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A Minha Semana Com Marilyn

por Antero, em 13.01.12

 

My Week With Marilyn (2011)

Realização: Simon Curtis

Argumento: Adrien Hodges

Elenco: Michelle Williams, Eddie Redmayne, Kenneth Branagh, Emma Watson, Judi Dench, Dominic Cooper, Zoë Wanamaker, Dougray Scott
 

Qualidade da banha:

 

Em 1957, duas lendas da Sétima Arte uniram esforços para dar vida ao casal da película O Príncipe e a Corista: Sir Laurence Olivier (Branagh) e Marilyn Monroe (Williams). Realizado e produzido pelo primeiro, o filme exigiu que Monroe viajasse para o Reino Unido a fim de participar numas filmagens que se revelariam turbulentas devido ao seu apego pelo Método criado por Lee Strasberg (e desprezado por Olivier), a sua notória dependência química (que atrasava a rodagem) e aos problemas da sua vida pessoal. É neste ambiente que o jovem Colin Clark (Redmayne), terceiro assistente do realizador, aproxima-se da diva que o fascina e acompanha-a na tal semana do título, que se refere ao período em que a produção foi suspensa e o marido de Marilyn, o escritor Arthur Miller (Scott), ausenta-se para os EUA com a desculpa de ir visitar os filhos.

Baseado em duas autobiografias escritas por Clark, A Minha Semana Com Marilyn retrata a difícil rodagem e a sua problemática protagonista. Dona de um carisma único e infindável frente às câmaras, Monroe estava longe de corresponder à imagem de estrela que a rodeava: insegura, carente e toxicodependente, Marilyn era uma figura para a qual ter o Mundo a seus pés não era o suficiente. Rodeada de indivíduos que viviam para mima-la, Monroe buscava afeto genuíno naqueles à sua volta e quando recebe um elogio da consagrada Dame Sybil Thorndike (Dench) ela reage com a emoção de uma criança inocente, como se precisasse de comprovar o que a veterana atriz acabara de dizer. Outro aspeto abordado era a sua constante demanda por uma figura paterna (ela nunca conheceu o pai) e, assim, é natural que ela tenha crises de confiança com a desaprovação de Olivier, a autoridade no estúdio, para com as suas prestações e tenha tido um historial de envolvimentos românticos com homens mais velhos.
 
Por outro lado, se Marilyn não era a mais talentosa das atrizes (e não era), ao menos tinha interesse em aprender mais sobre o ofício e, mais importante, estava ciente do seu magnetismo perante as objetivas e sabia como transbordar sensualidade para os olhares alheios. Havia uma imagem a defender e Marilyn fazia-o como poucas. Todas estas facetas são personificadas num trabalho assombroso de Michelle Williams: o andar, os trejeitos, o olhar simultaneamente doce e vulnerável, o sorriso contagiante e principalmente a voz, tudo é feito ao pormenor numa incorporação total de Williams que ultrapassa a mera imitação. Nós não conhecemos Marilyn em toda a sua plenitude, mas não é difícil acreditar que tenha sido algo assim - ou melhor, Williams faz-nos acreditar que tenha sido assim.
 
Colin, por sua vez, tem o olhar esperançoso digno da sua juventude e os esforços do rapaz em subir na vida sem recorrer à sua abastada família são louváveis. Completamente hipnotizado pelo brilho de Marilyn, o seu fascínio é justificado pela sua imaturidade emocional - e mesmo quando o lado negro da estrela é-lhe escancarado, ele tem o impulso de protegê-la e não de condená-la (o que também revela um claro traço de manipulação da parte dela). Olivier, com um monstruoso ego só comparável ao seu imenso talento, desmistifica a atriz à medida que esta o tira do sério com os seus vedetismos e recaídas, mas reconhece-lhe valor por ter subido na vida e sobrevivido ao "veneno de Hollywood". Num dos melhores diálogos do filme, Colin descreve-os como "um grande ator que quer ser uma estrela e ela como uma estrela que quer ser uma grande atriz".
 
