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Aquele terrível mês de Maio

por Antero, em 26.05.13

"Quanto a Jorge Jesus, receio que o seu tempo acabou. Já não consegue motivar, as suas ideias parecem paradas no tempo (mais precisamente em Maio do ano passado), o discurso está recheado de tiros no pé, leva banhos tácticos de toda a gente" – escrito em Maio de 2011, após a eliminação da Liga Europa pelo SC Braga.

 

"Se, no verão passado, considerei a permanência de Jorge Jesus no Benfica um pequeno milagre tendo em conta a forma como foi planeada e desenvolvida a temporada anterior, temo que o seu reinado está com os dias contados. (...) Vítor Pereira será campeão. Não há maior atestado de incompetência a Jorge Jesus. Que faça as malas em Maio e obrigado por tudo e por nada." – escrito em Março de 2012, após a derrota na Luz com o FC Porto por 3-2 (o tal do golo do Maicon).

 

"Não houve mérito de quem ganhou, mas sim demérito de quem não soube ganhar. (...) Último apontamento para Jorge Jesus: enfim, vai lá à tua vida. Já não acrescentas nada, és teimoso, arrogante, achas-te infalível e deve haver jogadores que nem te podem ver à frente. (...) Se até um macaco amestrado como Vítor Pereira é campeão, tu, que és muito melhor, também o poderás ser. Não te podemos é ter como refém com medo que vás para um rival. Muito mal estará o Benfica se achar que não arranja melhor do que tu neste momento." – escrito no final de Abril de 2012, após o empate com o Rio Ave que confirmou o FC Porto como campeão.

 

Passei a maior parte da época receoso. O Benfica andava ali taco a taco com o FC Porto, não jogava especialmente bem, mas ia ganhando e ainda tinha a Liga Europa para se preocupar. Cada vitória somada era um alívio, era mais uma etapa ultrapassada na imensa corda bamba que sustentava uma equipa que a qualquer momento poderia desabar. Dois anos a levar com as asneiras de Jorge Jesus tornaram-me cauteloso. Até que o FC Porto começa a ceder e a ficar para trás, a Liga Europa vai bem encaminhada mesmo com poupanças e eu começo a sentir aquela pontinha de esperança típica do adepto de futebol a ganhar mais peso e intensidade. No entanto, foi só depois da dupla jornada contra o Sporting/Marítimo que comecei verdadeiramente a acreditar. Acreditar, não! Estava no papo: com 4 pontos de vantagem e uma visita ao Dragão, não havia nada a temer. A confirmação da final da Taça e o regresso à ribalta europeia depois de tantos anos era mel. Eu andava nas nuvens, mas queria mesmo era o céu.

 

Três semanas depois, é o que se sabe: equipa arrebentada, zero títulos, uma incrível falta de estofo nos momentos decisivos. Foi exatamente o mesmo filme com a agravante de ter sido ainda mais épico que das outras vezes. A exibição da final da Taça de Portugal foi inqualificável: contra um Vitória esforçado, mas fraquíssimo, tudo foi um frete. Até o golo caído do céu pareceu um frete. Começo a acreditar que fomos campeões em 2010 não graças a Jorge Jesus, mas apesar dele. Estou saturado disto. Chego a Maio e sinto-me como se estivesse preso num loop. Se daqui a um ano a situação for a mesma, faço apenas um link para este texto e sempre poupo umas linhas.

 

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publicado às 20:15

Mal perdido

por Antero, em 29.04.12

Este ano não há parabéns para ninguém: este título foi literalmente oferecido pelo Benfica ao FC Porto. Não houve mérito de quem ganhou, mas sim demérito de quem não soube ganhar. A cereja no topo do bolo: os dragões nem tiveram de jogar para selar o campeonato. Em tudo o que vou vendo e lendo, fala-se mais de como o Benfica perdeu a liga e não como o FC Porto a ganhou. Ou como a ganhou sem treinador. Ou com meio treinador, se preferirem.

