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ALERTA DE SPOILER! Este texto contém informações relevantes, pelo que é aconselhável a sua leitura caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

How I Met Your Mother - última temporada

Era uma vez uma sitcom que apareceu meio que despercebida em 2005. Na ressaca de Friends, tinha todo o clima desta última mas com uma engenhosa particularidade: a história é contada por Ted Mosby em 2030 aos seus filhos sobre como conheceu a mãe destes. Isto permitia que a estrutura narrativa assumisse o ponto de vista de Ted e tínhamos flashbacks, histórias paralelas, versões contraditórias, saltos temporais, enfim, uma miríade de coelhos na cartola na forma de como contar uma história. Era divertida, envolvente, carismática. Infelizmente, não era um estrondo de audiências. Mas, caramba, era realmente boa.

 

Até que algo engraçado aconteceu: a série tornou-se um sucesso – e como tudo o que faz sucesso é para manter (ainda para mais no canal que renova incessantemente coisas como The Big Bang Theory e CSI's e as suas crias), a série foi-se esticando, enfiou-se por caminhos erráticos, a qualidade caiu abismalmente e a piada inicial já era uma memória distante brevemente trazida à tona com um ou outro episódio bem esgalhado. Parecia que a tal Mãe nunca chegaria e não havia fim à vista.

 

É então que no final da 8ª temporada – quando eu estava pronto a desistir – eles decidem revelar quem é a dita cuja e o meu coração encheu-se de esperança. A mim não me bastava saber só como ela e Ted se conheceram: eu queria conhecê-la a fundo, queria vê-la a enturmar-se no grupo, perceber como Ted, após tantas aventuras e desventuras no campo amoroso, iria ver nela a recompensa por tantos dissabores e porque raios afinal ela seria a Tal! A aleatoriedade de poder ser qualquer uma não me satisfazia e eles teriam uma temporada inteira para preparar o terreno.

 

Nisto, os produtores decidem encapsular toda a derradeira temporada num único fim de semana – o do já anunciado casamento de Barney e Robin – e a série enterrou-se de vez. Sim, o final foi uma revoltante porcaria e seria-o mesmo que os 22 episódios anteriores tivessem sido brilhantes. Como o ano foi simplesmente terrível, este desfecho não fez muita mossa, pelo menos para mim. Prémio de consolação: não foi tão tenebroso como o final de Dexter.

 

A ideia do fim de semana já seria um erro à partida e não foram precisos muitos episódios para que execução da mesma se mostrasse pouco inspirada: Marshall passa metade do tempo afastado do grupo, Robin e Barney duvidam e duvidam e duvidam e duvidam e duvidam do passo gigantesco que é o matrimónio, a Mãe ficava capítulos sem aparecer, as participações especiais eram mal aproveitadas (o que fizeram – ou melhor: não fizeram – com a grande Tracey Ullman devia dar cadeia), e Ted, coitado, eternamente naquele limbo de ver os amigos a seguirem com as suas vidas e ele a ficar para trás. E não posso deixar de mencionar o episódio feito somente com rimas, um dos maiores lixos televisivos que já presenciei.

 

Enquanto isso, o pouco tempo de antena a que a Mãe tinha direito só acentuava a frustração do planeamento da temporada: desenvolvida como um "Ted com vagina" e atirada para anos de reclusão devido a um trauma terrível enquanto a sua alma gémea por encontrar divertia-se mesmo em depressão ou encalhado (um postura conservadora e machista dos produtores), a Mãe tinha a sua definição limitada a "mulher ideal para Ted" e mais nada. O que era uma pena já que quando ela e Ted partilhavam momentos em comum, Cristin Milioti inspirava simpatia imediata, tinha excelente química com Josh Radnor e bom timing cómico. Convinha ver mais dela, saber mais dela, que ela interagisse mais com o grupo, mas nada disso aconteceu. A esta altura, eu até já aceitava que eles investissem no velho cliché do "odeiam-se, mas amam-se no fundo", ao menos acompanharíamos a Mãe durante mais tempo.

 

Eles tinham a hora final para remediar isto. Ted ainda não se tinha cruzado com a "mulher da sua vida" (o que custa escrever isto agora, mas já lá vamos) e o casamento mais custoso da história da TV já se tinha realizado. E, mesmo com expectativas baixas, eles conseguiram estragar tudo.

 

Mais preocupado em atirar novos problemas para cima das personagens do que em fechar as pontas soltas, o final salta apressadamente ao longo dos anos para nos dar novas informações: Lily e Marshall estão de volta de Itália (e nem uma menção a isto) e ele, após ter perdido a oportunidade de ser juiz, vê-se encurralado num trabalho ingrato; Barney e Robin divorciam-se em três anos (Sim! O casamento que nos atiçaram durante anos e ao qual dedicaram uma temporada é desfeito aos 10 minutos do episódio seguinte!); Robin é uma estrela mundial das notícias e mal tem tempo para os amigos pois está sempre a viajar; e Ted vive pacatamente com a Mãe – cujo nome é Tracy.

 

Quando Barney reúne o grupo no bar e fica histérico com a possibilidade de reviver velhos momentos, confesso que não consegui conter um sorriso de nostalgia... apenas para este me saltar da cara e nunca mais voltar com o que veio a seguir: Barney volta a ser o mulherengo do costume e insiste para que o deixem "ser como ele é" numa negação clara e idiota do crescimento que ele sofreu nos últimos anos. Para mostrar, porém, que todos têm de crescer (embora isto já fosse estabelecido), Barney cumpre o desafio de dormir com 31 mulheres em 31 dias – e engravida a última, sendo obrigado a assumir a responsabilidade da paternidade. Reparem que isto foi feito estupidamente ao longo do episódio final: Barney amadureceu. Afinal, não. Ups, agora vai ter de se portar como crescido. Não tem piada. É triste, é imbecil e não faz sentido. Mas, acima de tudo, não tem piada!

 

O pior, claro, estava por vir. Ao longo do episódio percebi porque era imperativo (para os argumentistas, claro) que nós, espectadores, e o grupo não conhecêssemos a Mãe a fundo. A ridícula reviravolta final diz tudo. Não falo do facto de a Mãe estar morta no futuro: essa hipótese já fora levantada há uns dois anos e a própria série encarregou-se de atirar pistas nesse sentido. E até não seria mal de todo uma vez que daria a justificação perfeita para que Ted conte a história aos filhos e acabaria a comédia num tom agridoce, mas de dever cumprido.

 

Contudo, não é dessa "reviravolta" que falo: a Mãe nunca foi o amor da vida de Ted, mas sim Robin. Os filhos de Ted ouvem toda a saga e, de forma bem relaxada para quem acabou de saber a história da mãe defunta, instruem o pai a reatar com Robin. O crítico Alan Sepinwall relata tudo aqui. Muito resumidamente: este sempre foi o plano dos criadores. A cena com os filhos estava filmada desde o início da segunda temporada e eles decidiram ater-se ao plano inicial – mesmo que tudo o que tenham feito entretanto contradiga o que nos foi mostrado na hora final. A história nunca passou pelo encontro com a Mãe e as motivações do espectador são atiradas pela janela. A identidade da Mãe nunca interessou: ela é irrelevante na sua própria história. A própria jornada para a encontrar nunca interessou: por mais que tenham dito e mostrado que o binómio Ted-Robin estava ultrapassado, afinal nunca esteve – mesmo que estivesse. O que interessava é que Ted encontrasse a felicidade: ok, concedo esta, mas sempre ficou explícito que ele seria feliz ao lado da Mãe e que Robin estava fora da equação.

