

Mirrors

A única coisa boa deste filme são os 5 minutos finais, com um desfecho muito bem sacado. O pior são os restantes 100 minutos de tortura infligida no espectador.

 

-5

Postal

Postal

Dizem que é o melhor filme de Uwe Boll e, se calhar, até é verdade. Mas é por uma unha negra.

 

-4

Saw 4 - A Revelação / Saw 5 - A Sucessão

Saw IV/ Saw V

Decidi incluir as partes 4 e 5 da saga Saw num mesmo posto porque ambas padecem do mesmo mal: aquele que diz que uma saga de sucesso deve ser esticada até à exaustão (ou seja, até deixar de render milhões). Escritas por pessoas ébrias, edição confusa e reviravoltas bastantes duvidosas, estes são os atributos desta saga que, inexplicavelmente, ainda encontra sucesso e fãs.

 

-3

In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale

In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale

Mais uma empreitada de Uwe Boll, mais um filme para esquecer. Pensem em O Senhor dos Anéis série Z, adicionem péssimos efeitos especiais, condimentem com prestações de actores canastrões e enfeitem com uma montagem caótica e coreografias dignas de um Power Rangers da vida. E, por incrível que pareça, foi o filme mais caro da carreira do... hum... realizador?

 

-2

I Know Who Killed Me

I Know Who Killed Me

A estreia deste filme em Portugal anda a ser adiada há mais de ano e meio e não é de admirar: quem, em seu perfeito juízo, deposita esperanças neste thriller com uma história já mais que batida, com uma realização altamente presunçosa (e preguiçosa) que quer à força toda ser David Lynch e uma interpretação lastimosa de Lindsay Lohan que aqui atinge o fundo do poço?

 

-1

Não Te Metas Com o Zohan

You Don't Mess With the Zohan

O pior filme do ano é uma daquelas pavorosas comédias que só Adam Sandler oferece (esperem... e Rob Schneider... e Martin Lawrence... e Eddie Murphy... e...). Sem uma única piada que funcione, com um argumento insultuoso, sexista ao extremo e, por vezes, racista, Não Te Metas Com o Zohan tem o condão de fazer com que o espectador sinta algo que só está ao nível dos piores: vergonha alheia!

Crítica

 

Outros destaques (pela negativa) de 2008, por ordem alfabética:

88 Minutos

A Dupla Face da Lei

A Múmia: O Túmulo do Imperador Dragão

Bangkok Dangerous - O Perigo Espreita

John Rambo

Jumper

O Acontecimento

O Dia Em que a Terra Parou

P2 - Zona de Risco

Semi-Pro

 

E após tão longo texto, só me resta desejar a toda a gente que me está a ler:

BOM ANO NOVO!

 E bons filmes!

 

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publicado às 23:55


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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