 

O jogo com o Rio Ave foi o espelho das últimas jornadas do campeonato e teve de tudo: substituições erráticas e uma força física lamentável para quem quiser atirar-se ao treinador; uma falta de vontade e de concentração gritantes para aqueles que optam por deitar a culpa sobre os jogadores; uma arbitragem insana que poupa dois penalties ao Rio Ave para aqueles que se escudam nos árbitros quando nada corre bem e desatam a comparar com outros jogos, onde um sopro basta para o apito soar. Destes três, é só escolher o ingrediente e aplicá-lo na máxima força. Ou então juntá-los a todos na receita da Liga Zon Sagres 2011/2012. E isto remetendo apenas ao que se passa dentro das quatro linhas: se for para escalar na hierarquia, este texto nunca mais acabava.

 

Último apontamento para Jorge Jesus: enfim, vai lá à tua vida. Já não acrescentas nada, és teimoso, arrogante, achas-te infalível e deve haver jogadores que nem te podem ver à frente. Fecha com chave de ouro aquilo que melhor sabes fazer e vende o Gaitán por mais de 20 milhões de euros. E leva o Emerson contigo. Vai lá para o FC Porto ter muito sucesso. Se até um macaco amestrado como Vítor Pereira é campeão, tu, que és muito melhor, também o poderás ser. Não te podemos é ter como refém com medo que vás para um rival. Muito mal estará o Benfica se achar que não arranja melhor do que tu neste momento. Mas eu já nem digo nada...

 

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publicado às 21:47

Temos de falar sobre Jorge Jesus

por Antero, em 03.03.12

8 pontos perdidos em três jornadas. A Liga dos Campeões mal encaminhada. Perda da liderança com o Sp. Braga a morder os calcanhares. Equipa fisicamente por um fio e mentalmente de rastos. É este o resultado da fase mais crítica do Benfica 2011/2012. E ainda não acabou.

Se, no verão passado, considerei a permanência de Jorge Jesus no Benfica um pequeno milagre tendo em conta a forma como foi planeada e desenvolvida a temporada anterior, temo que o seu reinado está com os dias contados. Se o empate com a Académica pode ser considerado normal (há jogos assim), a derrota com o Guimarães e a maneira como não se entra no jogo com o FC Porto e não se segura uma vantagem preciosa é inadmissível. Uma equipa que quer ser campeã não perde 5 pontos antes de um jogo decisivo. Uma equipa que quer ser campeã não faz o mais difícil (reviravolta para 2-1) com o FC Porto e, de seguida, não mata o jogo ou segura o meio campo. Uma equipa que quer ser campeã não ataca uma época inteira com Emerson a titular e não dá um corretivo a Gaitan pela sua constante displicência.

O Benfica tem melhor plantel, joga melhor futebol e, digam o que disserem, Jesus é melhor treinador que o arremedo que treina lá nas Antas (uma opinião partilhada por imensos portistas). No entanto, é Vítor Pereira quem se arrisca a ser campeão tudo por que Jesus lhe deu o título de mão beijada. Sim, o Benfica mostrou que tem futebol para eles. Sim, merecia o empate (no mínimo). Sim, Maicon marcou em fora de jogo nítido, mas... foda-se, o Maicon?! Com Otamendi a dar borlas e Rolando a acompanha-lo?! Depois de virar o resultado?! Com o James (enorme jogador) a passar ali tipo faca em manteiga e ninguém lhe mete o pé?! Porra, até o Artur me deu saudades do Quim com aquela saída no terceiro golo.

 

Não há que disfarçar nada: isto está decidido. O FC Porto não vai vacilar. O Benfica, mesmo ganhando, correria sempre esse risco. Eles não. Por tudo: pela injeção de ânimo, por que há equipas que jogam a medo, por jogos de bastidores, por que já não há competições europeias para se chatearem, rituais satânicos, enfim... arranjem a desculpa que quiserem que vai dar ao mesmo.

Vítor Pereira será campeão. Não há maior atestado de incompetência a Jorge Jesus. Que faça as malas em maio e obrigado por tudo e por nada.

