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Sobre as Crepusculetes (e não só)...

por Antero, em 07.07.10

Nos últimos dias, tenho assistido confortavelmente à repercussão do meu texto sobreEclipseque, em poucos dias se tornou o mais comentado da história deste blog (para o qual contribuiu o destaque dado na página do SAPO). Extremaram-se posições, insultaram-me forte e feio, fui apoiado por muitos, houve respostas decentes e construtivas, outras nem tanto, o foco até desviou-se para outras coisas. Não apaguei um único comentário, estão lá todos: assim como acho que quem não deve não teme (não vou pedir desculpa por uma opinião perfeitamente legítima, ainda por cima num espaço que é meu), também não vou cortar a voz àqueles que me desejam insultar e não sabem construir uma argumentação minimamente válida. É para que todos vejam o (baixo) nível de certos seres que aproveitam o anonimato permitido pela Internet para chamarem de tudo e mais alguma coisa a alguém que - heresia! - tem uma opinião dissonante.

 

No entanto, pus-me a pensar e, pelos vistos, ainda é possível tirar uma reflexão intelectual de um produto execrável como a saga Twilight. O tipo de discussão tresloucada, histérica e sem fundamento despoletada pelo meu texto é algo que eu só vejo a acontecer com três tópicos: política, religião e futebol. Eu mesmo sofro deste mal e, quem me conhece, sabe da minha postura algo agressiva numa discussão cara a cara. Se na política ainda me remeto ao silêncio devido à minha gritante ignorância em certos temas, no futebol e, principalmente, na religião ataco ferozmente e defendo a minha opinião com unhas e dentes. Isto está longe de passar por má educação ou injuriar quem discorda de mim. O diálogo até pode ter um tom mais aceso, mas sempre dentro dos limites do bom senso e, regra geral, fica mal quem perde a razão. Isto aconteceu por um motivo tão mundano como um filme. Não me entendam mal; eu adoro LOST e já tive grandes discussões com pessoas que não gostavam da série, mas convenhamos que os três tópicos anteriores são bem mais relevantes na sociedade actual (então o futebol... e se for o Benfica, mais ainda!). O que até poderia dar um certo desconto às Crepusculetes que vieram aqui parar. Só há um problema.

 

O discurso delas foi escrito.

 

Foi pensado antes de materializado. Não saiu da boca para fora. Não foi algo que me foi dito em pessoa depois de eu ter "insultado" a saga do coração delas. É isso que me perturba: pelo facto de ter sido escrito supõe-se que se estava a pensar no que se escrevia. Deixaria de ser uma resposta a quente, na hora. Das duas, uma: ou elas realmente não reflectiram aquando a escrita (ou depois, até), o que as torna umas imbecis de primeira por não compreenderem que perderiam toda a razão que poderiam ter devido à sua (não) argumentação; ou, pior ainda, elas tinham bem noção do que estavam a escrever e dos impropérios que lançaram, sentindo-se vitoriosas por terem rachado num bloguista qualquer que maldisse de algo que elas idolatram.

 

Parecendo que não, isto deixa-me triste. É deprimente. Passou-se agora com o Twilight, mas já vi isto com Harry Potter, LOST, Heroes, FlashForward, José Saramago, animés e tantos outros produtos de entretenimento. E isto não é exclusivo de crianças acéfalas - ou melhor, é sim delas: quem toma uma atitude destas, a rigor, não cresceu nem tem maturidade. O tipo de pessoa que não sabe construir uma argumentação, parte para o ataque vil como forma de defesa de algo tão prosaico, que se mostra de um fanatismo extremista reprovável, só é digna de uma coisa: pena.

 

Por isso, caras fãs de Twilight, um conselho: cresçam. É doloroso, mas faz bem. Isto é só um filme, caraças! E bem medíocre, por sinal.

 

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publicado às 22:19


Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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