 

Fica a impressão que, como Robin não quer ter filhos (e, posteriormente, não os pode ter), a Mãe foi apenas a ponte para que Ted pudesse realizar o seu desejo de ser pai e, uma vez morta, pudesse voltar a insistir numa relação amorosa falida. A forma como os argumentistas manipularam as peças para chegar a este ponto roça o sadismo e a desconsideração pelos fãs – e não admira que a Internet esteja em polvorosa com todo o ódio dirigido ao final. Para quê insistir no casamento de Barney com Robin? Porquê dedicar toda uma temporada – e uma fraquíssima temporada – a algo que eles sabiam que não iria durar?

 

Mais sádico que isto só se tiver visto as primeiras temporadas recentemente – e foi isto que fiz após apanhar uns quantos episódios na Fox Life. Deu para compreender porque me viciei na série e a aguentei por tanto tempo, sempre olhando para o fundo do poço à espera que ela se reerguesse.

 

Se How I Met Your Mother se encerrasse naquela bonita cena da estação, talvez os produtores se safassem mesmo com todas as asneiras cometidas. Ao arrastarem Ted para a porta de Robin com a trompa azul, só cavaram mais fundo no buraco onde se enfiaram.

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publicado às 18:35

A temporada em série (2011-2012)

por Antero, em 30.05.12

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

Foi a temporada das despedidas, das poucas descobertas e, no geral, marcada pela negativa no que à qualidade das séries que acompanho diz respeito. Os segundos anos de Game of Thrones e The Killing serão analisados quando terminarem.

 

 


Desperate Housewives: temporada 8

Oito anos. Eu acompanhei esta série por oito anos. O-I-T-O! Foi a série que me apresentou aos downloads pela Internet e criou o bichinho que perdura até hoje. A combinação entre o humor mordaz e o drama das donas de casa de Wisteria Lane foi como amor à primeira vista – e a primeira temporada de Desperate Housewives foi um furacão que arrasou a televisão em 2004/2005 e permanece como uma pérola do meio televisivo contemporâneo. De lá para cá, a série foi tendo altos e baixos, com histórias repetitivas e absurdas, o que até se compreende uma vez que a criação de Marc Cherry é, acima de tudo, uma sátira às soap operas.

 

Esta temporada sofre do mesmo mal das anteriores: entra-se a matar com o mistério da ocasião, escalam-se os eventos até ao tal episódio "especial" (que, abençoado seja, não trouxe desastres absurdos) e depois entra tudo em ponto morto até ao desfecho. Tem sido assim: na obrigação de dar, no mínimo, quatro narrativas diferenciadas às protagonistas, Desperate Housewives enrola mais do que devia e ousa menos do que seria recomendado. Quantas vezes vimos Andrew a atazanar a vida de Bree? Lynette a meter o nariz no trabalho de Tom? Ou Gaby a superar o seu egoísmo? O que vale é que tivemos um mistério que as envolvia a todas quando encobriram o crime de Carlos ao ter assassinado o padrasto de Gaby – e como a série brilha mais quando as quatro cruzam as suas histórias, foi uma delícia ver o plano delas (encabeçado por Bree) desmoronar a passos largos.

 

Para cada boa história, porém, levámos com outras de pouco interesse: as aulas de arte de Susan; os mafiosos que ameaçavam o empreendimento de Ben; a morte de Mike não teve impacto algum, não se relacionou com nada e a história do mafioso acabou por ali mesmo; a bebé de Julie foi um bocejo (estava na cara que ela nunca a abandonaria e tiveram de espetar à força um segredo de Mike para ela mudar de ideias). Por outro lado, Renee destacou-se bem mais que no ano anterior (e com muito mais piada) e algumas sequências relacionadas com o divórcio de Lynette e a nova paixão de Tom foram comoventes (e Felicity Huffman volta a provar que é mais talentosa do elenco e o quanto foi desperdiçada ultimamente). O final foi o feliz entre o possível: Bree foi absolvida; só Susan ficou sem marido, mas com uma neta para criar; Karen McCluskey morre; e mudam-se todas de Fairview ao som da mítica narração da defunta Mary Alice e do regresso de algumas personagens que por lá passaram (e morreram).

 

Fica a memória de uma sensacional primeira temporada, uma terceira e quarta também de alto nível e o restante já é mais do mesmo. Ainda assim, as intrigas, os mistérios e o humor de Wisteria Lane vão deixar saudades.

 

Melhor episódio: 8×09 – Putting It Together: o plano de Bree em encobrir o homicídio de Alejandro deixa-a completamente desgastada e isolada, pelo que ela tenta o suicídio.

 

Pior episódio: 8×18 – Any Moment: Andrew regressa "desomossexualizado" e Susan lida com o rescaldo da morte de Mike e a agressividade do pequeno MJ, o pior ator infantil de qualquer série!

 

 

 

Dexter: temporada 6

Pior era improvável, mas Dexter superou-se na sua mediocridade. Está tudoaqui.

 

Melhor episódio: 6x07 - Nebraska: uma lufada de ar fresco. Dexter é dominado pelo seu lado mau personificado pelo seu irmão. Pena que durou um mísero episódio.

 

Pior episódio: 6x09 - Get Gellar: a reviravolta mais previsível de sempre é apresentada com incrível amadorismo.

 

 

 

Homeland: temporada 1

Inteligente, adulta, provocante e absurdamente tensa, Homeland é um soco no estômago de uma América a lamber as feridas do 11 de setembro e a expurgar os fantasmas da última década. Mas os questionamentos que a série levanta vão muito além das fronteiras norte-americanas e vão ao âmago de cada um de nós: qual o preço a pagar pela nossa segurança? Liberdade? Família? Qualquer hipótese de redenção? Como se não bastasse este fabuloso estudo de personagens imersas nas suas convicções, Homeland ainda oferece um duelo de intepretações (Claire Danes e Damian Lewis nos papeis das suas vidas) simplesmente magistral. Sem mais,a melhor série do ano!

 

Melhor episódio: 1×07 – The Weekend: a meio da temporada de estreia, a série vira o jogo de maneira chocante e abre toda uma janela de possibilidades.

 

Pior episódio: 1×02 – Grace: escolha difícil e injusta numa temporada marcada por uma qualidade altíssima, mas empalidece um pouco em relação ao brilhante capítulo de estreia.

 

 

 

House: temporada 8

Outra que acompanhei por anos a fio (embora não tão religiosamente) e que este ano também se despediu, House atingiu um nível insuportável no início da derradeira temporada – e foi por isso que a abandonei por não conseguir assistir a um cadáver em composição de um produto outrora excelente. Regressei para os três últimos episódios e fiquei satisfeito com o que vi. Não por que a série havia melhorado muito, mas sim por que vi um esforço em dar-lhe um enterro digno, o que, vistas as coisas, já foi o suficiente. Deixei de ver com a entrada daquela irritante médica chinesa e depois da despedida da Thirteen, uma personagem que detestava e que passei a acarinhar com o tempo (ou então o nível baixou tão drasticamente que a beleza de Olivia Wilde ofuscou-me). O que mais me irritava nem era tanto o esquematismo da narrativa (era a fórmula da série e não havia muito a fazer): o que me chateava era a forma como os argumentistas inseriam acontecimentos ditos "bombásticos" aqui e ali para dar a impressão que as personagens "evoluiam" para, logo a seguir, voltar tudo ao mesmo. A estreia, com House na prisão em modo Prison Break, foi a gota de água: depois do desfecho miserável do ano anterior, isto foi o melhor que conseguiram arranjar? Daí até ao abandono foi um tiro - daí que não ache justo apontar qual o melhor e pior episódio, já que não os vi todos. Nem o enorme talento de Hugh Laurie me levou a superar a tortura que era assistir House, maneiras que não posso deixar de estar satisfeito com o fim da série. Metade dela valeu a pena; a outra metade não merece ser recordada.