Com um elenco competente a dar vida a figuras míticas como Vivien Leigh ou Paula Strasberg (esposa de Lee), A Minha Semana Com Marilyn não tem um arco narrativo na verdadeira aceção da palavra. Podia ser sobre a ilusão e consequente desilusão de um jovem com o seu ídolo, mas isto não é muito aprofundado (sim, Colin cresce com a experiência, mas a sua vida segue normal). Podia ser sobre a rodagem de O Príncipe e a Corista, mas isto serve apenas para pontuar a narrativa e não se torna o centro absoluto da mesma, apesar da recriação credível dos estúdios Pinewood. O filme é mesmo de Marilyn Monroe. Da lenda do cinema. Da frágil mulher que lhe dava corpo. Da tragédia que se avizinhava. Do seu poder e das suas fraquezas. De tudo o que tinha e tudo o que lhe faltava.
 
É também o filme de Michelle Williams, uma excelente atriz que pode ter aqui a sua merecida consagração.

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publicado às 18:47

 

Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2 (2011)

Realização: David Yates

Argumento: Steve Kloves

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Matthew Lewis, Evanna Lynch, Tom Felton, Michael Gambon, Helena Bonham Carter
 

Qualidade da banha:

 

Há exactos dez anos, era eu um jovem de 16 anos quando fui ao cinema ver Harry Potter e a Pedra Filosofal plenamente consciente do crescente fenómeno mundial que rodeava os livros (na época, eu já devia ter lido os três primeiros volumes) e se preparava para saltar para o grande ecrã – e estaríamos todos longe de imaginar que a saga manteria a sua coerência interna e externa por ao longo de uma década e oito filmes, nos quais acompanhamos o crescimento físico e artístico do seu jovem elenco. O facto é que Harry Potter entrou na História do Cinema graças ao mastodôntico esforço criativo de uma produção esmerada que encantou gerações em todo o Mundo e é com enorme ansiedade e um certo saudosismo que estreia o último tomo, Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2, uma satisfatória e emocionante conclusão da saga que nos apresentou ao Mundo da Magia de Hogwarts.

 

Começando a partir do instante em que aParte 1se encerrou, esta Parte 2 traz Voldemort mais poderoso do que nunca agora na posse da Varinha de Sabugueiro, um dos talismãs da morte que fornece poder único a quem o possui. Na busca pelo horcruxes que poderão enfraquecer o vilão, o trio formado por Harry (Radcliffe), Ron (Grint) e Hermione (Watson) é levado até Hogwarts que agora tem como director o sombrio Snape (Rickman) e está cercado de dementors. É na escola de magia que se formará uma última réstia de esperança na revolta contra Lorde Voldemort e os seus aliados, num combate intenso e violento que será o culminar da guerra entre o Bem e o Mal.

 

Sem perder tempo com explicações, o guionista Steve Kloves (argumentista de todos os filmes excepto A Ordem da Fénix) mantém a história sempre em alta rotação, onde cada informação desempenha um papel fundamental – e se é verdade que isto torna a narrativa um pouco mecanizada, o certo é que há muito que a saga fala para os fãs e não para o espectador ocasional e ainda menos para as crianças: se antes tínhamos divertidas e inconsequentes partidas de Quidditch para dar mais emoção a tudo, agora temos sangrentos confrontos naquele que é o mais violento capítulo da série. Desta forma, referências ao Mapa do Salteador, à Sala das Necessidades ou ao Pensatório já se tornaram comuns àqueles afectos à saga, bem como as mortes e o sofrimento infligidos às personagens, uma vez que a narrativa soube ganhar maturidade e crescer com os seus leitores/espectadores.

 

Pela quarta vez atrás das câmaras, David Yates encerra o ciclo iniciado no quinto filme (não por acaso logo aquele que iniciou os preparativos para o épico desfecho) e, mais uma vez, volta a empregar o clima sombrio e tenso dos anteriores e onde qualquer traço da doce inocência de outrora é simplesmente inexistente: Hogwarts funciona agora como uma fortaleza sob ataque contínuo e não deixa de ser triste e arrepiante vermos a destruição de locais marcantes como o campo de Quidditch, a cantina ou as imponentes torres e escadarias numa lembrança de que estamos próximos do fim. Além disso, Yates (e Kloves) inteligentemente contornam alguns dos obstáculos da escrita de J. K. Rowling, nomeadamente as sequências da acção que no livro soam anti-climáticas e aqui praticamente não deixam o público respirar. Por outro lado, as mortes vistas não causam grande impacto devido à frieza e distanciamento com que são filmadas, o que não deixa de ser uma pena já que este também é um dos males da escritora britânica e o realizador tinha uma oportunidade única para remediar este erro.