 

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publicado às 03:26

Uma época reduzida a cinzas

por Antero, em 05.05.11

Vou ser sincero: a Supertaça, os 5 a zero, o campeonato dado de mão beijada na Luz ou a derrota para a Taça não me custaram tanto como esta eliminação ao pés do Sp. Braga. Hoje acabou a época 2010/2011. Ela já estava ligada à máquina à espera de um milagre que a despertasse com estrondo e glória, mas hoje desligaram a ficha da tomada. Uma final europeia, algo que nunca tive o prazer de desfrutar, desvaneceu-se frente a uma equipa que fez o jogo que lhe competia e o Benfica pouco ou nada fez para o contrariar. Quando o Sp. Braga marcou, num lance de bola parada que, com este Benfica, mais parece uma grande penalidade, pensei logo "Já fomos..." e o resto do jogo mostrou o filme do costume: uma equipa sem vontade, sem raça, a falhar passes em demasia, que avança aos repelões, sem sorte (bola no poste) e sem arte nem engenho para contrariar a adversidade.

 

Se, por momentos, me passou pela cabeça que a jogar assim nem valia a pena marcar presença na final, logo vinha ao de cima aquela fé tão benfiquista que martelava "Quero lá saber! Quero é estar na final!". Porém, estava mais que visto que, com esta equipa numa forma tão miserável, tão profunda crença não tinha a mínima sustentação. Andou-se a poupar os meninos para os jogos importantes e a resposta foi a pior possível. Temo que aquele forcing que originou 18 vitórias consecutivas e que permitiu recuperar – vejam só! – dois pontos para o FC Porto no campeonato tenha sido fatal. Com Amorim e Sálvio no estaleiro, um banco entregue a nulidades como Peixoto, Menezes e Kardec e jogadores que são a antítese da época passada (Cardozo, Saviola, Carlos Martins), o pragmatismo tinha mesmo de prevalecer sobre o lirismo.

 

Quanto a Jorge Jesus, receio que o seu tempo acabou. Já não consegue motivar, as suas ideias parecem paradas no tempo (mais precisamente em Maio do ano passado), o discurso está recheado de tiros no pé, leva banhos tácticos de toda a gente e demora séculos a perceber o que os inenarráveis comentadores da SIC perceberam na hora. No entanto, se for para continuar com ele que seja mesmo para continuar e apoiar. Já se espera um novo arranque de época em total desalento (como no Bessa em 2007) e, se for para fazer o mesmo que Vieira (um dos mentores desta época desastrada*) fez com Fernando Santos, mais vale deixar Jesus ir à sua vida até que seja resgatado por Pinto da Costa.

 

Provavelmente não verei a final. Não estou na disposição de assistir a um jogo com o pensamento de "o Benfica devia estar ali" ou, pior ainda, como aconteceu na final da Taça em 2008, na qual um super-favorito FC Porto mamava dois golos do Tiuí (quem?) no prolongamento e eu só pensava "o meu Benfica, treinado pelo Chalana, quarto classificado e goleado pelo Sporting, já tinha resolvido isto.". Eu, que ansiava pela final em Dublin, que até tinha já um texto em mente para a final desejada a enaltecer o momento histórico, a trajectória dos rivais e como esse jogo singular parecia estar destinado a ser uma prova dos nove quanto aos dois clubes sobre o olhar atento de toda a Europa do futebol, nem a isso tive direito. Nem vocês, caros leitores, com muita pena minha.

 

Para o ano haverá mais, certamente. Mas mais do mesmo, deste benfiquinha dos pobres e sem ambição, mal planeado e pior executado, tenham santa paciência (ó palavra maldita), não!

 

* estive para usar o termo "desastrosa", mas quem já assistiu aos 7-0, a um sexto lugar, dois anos sem ir à Europa e a ver o seu clube a bater no fundo do poço, não pode, em nome da relatividade e da proporção, classificar esta época de desastrosa. Frustrante, sim; desastre parece-me um exagero.


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publicado às 22:47

 

Aqui o estaminé celebrou dois anos na semana passada (eu nem me lembrei...), mas a verdadeira prenda chegou ontem: o Benfica sagrou-se campeão nacional. Foi o culminar de uma época fabulosa, de excelente futebol e estádios cheios por toda a parte, embora seja de lamentar a eliminação precoce na Taça de Portugal e a não aposta na Liga Europa (o campeonato era o grande objectivo). Jorge Jesus chegou, viu e venceu. Eu, que torci o nariz à sua contratação, confesso-me rendido às evidências. Já o estava quanto ao melhor futebol praticado pelo Benfica desde a mítica época 1993/1994 (a primeira que me lembro de ver futebol, embora não muito), mas tantas são as vezes que os resultados finais deixam a desejar quanto à execução. Agora, posso adiantar que já tenho as costas marcadas das chibatadas por penitência. Jesus não merecia melhor.