 

 

 

How I Met Your Mother: temporada 7

Eles conseguiram! Fizeram a pior temporada de How I Met Your Mother! Eles conseguiram arrastar a questão menor da noiva de Barney por um ano inteiro! E ainda por cima é a Robin! Bolas, eu sou dos poucos defensores da altura em que eles foram um casal, mas apenas por que durou pouco tempo e renderam a situação ao máximo. Também não me importo que as coisas estejam mal resolvidas entre os dois e que, de quando em vez, se toque no assunto (como na possível gravidez dela), mas – porra! – apresentam Quinn que pega de estaca com Barney e, pouco depois, volta tudo ao mesmo. Inacreditável! E Ted? Até quando teremos de aturar a chatice crónica da personagem? Ele não se decide: ora está bem sozinho, ora deseja alguém ou então ainda está apaixonado pela Robin e exprime-se de maneira impossivelmente piegas – e estas narrativas circulares tornam-se ainda mais ridículas quando... sabemos que Robin não é a mãe dos filhos dele! O pior ficou guardado para o fim: o regresso de Victoria quando... também sabemos que esta não é mãe! (e, outra coisa, incomodou-me como Ted decide levá-la ao altar por já ter sido lá deixado e, numa questão de minutos, muda de ideias -  que carácter!). Quanto a Marshall e Lily não me lembro de uma única situação memorável envolvendo os dois, o que só mostra o degredo que foi este ano.

 

Melhor episódio: 7×12 – Symphony of Illumination: Robin narra a sua triste história para os filhos... que nunca irá ter.

 

Pior episódio: 7×15 – The Burning Beekeeper: uma história de caca (Lily organiza uma festa que corre mal), tentativas deprimentes em fazer rir e um lamentável desperdício do grande Martin Short.

 

 

 

Fringe: temporada 4

É ler as reviews semanais. Não esteve à altura da temporada anterior, mas foi criativa, empolgante e recheada de momentos memoráveis como se pede a Fringe. É fazer figas para que a última temporada de 13 episódios encerre a série com chave de ouro e apague o sabor amargo deixado pelo final.

 

Melhor episódio: 4x14 - The End of All Things: a origem dos Observadores!

 

Pior episódio: 4x21 - Brave New World (Part 1): apressado e tosco, a primeira parte daquele que esteve para ser o final da série é tudo aquilo que Fringe, bem ou mal, foi sabendo contornar. E nunca pensei que o regresso de William Bell fosse tão insípido.

 

 

Descobertas: Sherlock; Happy Endings

Depressões: Alcatraz, Terra Nova, Falling Skies, Spartacus, Touch, New Girl, The Big Bang Theory

 

Série que tenho mesmo de começar a ver: Breaking Bad


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publicado às 23:32

A temporada em série (2010-2011)

por Antero, em 08.06.11

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

The Big Bang Theory: temporada 4

Eu sei que elogiei a série há uns meses atrás mas, após ver esta decepcionante temporada cheguei à conclusão que The Big Bang Theory é divertida, sim, porém sem nada que a faça distinguir de tantas e tantas outras comédias que andam por aí. A série entrou numa espiral de convencionalismo e de ideias mal exploradas, com as personagens a ultrapassarem todos os limites do aborrecimento. Leonard não cativa minimamente e o romance com Priya perde qualquer noção de simpatia já que sabemos que aquilo não vai durar; Sheldon só esporadicamente tem genuína piada e tornou-se previsível; Penny andou o ano todo perdida em ter muito o que fazer e acabar na cama com Raj foi o cúmulo da idiotice. Surpreendentemente, quem brilhou mais foi Howard e o seu namoro com Bernadette, uma vez que a personagem é das mais inspiradas do núcelo e com o seu universo pessoal (a mãe diabólica e o facto de ser o menos habilitado do grupo) levou a que ganhasse o devido destaque. Para aproveitar a série ao máximo convém juntar uma mão cheia de episódios e vê-los de seguida: o embalo que ganhamos com a sequência faz com que tudo pareça mais divertido; vê-los isoladamente só denota as fragilidades da comédia.

 

Melhor episódio: 4×02 – The Cruciferous Vegetable Amplification: Sheldon robot, num dos raros momentos de inspiração da personagem e uma ideia espremida até ao limite das suas possibilidades.

 

Pior episódio: 4x15 - The Benefactor Factor: inacreditavelmente, este capítulo deixou-me de mau humor.

 

 


Desperate Housewives: temporada 7

Gostei do regresso de Paul Young e da forma como o mistério da temporada foi, aos poucos, envolvendo todos os residentes de Wisteria Lane. Lamentavelmente, decidiram virar o foco para Susan e Mike (mais o inútil retorno de Zach) e as restantes donas de casa foram deixadas meio que ao abandono: Bree sempre às voltas com novos namorados, Gaby e a história da filha que nunca rendeu o devido e Lynette quase sem ter que fazer. Já a tão publicitada nova personagem, Renee, não é mais do uma cópia da Wilhemina Slater de Ugly Betty com a mesma actriz e que aprofunda ainda mais o vácuo deixado por Edie e Katherine. Pontos positivos: resolverem pegar na morte da mão de Carlos e fecharem essa página; separarem o casal mais forte da série, o que, após tanto tempo, abre novas oportunidades para Lynette e o episódio final com uma morte às mãos de Carlos e o grupo como cúmplice. Seria óptimo que o próximo ano envolvesse um grande arco a incluir todos os protagonistas, uma vez que a necessidade de criar pequenos arcos narrativos para cada uma delas está a desgastar a série.

 

Melhor episódio: 7×10 – Down The Block There’s a Riot: o já tradicional evento da temporada mais uma vez voltou a apelar a acontecimentos triviais (não há cá tornados megalómanos) e tornou a vingança de Paul Young implacável e marcante.

 

Pior episódio: 7×15 – Farewell Letter: Lynette às voltas com os gémeos, Susan a aproveitar-se da diálise, Gaby volta à terrinha, Bree fica solteira (outra vez...), Paul expulsa Beth, eu bocejo.

 

 

 

Dexter: temporada 5

A grande desilusão. Depois de uma brilhante quarta temporada, as expectativas estavam nos píncaros e tudo parecia encaminhar-se para que as mesmas não fossem defraudadas: Dexter a lidar com a morte de Rita, a descobrir a sua humanidade nos piores aspectos que ela reserva, o descontrolo emocional, os filhos e o amadurecimento de Debra (das poucas coisas realmente boas deste ano) que cada vez mais se torna a sua tábua de salvação. Depois aparece Lumen e as coisas começam a descambar. Tanta coisa com a ama de Harry para nada. LaGuerta e Batista em crise. O caso Santa Muerte cujas repercussões foram zero. Um vilão inicialmente promissor que se torna uma autêntica caricatura ensandecida. O envolvimento amoroso de Dexter com Lumen. A ridícula cena em que Debra está prestes a apanhá-los em flangrante e sai de cena. Quinn ser ilibado da morte de Lundy de maneira apressada e pouco credível. E, no final, Lumen abandona o nosso "herói" por já não sentir o instinto assassino que os unia (ugh!). Enfim, uma temporada tão esquecível que nem é mencionada nos anúncios do sexto ano, a começar em Setembro.