 

Triste e emocionante, esta Parte 2 mergulha os seus heróis num ambiente de guerra com consequências sérias para cada um deles e o filme parece parar por momentos para que as personagens vejam e analisem o caos e a dor que os rodeia, numa bem-vinda carga dramática que atinge o auge quando Harry acede às memórias de determinado indivíduo: a cena serve para desmistificar essa personagem, bem como acrescentar mais ambiguidade ao mesmo, conseguindo ainda tornar o falecido Dumbledore ainda mais fascinante, apesar de falho. Além disso, o elenco mostra-se sempre seguro de si, principalmente os trio de protagonistas, mas a surpresa vem mesmo com um renovado e corajoso Neville Longbottom, nada a fazer lembrar o inseguro e trapalhão adolescente de antes e, claro, Alan Rickman, cuja maleficência e sensibilidade numa sequência fulcral comprovam como o casting inicial da série foi certeiro numa saga que se dá ao luxo de meter gente como Emma Thompson, Maggie Smith, Gary Oldman e tantos outros monstros sagrados em papéis minúsculos.

 

No entanto, o desfecho também peca em não explorar apropriadamente algumas das ideias que já vinham do livro – e não estou a falar da rábula da varinha que encerra o duelo final da maneira mais brochante possível (que até ficou interessante no grande ecrã), mas sim uma "ressuscitação" metida a martelo ou o facto demasiado conveniente de Harry vislumbrar o horcruxes restantes sempre que destrói um deles. Isto, porém, são pecados menores numa obra que faz justiça aos seus antecessores e finaliza toda uma jornada de dez anos de uma forma emotiva, espectacular, madura, arrebatadora e – a avaliar pelo epílogo – nostálgica.

 

Parabéns, miúdo. Vais deixar saudades.

 

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E agora, como bónus, as minhas rápidas impressões sobre todos os filmes da saga:

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Harry Potter and the Philosopher's Stone (2001)

A fidelidade ao livro é, simultaneamente, o ponto forte e fraco do filme. Apresenta eficazmente os alicerces do maravilhoso universo saída da mente de J. K. Rowling, ao mesmo tempo que consegue evocar um sentimento de fascínio e doçura digno dos melhores filmes da Disney.

Qualidade da banha:

 

Harry Potter e a Câmara dos Segredos

Harry Potter and the Chamber of Secrets (2002)

O livro é mais fraco que o primeiro e o filme ressente-se disso: mais palavroso e menos interessante, vale pelas sequências de Quidditch, a realização segura do normalmente fraco Chris Columbus e, claro, os efeitos especiais.

Qualidade da banha:

 

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004)

Alfonso Cuarón só esteve na cadeira de realizador uma única vez, mas o seu legado faz-se sentir até hoje: a ambientação mais sombria, a ampliação dos espaços fora de Hogwarts, o crescimento do elenco como actores e o peso da entrada na adolescência. Pena é que a história tenha sido retalhada quase até à incompreensão dos não-iniciados.

Qualidade da banha:

 

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)

É o meu livro preferido da saga e a adaptação é primorosa: os momentos de maior dramatismo e complexidade são bem doseados com um misto de diversão e aventura trepidante e a narrativa, ainda que bastante cortada em relação ao livro, é eficiente na sua fluidez.

Qualidade da banha:

 

Harry Potter e a Ordem da Fénix

Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007)

O clima conspiratório invade Hogwarts naquele que é o primeiro passo para o grande final. David Yates faz um bom trabalho, embora a sua inexperiência com efeitos especiais e na condução da história seja notória, o que torna-o bastante irregular. Além disso, um dos pecados do livro é mantido no filme: a morte de determinada personagem surge do nada e não causa impacto algum.

Qualidade da banha:

 

Harry Potter e o Príncipe Misterioso

Harry Potter and the Half-Blood Prince (2009)

Devo ser dos poucos que não gosta do livro: acho-o secante e enrola demasiado na sua preparação para o último tomo. Como tal, o filme sofre com essa falta de interesse, embora deva ser aplaudido por incluir sequências que não fazem parte do livro (e mereciam lá estar) e por carregar na dualidade entre as trajectórias de Harry e Draco Malfoy.

Qualidade da banha:

Crítica

 

Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1

Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 1 (2010)

Dividido em duas partes por razões claramente comerciais, esta Parte 1 acaba por beneficiar com a divisão, já que dá a oportunidade de desenvolver certas situações e tornar a narrativa menos episódica. O mais atmosférico e calmo de toda a saga deposita sobre os ombros do trio principal a tarefa de carregar o filme às costas e estes podem mostrar como amadureceram, enquanto as cenas de acção são maravilhosamente orquestradas (estou-me a lembrar da invasão ao Ministério da Magia). Provavelmente é o melhor filme da saga.