Esta época vi três jogos ao vivo do meu clube. Em Paços de Ferreira, onde uma molha descomunal foi insuficiente para apagar a alegria da vitória por 3-1; na Luz, contra a Académica, hat-trick de Cardozo e um soberbo chapéu de Saviola (e outro vendaval terrível); e novamente na Luz, recém recuperado do pé partido, onde, gelado pelo vento, assisti a um jogo paupérrimo contra o Belenenses, com uma magra vitória por 1-0 (inevitavelmente por Cardozo). Mais vezes estive para ir, mas não se proporcionou, até porque os bilhetes começaram a ficar cada vez mais caros e restritos a sócios. Chegada a recta final do campeonato, veio a ansiedade. O Sp. Braga não desarmava, o Benfica podia falhar a todo o momento e diluir toda uma época em nada. Passado o pesadelo do Porto contra aquele clube abjecto, a equipa tinha tudo para ser campeã em casa. E não vacilou, bem como coroou Cardozo como rei dos marcadores, algo que não acontecia desde o saudoso (dizem-me) Rui Águas.

A festa começou desde cedo e, logo ao intervalo, abri uma garrafa de vinho que se foi esvaziando até ao apito final. Não houve brinde com Licor de Merda de Cantanhede porque ninguém me quis acompanhar cá em casa (não os recrimino; aquela garrafa só é aberta quando o Benfica é campeão, logo...) e saltei logo para a rua. Cantava-se, saltava-se, berrava-se e eu com um sorriso parvo de orelha a orelha que não teimava em sair. O campeonato era nosso, justamente nosso. Domingos bem pode chorar o quanto quiser e Pinto da Costa bem pode praguejar aos quatro ventos, mas, num país sério, já o Benfica seria campeão há muito e o presidente do FC Porto não teria tempo de antena para abrir a fossa de ódio que é a sua boca.


Mérito para Luís Filipe Vieira que acreditou em Jesus e soube estar calado em momentos-chave, limitando-se ao essencial. Parabéns a Rui Costa por manter o grupo unido e plenamente entrosado com o clube. Aos jogadores, desde o mágico Aimar ao genial Saviola, passando pelo canhão Cardozo, o polivalente Ruben Amorim, o dedicado David Luiz, o muitas vezes inconsequente Di Maria (que me tira do sério com as suas fintinhas), ao patrão Luisão, o acelerado Weldon, o esquentado Carlos Martins, o (in)seguro Quim, o "elástico" Ramires, o Fabinho, e aquele que foi, para mim, a surpresa deste ano, Javi Garcia, a todos eles parabéns, sois campeões no maior clube português. A todos os outros também, até ao "coxo" Luís Filipe! Todos foram importantes. Porém, ninguém foi mais importante que o grande Jorge Jesus. Ele pode ser asneirento, não ter o dom da fala, mascar chiclete e berrar imenso, mas sabe o que faz e é dos melhores naquilo que faz. Quique era bem falante, uma simpatia, mas faltava-lhe o pulso, a garra, aquele instinto dos campeões. Jesus podia até ficar pela Taça da Liga, mas devolver a crença e o bom futebol para os lados da Luz já seria um prémio inegável.

 

Prémio esse que foi agora materializado: o Benfica é Campeão!

 

PS: a convocatória de Carlos Queiroz para o Mundial é tão anedótica que nem merece grandes considerações. Mérito a Queiroz pela sua coerência (e isto deve ser louvado): a lista de escolhas é coerente com a sua mediocridade como seleccionador nacional. Prevejo uma curta estadia pela África do Sul...