 

Melhor episódio: 5x01 - My Bad: um início promissor e o momento mais vulnerável de Dexter.

 

Pior episódio: 5x12 - The Big One: um desfecho que expõe tudo o que a temporada teve de pior e nós tentávamos não perceber na ânsia de um final bombástico.

 

 

 

The Event

Esta é o FlashForward da temporada. Mais uma potencial sucessora de LOST, o que, invariavelmente, já a condena ao fracasso, The Event junta pitadas de 24, The 4400 e - pasme-se! - Heroes numa salada indigesta que até poderia funcionar, mas cujos esforços em atingir o fundo do poço transformam-na numa espécie de divertidamente estupidificante recheada de humor involuntário. Seja pela conspiração dos extraterrestres que quanto mais se revela, mais o sentimento de dèja vu se instala; pelas personagens chatíssimas (Leila, a namorada de Sean, é inacreditavelmente robótica; o presidente canastrão; a líder sem sal e de voz arrastada; o vice-presidente cobarde e chorão); pelas fracas cenas de acção e erro de não criar o mínimo de sentimento de urgência que nos leve a temer pelas personagens (quanto a isto, é rever a hilariante sequência do "brutal" terramoto em solo norte-americano que parece afectar apenas o Washington Monument). Após a pausa natalícia de três meses para salvar a série, os produtores, que até vinham construíndo com alguma competência a mitologia da narrativa, erram ao investir na acção descerebrada numa tentativa falhada de conquistar uma audiência há muito perdida. E dá-lhe cenas como aquela que encerra a temporada (e a série) e da qual só me apraz perguntar: um corpo de massa enorme (digamos, um planeta) teletransportado para um ponto entre a Terra e a Lua não deveria afectar, de forma bem catastrófica, o nosso campo gravitacional?

 

Melhor episódio: 1×01 – I Haven’t Told You Everything: demonstra todo o potencial que a série não soube aproveitar.

 

Pior episódio: 1×20 – One Will Live, One Will Die: uma sucessão de imbecilidades e erros grotescos que, eventualmente, torna-se divertidamente estúpido.

 

 

 

House: temporada 7

Eu sempre digo que House passou a ter 7/8 bons episódios por temporada: o primeiro, o último e uns espalhados pelo meio para os espectadores perceberem como a série pode ser realmente boa e não desistam da mesma. Este ano nem a isso tivemos direito. Começando com o namoro de House e Cuddy, a temporada atinge níveis de interesse deploráveis: aos sete anos de vida não podemos exigir que os casos médicos surjam frescos e inovadores, mas a dinâmica de House e a equipa médica está tão desgastada que tudo parece forçado, desde as bocas, as epifanias e as conversas com Wilson. Assim, é mau perceber como a série mal aproveita a nova vida do seu protagonista: comprometido e logo com a chefe, House está retraído numa suposta felicidade repentina e porcamente desenvolvida. Numa série de fórmula como House é, ver o protagonista alegre foi um passo arriscado e pouco trabalhado (mesmo o rompimento por parte de Cuddy parece caído do céu) e tudo piora quando a relação termina. Mantém-se a desinteressante toada de dissecar um relacionamento que já não existe e que nunca resultou (nem para os espectadores), trazem uma estagiária para servir como a nova Cameron, investe-se na vida privada do aborrecido Taub, regressa Thirteen (já gosto mais dela) e é o vira o disco e toca o mesmo no infeliz House e a sua demanda pela felicidade quimérica, com supostos eventos bombásticos (agora foi esbarrar um veículo na casa de Cuddy... uau...) que nunca levam a nada. O próximo ano, já sem a actriz Lisa Edelstein que recusou renovar contrato, precisa urgentemente de ser o último.

 

Melhor episódio: 7×11 – Family Practice: explora com eficiência a dinâmica da relação amorosa entre House e Cuddy e traz a grande Candice 'Murphy Brown' Bergen de volta ao ecrã.

 

Pior episódio: 7×17 – Fall From Grace: House casa-se com uma bimba qualquer para fazer ciúmes a Cuddy. Preciso dizer mais?

 

 

 

How I Met Your Mother: temporada 6

Outra que anda extremamente irregular, notou-se uma tentativa de aprofundar emocionalmente os elementos do grupo, com resultados medianos: se Marshall atravessa uma fase mais complicada (desemprego e morte do pai) e Barney conhece o progenitor causador de várias nunaces da sua personalidade (brilhante John Lithgow), Ted continua entediante com o seu cariz apaixonado e meloso, Lilly só serviu de apoio ao marido e Robin também andou desperdiçada por episódios a fio (o máximo que conseguiram foi trazer de volta o seu velho colega, o egocêntrico Sandy Rivers). Viu-se logo que Zoey não seria a Mãe (já pouco ou nada se fala dela) e chegou a ser uma tortura acompanhar os esforços de Jennifer Morrisson pela comédia e não se percebe tanto alarde dos produtores em afirmar que esta seria a melhor temporada de todas, mais focada no lado pessoal e com acontecimentos importantes. O que eles não devem entender é que a série funciona melhor quando todos são inseridos no mesmo contexto e o choque de personalidades faz com que as piadas fluam naturalmente. Ficamos a saber que Barney é o noivo do casamento anunciado no primeiro episódio e resta saber como irão lidar com a situação, já que deu para ver que prender Barney numa relação não dá lá grande resultado (e eu duvido que a noiva seja a Robin; ela tem de ficar para tia).

 

Melhor episódio: 6×10 – Blitzgiving: todas as personagens na mesma história, Dia de Acção de Graças, Jorge Garcia, referências a LOST e mais um "mito" social que a série resgata: a do indivíduo que se ausenta mais cedo e perde acontecimentos de arromba.

 

Pior episódio: 6×07 – Canning Randy: a prova que Jennifer Morrisson não tem muito jeito para a comédia.

 

 

 

Fringe: temporada 3

Já tudo se falou sobre Fringe, já lhe concedi os mais rasgados elogios e resta-me agradecer o pequeno oásis que a série se tornou nesta decepcionante temporada. Onde todas as outras jogam pelo seguro, Fringe não tem medo de ousar e investir para levar a narrativa sempre além das nossas expectativas, num festim de inteligência e coesão que poucos dramas se podem gabar.

 

Melhor episódio: 3x01 - Olivia: entrada a pés juntos na temporada com um capítulo que dá continuidade à descoberta do Lado B ao mesmo tempo que carrega no drama da agente Dunham.

 

Pior episódio: 3x12 - Concentrate and Ask Again: não é um desastre, mas veio encalhar a sequência de óptimos episódios que vinha até aí.

 

 

Descobertas: The Middle; The Good Wife; Private Practice

Depressões: Smallville; Glee; 90210


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publicado às 23:14

A vingança dos nerds

por Antero, em 02.09.10

 

Nada como uma boa comédia para esquecer o estado depressivo da última temporada de Nip/Tuck (cujo pico de forma já passou há muito) e logo com uma série na qual não depositava grandes esperanças. Porém, os elogios e os prémios desataram a chover e não tive outro remédio que não render-me a The Big Bang Theory. O conceito é batidíssimo, mas a execução é primorosa. Quatro geeks com claros problemas de relacionamentos sociais e uma beldade que surge como um terramoto na outrora sossegado quotidiano do grupo. Um deles, Leonard, desenvolve uma paixoneta por ela e aqui está um dos grandes trunfos da história: longe de ser uma loira estereotipada pouco dada à inteligência e dedicada a causas fúteis, Penny surge com uma personalidade vivaz que contrasta de modo perfeito com a falta de traquejo social do quarteto. Ao mesmo tempo, Leonard não é um daqueles "falsos nerds" que Hollywood tanto gosta de criar, já que ele não se tornará automaticamente num Adónis com um truque de magia (leia-se, uma mudança drástica de visual como tirar os óculos ou mudar de penteado). Assim, é uma surpresa bem-vinda que ele vá conquistando a moça com a sua gentileza, timidez e insegurança, tornando-se atraente à sua própria maneira aos olhos de Penny.

 

No entanto, o grande destaque de The Big Bang Theory é mesmo Sheldon Cooper (Jim Parsons, que levou o Emmy para casa há uns dias). Egocêntrico, arrogante e obsessivo, Sheldon é um espectáculo à parte dentro da série. Ao contrário dos demais, ele não dá prioridade aos relacionamentos e a sua preocupação é satisfazer o seu inchado ego, nem que para isso tenha de levar à loucura quem o rodeia. Tal como Barney Stinson em How I Met Your Mother, Sheldon é a alma da série, uma mistura de Mr. Bean com um Spock elevado à décima potência. A complementar este trio, há os secundários Howard, o único sem Doutoramento e com uma (péssima) tirada de engate sempre na ponta da língua, e Raj, um indiano patologicamente incapaz de falar com alguém do sexo feminino - excepto se estiver alcoolizado -, e aparições esporádicas de Leslie, rival de Sheldon pelas luzes da ribalta (ou seja, a atenção dos colegas), cuja extrema racionalização sobre o sexo tira todo o interesse que o acto poderia despertar.

 

Atulhado de referências à cultura pop (apanhá-las a todas é um desafio para qualquer um), The Big Bang Theory é uma comédia hilariante e, mesmo sem ser a lufada de ar fresco que caracteriza a narrativa de How I Met Your Mother, a estrutura de um The Office ou as alfinetadas de um Entourage, contém fartos motivos para ser acompanhada. Geeks e nerds de todo o Mundo, sintam-se vingados!

 

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publicado às 18:20

A temporada em série (2009-2010)

por Antero, em 31.05.10

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

Desperate Housewives: 6ª temporada

Depois de um quinto ano bem abaixo do nível habitual, a série puxa dos galões e oferece aquilo que tem de melhor: humor consistente e bons arcos dramáticos para as suas personagens. Lynette teve de esconder a gravidez, lidar com uma potencial nora prestes a dar o golpe do baú e receber o serial-killer em casa; Susan penou um bocado, mas os problemas financeiros criados por Mike foram uma boa jogada por parte dos argumentistas; Gaby espalhou a sua futilidade (e o timing cómico de Eva Longoria) por toda a temporada em situações divertidas; Bree andou às voltas com o amante (e que química que eles tinham!), receber Orson paraplégico e tentar redimir-se com um filho bastardo de Rex. Aliás, a história da Bree que encerrou o ano foi um grande acerto da série. Sempre estranhei a sua postura entre a punição imposta a Orson e que ela preveniu com o filho por ter atropelado a mão de Carlos e foi óptimo ver isso desenterrado para injectar mais emotividade a uma personagem que bem precisava de uma lufada de ar fresco. O mistério também foi melhor trabalhado: a história dos Bolen foi melhor que a do marido de Eddie (que teve uma resolução fraca) e os primeiros episódios da temporada foram excelentes a platar todas as sementes, ainda que depois derrapassem para a mediania. Um das coisas que não gostei foi não terem aprofundado mais a relação entre a Julie e o Nick e como Susan lidaria com isso. De qualquer forma, é refrescante ver como Desperate Housewives ainda consegue dar a volta por cima.

 

FlashForward

A série teve um ascendente positivo depois dohiato, mas já não havia muito a fazer uma vez que o estrago estava feito. Uma das coisas que mais me irritam é como uma história que fala de personagens que tentam evitar o Destino ou chegar a ele não consegue criar o mínimo vínculo emocional no espectador. As personagens são mal trabalhadas, os actores não ajudam muito e certos arcos são puro enrolamento (eu quero lá saber do enfermeiro com cancro e da japonesa!). Mas mais deprimente é perceber que a série tinha alguns coelhos na cartola: o conceito do apagão - a consciência é transportada para um determinado ponto do futuro - é bem pensado e serviria para manter o interesse. Só que as personagens - sempre elas - são aborrecidas, há diálogos pavorosos, situações que não lembram a ninguém (aquela da agente dupla recém-descoberta desatar aos tiros num edifício ultra-protegido foi hilariante) e o envolvimento com a história fica comprometido. O final foi claramente pensado para uma segunda temporada e nada me deixou mais horrorizado que ver um novo apagão e uma projecção de 5 anos no futuro. Pensar que teria que acompanhar esta gente por mais 5 anos deixou-me agoniado logo pela manhã.

 

Heroes: quarta temporada

Vou tentar ser simpático. A quarta temporada foi melhor que a segunda e a terceira. Ponto a favor. A história principal - a família de Samuel no circo - foi mais consistente e mais interessante que o vírus ou tentar aprisionar os seres com poderes. Outro ponto a favor. Hiro, Parkman, Claire e Peter continuaram insuportáveis, Sylar continuou com os seus dilemas "sou um herói, sou um vilão" e a história avançava aos repelões. Se isto não é favor, também não é contra porque era mais do que esperado. Até que, no final, os argumentistas decidem carregar no botão de auto-destruição e entregam uma resolução que eu achei insultuosa. "Fodam-se todos!" parecia a palavra de ordem. Ver Nikki criar uma espécie de fossa para salvar Noah foi risível, Peter ganha poderes consoante as exigências do argumento, Hiro a tentar recuperar a namorada agora envelhecida meteu dó, poderes que entram em contradição com o estabelecido anteriormente (o gordo pode fazer a muda tocar violencelo o quanto quiser que não controla o poder dela de chamar pessoas - mas a própria série se esquece disso), o combate final foi ridículo e o gancho para a temporada seguinte foi vergonhoso. Então o Mundo já não sabe da existência dos heróis? Eles não foram caçados no quarto volume? Cancelamento tardio mais do que merecido.

 

House: sexta temporada

Os bons episódios passaram a ser a excepção quando antes eram a regra. Capítulos como o tratamento de House, do ditador, do dia-a-dia de Cuddy, o dedicado a Wilson e o final - House entrega sempre excelentes finais - são casos isolados numa série que acusa desgaste da fórmula. A série encontra-se refém da estrutura do paciente da semana e, regra geral, os episódios que fogem a este conceito acabam por se destacar. Podem argumentar que já antes era assim, mas não se notava tanto: a dinâmica entre o grupo era primorosa e o desenvolvimento do protagonista camuflavam estas falhas. Seis temporadas depois, House passou a ser uma série em que basta ver o início e o fim da temporada (talvez uns pelo meio) que de resto não se perde nada.