 

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publicado às 23:47

Debaixo de água

por Antero, em 08.12.09

Domingo à noite fui à bola. Coisa combinada em cima do joelho, assim à maluqueira. Mesmo com uma baixa de última hora, lá nos metemos a caminho logo a seguir ao almoço. Qualquer ida à Luz implica o mesmo de sempre: duas horas e tal de viagem até às portagens de Alverca, trânsito infernal entre o Aeroporto e Benfica, arranjar estacionamento no primeiro buraco disponível, comer qualquer coisa, entrar no recinto (o que pode ou não demorar, tendo em conta a enchente) e esperar. Só que desta vez tivemos vento e (muita) chuva a fazer companhia, o que acarretou um realojamento voluntário de meia bancada, e ficámos atrás dos caramelos da Benfica TV, aqueles moços que estão no meio do público a fazer o "relato televisivo" do jogo em questão com um televisor ao lado. Ou seja, paguei bilhete e ainda tive direito às repetições na hora.

 

Como qualquer adepto de sofá, ver um jogo ao vivo não é algo que me empolgue por aí além. Por isso, tento sempre ficar num anel superior, se possível numa bancada central, de forma a ter o mais próximo de uma perspectiva de telespectador. Em casa (ou no café, seja) estamos limitados àquilo que a TV nos mostra, ela é rainha e senhora de nós. No estádio, a atenção pode dispersar-se a cada momento - e pelas coisas mais mundanas - e, olha, golo do Benfica que eu perdi. Outra coisa de ver jogos ao vivo: já se sabe que a antecipação acaba por ser, maioritariamente, melhor do que o jogo em si. O tempo passa num instante: num minuto estamos a saudar a equipa e, logo a seguir, recolhem aos balneários. Se estivermos a perder, pior ainda.

 

De qualquer forma, não posso dizer que tenha saído chateado: 4 golos, boa exibição e uma tendência a mudar na minha condição de azarado benfiquista (já tínhamos ganho em Paços de Ferreira). Saviola marcou um golão, algo que eu pude assistir in loco quase em câmara lenta, e Cardozo fez um hat-trick. Com a chuva a empapar o terreno não deu para mais, mas já deu para ficar satisfeito. E do jogo, tirei as seguintes ilações:

  • a águia Vitória precisa de um GPS;
  • o Sérgio não sabe cantar o Ser Benfiquista, nem que a letra esteja escarrapachada nos ecrãs gigantes;
  • a Raquel derrete-se toda com o Javi Garcia e diz que o César Peixoto deve ter algum talento escondido para fisgar a Figueira e a Chaves, porque ele é uma anta. Se calhar, sabe cuzinhar bem (que piada tão fácil, pffff...);
  • o jogo não deu para grandes polémicas, então deixei o árbitro descansado;
  • a malta deve ter algum problema crónico, uma vez que chingaram tanto o árbitro, chegando ao ponto de berrar por um amarelo para um jogador... do Benfica!;
  • as inocentes crianças na fila atrás de mim devem ter chegado à escola com todo um novo vocabulário;
  • os acessos rodoviários ao Estádio da Luz continuam a ser uma merda;
  • com o que choveu, Alvalade deve ter ficado sem relvado;
  • o jogador do Benfica mais ovacionado no aquecimento foi... Jorge Jesus.

Agora fiquei com o bichinho para voltar lá dia 20 (ó Sinuhé, tu avisa se queres ir e a gente trata disso, homem!), mas não sei se devo arriscar a testar novamente a minha crónica maré de azar em jogos ao vivo. Este ano foram dois jogos e duas vitórias esmagadoras, mas ainda não estou convencido: tendo em conta o adversário, seria para me chatear imenso, ficar rouco e tudo o que me sairia da boca seria de 'filho da puta!' para baixo.

 

E todos sabem como eu sou um rapaz pacato e pouco dado a espectáculos de baixo nível...

 

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publicado às 02:03

Reforço divino

por Antero, em 17.06.09

 

Cheira-me que o Benfica só vai começar a jogar bem lá para o Natal. Para ir abaixo por alturas da Páscoa. Esperemos é que o milagre da multiplicação dos golos (e dos pontos) vá chegando para o prejuízo. Embora eu ache que ele tenha tudo a favor para ser crucificado. Ao menos que ponha os discípulos a correr. E uma ajudinha do papá não era mal pensada.

 

Amén!

 

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publicado às 22:20


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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