 

How I Met Your Mother: quinta temporada

Outra que tem acusado um desgaste tremendo. A busca pela Mãe está cada vez mais cansativa e deixada para segundo plano. A história passou a ser não tanto pelo encontro com a tal, mas sim ver o crescimento de Ted como merecedor de encontrar a sua alma gémea. Só que Ted é, das cinco que compõem o grupo, a personagem mais desinteressante e acompanhar as mudanças na sua vida e os seus discursos sonhadores é um tédio. Vá lá que ainda há episódios que resgatam o prazer original como o 100º (onde temos várias referências à Mãe), o aniversário da Lilly (onde, subtilmente, fica implícito que ela estará grávida daqui a um ano) ou todo o arco do namoro entre Robin e Barney que foi explorado ao máximo e acabado antes de começar a esgotar - o que achei uma solução eficaz. Por outro lado, há episódios onde a dinâmica do grupo e as situações parecem forçadas e as piadas não saem com a mesma naturalidade, apesar do carisma dos actores e da continuidade da série seja de louvar.

 

Grey's Anatomy: 6x23 - Sanctuary / 6x24 - Death and All His Friends

Não acompanho, vejo alguns episódios aqui e ali, vou acompanhando o que se passa com as personagens (nomeadamente pelos problemas nos bastidores), mas o final foi tão elogiado que eu tive de confirmar. Mesmo sem saber grande coisa do que aconteceu neste sexto ano, o final de Grey's Anatomy é tenso, bem filmado, bem interpretado e capaz de cativar mesmo quem nunca tenha visto um episódio sequer. Os grandes capítulos são assim: colam o espectador do início ao fim com uma trama oleada e que sem deixar espaço de manobra. Vénias para cenas como o colapso de Miranda Bailey, a operação de Derek ou o aborto de Meredith, tudo brilhantemente orquestrado por Shonda Rhimes. Fosse eu fã da série, teria ficado tão ou mais perturbado como no final de LOST.

 

Boas indicações: Community; Modern Family

Más indicações: FlashForward; Heroes; Castle; Smallville; Gossip Girl; The Vampire Diaries

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publicado às 02:41

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How I Met Your Mother: Temporada 4

Há cerca de um ano,escrevio seguinte sobre a terceira temporada de How I Met Your Mother:

 

Apesar da temporada perder muito em relação às anteriores, principalmente a segunda, continua a ser uma óptima comédia, com personagens cativantes e piadas inspiradas (Barney Stinson é o maior!). A mecânica dos flashbacks dentro dos flashbacks continua a funcionar às mil maravilhas, proporcionando um ritmo elevado de situações hilariantes, inovando na já gasta categoria de sitcoms clássicas (aquelas com recurso a multi-câmaras e risos do público no fundo).

 

Vista a quarta temporada, muito do que foi escrito há meses continua a aplicar-se. Os defeitos são os mesmos: episódios excelentes intercalados com histórias medianas ou irrelevantes. Neste aspecto, as duas primeiras temporadas foram mais consistentes até porque foi aí que a história de Ted e da demanda pela sua esposa revelou todo o seu potencial. No entanto, só agora é que How I Met Your Mother começou a ter o seu valor reconhecido por aquilo que mais interessa: as audiências. Então toca a fazer render o peixe. Já ouvi falar em 8 temporadas, por isso é natural que não venhamos a conhecer a Mãe tão cedo.

 

E tão pouco se falou nela neste quarto ano. Em vez disso, tivemos muitas enrolações com a história da Stella que, como não podia deixar de ser, teve de ser "diabolizada" para ninguém mais se preocupar com ela. As gravidezes das actrizes principais foram bem geridas, embora eu tenha sentido a falta de Lilly na recta final que deixou Marshall um pouco ao abandono (e repararam que o último episódio foi gravado meses antes do penúltimo? A Robin estava lisa como uma tábua...). Falando em Robin, um dos grandes pecados da temporada anterior foi corrigido e, neste ano, ela teve o merecido destaque, fosse pelo desemprego, ter ido morar com Ted e - principalmente - com a paixoneta de Barney. Paixoneta essa que, depois de meses a enrolar, que ver a sério. Será que a pragmática Robin consegue domar o furacão Stinson?

 

No entanto, convém referir algo que me incomoda há largos meses: How I Met Your Mother sofre, cada vez mais, do síndrome Shrek. Ou seja, as personagens secundárias são infinitamente mais interessantes que a principal. Nunca senti Ted tão aborrecido, mas isto talvez seja do seu arco narrativo que lhe estagnou a vida, tirou-lhe o emprego e a espera pela Mãe está cada vez mais penosa. A ver vamos se o novo emprego (como professor universitário) espicaça a sua vida, uma vez que já sabemos que vai ser lá que ele a vai conhecer. How I Met Your Mother é assim: pode ter uns episódios descartáveis (e tem), mas a sua proposta é infalível. E com uma personagem como Barney Stinson, dificilmente as coisas dão para o torto.

 

8 potes de banha

 

PS: este ano não houve bofetada, o que achei uma falha imperdoável.

 

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publicado às 21:33

Rapidinhas #2

por Antero, em 12.03.09

Como sempre curto, grosso e sem vaselina. Vamos lá:

  • Esta semana não houve LOST. Devia haver uma lei que não permitisse este tipo de coisas. Eu quero ver tudo de seguida! Quanto às outras séries e para compensar o facto de já não falar delas, basta dizer que House parece realmente querer retomar a onda dos bons episódios, Desperate Housewives começa a cair na mesmice e já me ando a cansar um pouco, How I Met Your Mother sempre engraçada e Heroes... bem, essa nunca será alguma coisa de jeito, mas até que anda mais suportável (mas continua péssima).
  • O Sporting levou 7 na pá do Bayern de Munique e anda tudo em alvoroço. Paulo Bento não se demite (já sabe que não passa desta época), Veloso sente-se desprotegido, Polga treina para ponta-de-lança e Filipe Soares Franco não se sentiu humilhado (porra, até eu me senti). Lembram-se do que escrevi aqui? Falhei por um mês. Onde está o impresso do Euromilhões?
  • O FC Porto lá passou (Atlético, seu inútil!) e o Braga não se fiou no Sporting do seu nome e foi empatar ao Parque dos Príncipes. Com a sorte do FC Porto nestas coisas dos sorteios ainda apanham o Villareal e passam. O Braga duvide que vá daqui: eles não têm futebol para o PSG. Ah, já me esquecia: o Mourinho também foi de vela e reagiu com a sua habitual falta de subtileza. Ora, para fazer o que ele faz, estava lá o Mancini. E com menos estardalhaço.
  • Já temos candidato à presidência do Benfica: Bruno Carvalho, director da Porto Canal, é o homem. Já li alguns dos seus posts no esquizofrénico Novo Benfica e o rapaz é um triste. Não tanto por falar mal a torto e a direito da gestão de Luís Filipe Vieira (quantos e quantos...); é mesmo pela - vamos chamar as coisas pelos nomes - lambidelas nos testículos de Pinto da Costa e restante corja. Eu não duvido do benfiquismo do rapaz. Aliás, eu não duvido do benfiquismo de ninguém... especialmente dos portistas.
  • Pelos vistos, a estreia em Portugal do filme DragonBall: Evolução (mas... evolução do quê?) foi adiada para o meio do Verão. Bolas, assim vamos saber de tudo o que o filme tem de mal antes de o ver. Caraças! Promove-se excursão aos States.
  • Amanhã tenho um jantar de despedida de um amigo meu que vai trabalhar para Moçambique. Prenda? Uma boneca insuflável branca e loira para quando ele se fartar das pretas. E não se fala mais nisso.
  • Quando se deixar de falar na crise, vai-se dizer o quê? A crise está em crise?

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publicado às 23:08

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Desperate Housewives 5x13: The Best Thing That Ever Could Have Happened

O centésimo episódio trouxe uma história fechada e sem relação com o percurso da quinta temporada; no fundo, foi praticamente uma homenagem a toda a série com a participação activa de Mary Alice e as aparições dos saudosos Rex Van de Kamp, Martha Huber e Xiao Mei. Estes foram, simultaneamente, os pontos fortes e fracos do episódio: não gosto quando não avançam com a narrativa e este episódio não trouxe nada de novo, mas como tem a desculpa da homenagem por trás de si até que nem foi mau de todo. Eli Scruggs era o “faz-tudo” de Wisteria Lane até que, no último dia de trabalho, acaba por falecer. Com a comoção geral, as housewives lembram momentos marcantes de Eli nas suas vidas e foi divertido perceber que ele foi o primeiro impulsionador do livro da Bree bem como ajudou Edie a superar as suas “necessidades”. Ainda assim a melhor parte foi novamente a de Gaby: voltando ao tempo em que era rica, fútil e nariz empinado, toda a sequência do jogo de poker foi hilariante, principalmente quando ela diz que só queria pegar numa arma e suicidar-se ao mesmo tempo que dá uma sapatada amigável em Mary Alice. A parte da Susan foi mais do mesmo, com Eli a ajudá-la nas suas crises amorosas, mas o que me irritou foi mesmo a de Lynette: que mãe faria aquilo durante o próprio trabalho de parto?! Já para não falar que ela já tinha os 3 rapazes (se fosse durante a gravidez dos gémeos ainda se compreendia) e toda aquela sequência do trabalho versus a gravidez suou como uma desculpa forçada para Felicity Huffman brilhar o que, de certa forma, atenuou o vexame da cena. Episódio redondinho, sem grandes novidades.

7 potes de banha

 

House 5x12: Painless

O caso da semana trouxe um pai de família que sofre de dor crónica há mais de 3 anos, numa pequena alusão à constante situação de House, embora este se vá aguentando com os banquetes de Vicodins. Devido ao sofrimento que causava à esposa e ao filho, ele tenta cometer suicídio e acaba por ir parar ao hospital para ser tratado por House. Num episódio estranho e um pouco desequilibrado, tivemos óptimas cenas como Cuddy a tentar aliar o papel de mãe aos seus compromissos profissionais e a cena em que o miúdo simula dores para ajudar o pai a cometer suicídio novamente. Por outro lado, o tempo perdido com a Treze (mais uma vez...) a sua indecisão com Foreman e o cansaço cada vez mais evidente de Hugh Laurie com a personagem e com a série (as birrinhas com Cuddy estão cada vez mais repetitivas) mancharam e muito o episódio. No final, uma boa e má notícia: Cuddy propõe a Cameron passar-lhe algumas funções do hospital, o que poderá levar a uma maior participação da segunda e com grandes picardias com House. Por outro lado, poderá significar uma menor participação de Lisa Edelstein como Cuddy, o que é uma pena pois a actriz é excelente e a química com House está melhor desenvolvida do que a amizade com Wilson.

7 potes de banha

 

How I Met Your Mother 5x13: Three Days of Snow

Barney e Ted são uns imaturos por natureza (mais o primeiro que o segundo); Marshall e Lily são o típico casal “cola”; Robin é racional e pouco romântica. Seguindo estes estereótipos estabelecidos nos últimos 4 anos, a série oferece um excelente episódio em que três histórias distintas são contadas e, no final, temos direito a uma cambalhota narrativa surpreendente. Num dos maiores nevões de sempre, Barney e Ted ficam com o bar McLaren’s por conta deles e decidem impressionar umas miúdas que trazem mais problemas que vantagens, enquanto Marshall decide não cumprir a tradição de ir buscar Lily ao aeroporto, mas logo muda de ideias e obriga Robin a ir com ele (e depois tem de aturar uma discussão em que é acusada de ser fria e robótica nas relações). No avião, Lily também está decidida em não cumprir a tradição de não levar um pack de 6 cervejas para Marshall, mas também muda de ideias e é auxiliada pelo motorista Ranjit. Com estas três histórias, How I Met Your Mother dá-nos um episódio surpreendente e hilariante, em que Barney brilha mais uma vez nas suas teorias malucas (aquela do bingo foi demais). A série prova que, neste novo ano, quer regressar ao patamar das grandes comédias televisivas actuais.

9 potes de banha

 

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publicado às 23:41

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Desperate Housewives 5x12: Connect! Connect!

Este deve ter sido o pior episódio de Donas de Casa Desesperadas em muito tempo. Não aconteceu nada demais e o pouco que aconteceu das duas uma: ou era feito às pressas (como a resolução da prisão de Porter) e nem dava para aquecer (as birrinhas das filhas de Gaby). Parece que tudo correu mal neste aqui. Susan e Edie trancadas na cave foi de morrer; até quando vão utilizar este recurso nas séries para que duas personagens resolvam as suas desavenças? Não é que eu não goste de ver as duas picadas (o calendário das relações da Susan foi uma boa tirada), mas já chega desta competição entre as duas, não? Arranjem coisa melhor. Gaby com as filhas desobedientes, enfim... desperdício de tempo. Bree às turras com o genro por este não aceitar a forma como ela trata Orson e Andrew foi ridículo: então o rapaz só reparou agora que Bree é mesmo assim? Até parece que ela nem tratou mal a sua mãe no episódio passado. Tudo para criar um conflito por causa da casa que não deu em nada. Lynette foi o fim da picada: aquele acidente inventado (absurdo), pegarem na mãe dela e porem-na amuada porque a filha não a visita... por amor de Deus! E por dar tempo de antena a estes equívocos, nem acompanhamos a resolução da detenção de Porter. Bastou a Lynette falar e pronto, está resolvido (embora eu ache que o marido da outra ainda volte a atacar). Dave vai morar com Mike que, devido a marcação cerrada de Katherine, lá admite que está a apaixonar-se por ela, dando-lhe novas razões para o seu plano de vingança ir mais fundo. Totalmente prevísivel. Vamos a ver se o próximo episódio, que é o centésimo e que promete, recompensa esta perda de tempo. Oxalá não me engane.

3 potes de banha

 

How I Met Your Mother 4x12: Benefits

Não soubemos nada da Mãe, mas também não foi preciso. Neste óptimo episódio, Ted e Robin decidem tornar-se amigos coloridos e desatam a dormir juntos para não terem de discutir sobre questões da partilha da casa. E o que parecia ser uma história centrada no casal, na verdade tornou-se sobre o desespero de Barney que finalmente se deu conta que nutre sentimentos por Robin. E as suas reacções foram hilariantes: desde as televisões destruídas, à casa limpa e onde não faltava nada, passando pela sua contenção ao ouvir os relatos de Ted (awefsome! awesful!), Barney foi mesmo o ponto alto do episódio, mostrando que a série não seria a mesma sem ele nem Neil Patrick Harris no papel. Por outro lado, Marshall desespera no trabalho sempre que quer "ler uma revista" (adoro estas metáforas), numa história engraçada, mas sem grandes consequências. Agora que Ted sabe sobre a paixoneta de Barney por Robin será que lhe vai dizer alguma coisa? Um regresso em grande de How I Met Your Mother.

9 potes de banha

 

Aproveito este espaço para escrever que Prison Break foi cancelado e esta é mesmo a última temporada. Faltam 4 episódios para exibir a partir de 17 de Abril (uma Sexta-feira, o que demonstra a pouca confiança da Fox na série e um admitir de culpa das péssimas audiências), mas não está descartada a produção de mais dois ou três episódios para dar um final digno à série. Sempre fui grande fã da série, mas, sinceramente, tenho de admitir que o seu tempo já lá vai e a história já foi esticada mais do que podia. Vai deixar saudades, é certo.

 

E para a semana, dia 21, estreia a muito aguardada quinta temporada de LOST! Ansiedade pura!

 

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publicado às 20:17

Este já vem com uma semana de atraso, mas com o trabalho todo que tive a semana passada nem tive tempo de escrever as resenhas dos episódios. Porém, e como esta semana só há mesmo episódio inédito de Prison Break e aproveitando o facto que estou de baixa devido a uma valente gripe que teima em não desaparecer, junta-se as duas semanas numa só e ficamos entendidos.

 

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Heroes 3x13: Dual

Final do volume 3 da série e, mais uma vez, um fraco desfecho: tudo feito às pressas para encerrar os inúmeros arcos (ou melhor, buracos) levantados nos últimos episódios. Ando testa a fórmula e consegue o poder de potenciar as habilidades de quem lhe toca, o que aliado à super-velocidade de Daphne, é o que basta para resgatar Hiro do passado, numa solução tão infantil e frouxa, embora eles se defendam com teorias de Einstein (que, realmente, referiu que ultrapassando a velocidade da luz talvez fosse possível viajar no tempo, mas para o futuro e não para o passado). Continuando... Sylar deve ter ido ao cinema ver a saga Saw e enfia Claire, Noah, Meredith e a mamã Petrelli no edifício da Pinehearst para fazer joguinhos psicológicos com eles. É bom ver o Sylar vilão de volta, mas estes jogos, sinceramente, que estupidez! Não seria mais fácil ir directamente ter com as pessoas e matá-las? Claro que se deu mal, mas eu aposto que ele não morreu. Se Sylar morre, Heroes acaba de vez. De resto, o laboratório onde Arthur (onde parou ele?) queria implementar a fórmula é destruído, Peter recupera os poderes e salva o irmão (ou melhor, o poder, pois fiquei com a impressão que ele voou dali porque adquiriu o poder de voar de Nathan, o que até faz bastante sentido, mas não me admirava nada que Heroes viesse a contradizer isto no futuro) e Nathan, ingrato, vai ter com o presidente dos EUA (que é negro! Viram como Heroes é actual?) com uma proposta de caça e vigilância aos seres super poderosos, naquela que foi a introdução do volume 4, Fugitives. Ou seja, um plágio descarado da recente Guerra Civil da Marvel Comics. Um final à altura do restante volume que, supostamente, prometia revirar e melhorar a série depois da sofrível segunda temporada. Agora prometem isso para o próximo ano. Pois...

4 potes de banha

 

How I Met Your Mother 4x11: Little Minnesota

Este que poderia ter sido um episódio estupendo e que prometia tanto no início, afinal revelou-se bem mediano. Com a visita da irmã de Ted a Nova Iorque, Barney arranja maneira de finalmente conhecê-la, uma vez que Ted se recusava a apresentá-los por razões óbvias (e as músicas que Barney cantava a cada postal de Natal da irmã eram geniais). Só que, chegando a irmã, tudo desandou numa batida história para ela provar que já não era a rebelde e sem-noção de antigamente e que já não precisa dos cuidados do irmão. Uma decepção. Toda a parte do bar do Minnesota no qual Marshall leva Robin parece ter surgido do nada (e até nem teve assim tanta piada) e não gostei nada de haver dois núcleos distintos neste episódio. Um episódio razoável, mas How I Met Your Mother pode fazer muito melhor. O final, com o karaoke do Let's Go to the Mall, foi muito bem sacado.

6 potes de banha

 

Prison Break 4x15: Going Under

Neste episódio tivemos a visita de um velho conhecido, nada menos do que Westmoreland, um dos fugitivos de Fox River que morreu durante a fuga. Durante a operação delicada e secreta que os médicos da Companhia fazem ao cérebro de Scofield, este imagina uma conversa com o antigo recluso na qual infere o verdadeiro propósito de Scylla: esta seria o projecto de uma nova e poderosa ferramenta capaz de gerar energia, o que realmente dá outro sentido a tanta procura e a tanta protecção por parte da Companhia, pelo menos em relação à antiga ideia que tínhamos dela ser apenas uma agenda de operações e agentes. A operação parece ter outros fins para além de eliminar o tumor, como tão bem deduz Sara. Lincoln e Sucre dedicam-se a reaver Scylla o mais depressa possível, enquanto Gretchen e Self tentam vendê-la, mas acabam por perdê-la e capturados por Burrows e levados ao General. Ao longo do episódio tivemos várias indicações de que a mãe dos irmãos foi uma agente da Companhia e que também foi sujeita ao mesmo procedimento cirúrgico de Michael. Mahone, mais uma vez a depender da amizade de Felícia, consegue escapar e Sucre abandona a missão, pelo menos por agora. Duvido que fique longe muito tempo.

8 potes de banha

 

Prison Break 4x16: The Sunshine State

O episódio começou com uma revelação já esperada: a mãe dos irmãos está viva e ainda trabalha com a Companhia. E no final do episódio é ela que é revelada como a compradora de Scylla. Por enquanto ainda não sabemos se ela está a trabalhar para destruir a Companhia ou se trabalha para eles ao recuperar Scylla (como Gretchen foi desconfiando ao longo do episódio). Lincoln agora tem de trabalhar com uma equipa composta por Gretchen, T-Bag e Self e não percebo estes dois últimos. Com tanto agente mais qualificado nas fileiras, o General junta Lincoln a estes três? Gretchen ainda se percebe, pois ela percebe dos meandros do mercado que quer comprar Scylla, mas Self e T-Bag (mesmo que este tenha a desculpa de ser um informador do General) não me entram na cabeça. No final do episódio, Gretchen fica a um pequeno passo de trair todo o grupo, porém arrepende-se, mas é deixada ao abandono ferida. Michael é levado para um quinta onde um psiquiatra lhe tenta fazer uma lavagem cerebral sobre a Companhia e percebemos o verdadeiro propósito da cirurgia do episódio anterior: permitir que o cérebro de Scofield pudesse ser programado para este ser recrutado pela Companhia. Mas Michael mais uma vez se revelou bastante astuto e escapa com uma ajuda final de Sara. Porém, fica com a convicção de que a mãe está viva, o que se vem a confirmar. Prison Break entra agora em férias e ainda não tem data marcada para os últimos 6 episódios.

7 potes de banha

 

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publicado às 12:04


Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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