Qualidade da banha:

Crítica

 

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publicado às 21:22

Pesadelo no mundo da magia

por Antero, em 20.11.10

 

A saga Harry Potter é um pequeno milagre nas grandes produções de Hollywood e não é preciso gostar da mesma para reconhecer méritos como a consistência mantida ao longo de sete longas-metragens, seja no núcleo de actores ou na condução da narrativa. Num meio em que a qualidade do produto é muitas vezes sabotada em prol do lucro fácil, é um regalo ver como a saga trata com imenso respeito os livros de J. K. Rowling bem como os espectadores que investiram tempo e dinheiro a acompanhá-la. Obviamente há obras melhores que outras, mas não há um exemplar realmente mau e a coesão desta extensa jornada é um dos pontos fortes das adaptações cinematográficas que, não por acaso, começaram de forma infantil (e isto não é um defeito) e, aos poucos, foram evoluindo para terrenos mais ambiciosos e sombrios. Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 é o culminar desta evolução: nunca os nossos heróis estiveram tão perto do perigo e em constante conflito interno, nem o Mal esteve tão próximo de atingir os seus intentos.

 

Após a morte de Dumbledore emO Príncipe Misterioso, Lorde Voldemort e o seu exército obtém o controlo de Hogwarts e do Ministério da Magia. Não é só o mundo mágico que está ameaçado e os Devoradores da Morte patrulham o mundo dos muggles em busca de Harry. Este, Ron e Hermione decidem terminar o trabalho de Dumbledore e encontrar os restantes horcruxes (objectos nos quais a essência de Voldemort ficou aprisionada) para derrotar o senhor das trevas. Assim, partem numa missão arriscada e desgastante que os levará ao limite das suas forças.

 

Dividido em duas partes por razões claramente comerciais, esta Parte 1 acaba por beneficiar com a divisão, já que dá a oportunidade de desenvolver certas situações e tornar a narrativa menos episódica (algo que afligiu a grande maioria dos filmes anteriores que sacrificavam o desenvolvimento a favor da narrativa). Desta forma, cabe ao trio de protagonistas carregar com o filme às costas e a tarefa revela-se uma tremenda vitória: todos eles se vêm afectados com os acontecimentos anteriores e aquele mundo mágico há muito que deixou de ser uma fonte de alegria e brincadeiras. Neste aspecto, Daniel Radcliffe destaca-se como nunca no papel de um Harry que acusa o peso da responsabilidade de ser o Escolhido e o quanto isso custou àqueles que ele amava (Sirious, Dumbledore) e as consequências que a sua missão tem naqueles que o rodeiam, ao passo que Rupert Grint abandona o cargo de alívio cómico renegado a Ron e adopta uma postura mais explosiva, digna de alguém que se cansa das tragédias que passaram a pontuar a sua vida e os seus.

 

No entanto, é Emma Watson que demonstra um colossal avanço dos filmes anteriores, recheando a sua Hermione de detalhes que a tornam ainda mais interessante. Longe da marrona de outrora, Hermione tenta sempre manter o controlo em ocasiões desesperadoras, mas vai esmorecendo aos poucos com o passar do tempo e a falta de progresso da missão (a sua entrega ao choro após um teletransporte é comovente). Neste particular, Os Talismãs da Morte: Parte 1 é eficaz ao retratar o isolamento e o cansaço em planos amplos que descortinam a tenda do trio como um ponto minúsculo no mapa e muitos serão aqueles que reclamarão da falta de acção destes momentos, sem perceberem que poucas vezes em toda a saga houve um desenvolvimento tão denso das personagens, como comprova a sensível cena da dança ao som de Nick Cave que serve como escape para todas as fatalidades que se abateram sobre o grupo.

 

Correctamente mergulhado numa paleta de cores escuras, frias e sem vida (obra do português Eduardo Serra), Os Talismãs da Morte: Parte 1 mais uma vez aproveita o potencial da sua história para fazer alegorias políticas ao trazer o Ministério da Magia tomado por um governo ditatorial que, como sempre acontece, usa os media como meio de propaganda e alienação de massas enquanto reprime a mínima oposição. Isto não é de admirar num realizador como David Yates: habituado a obras de cariz político, ele conduz a narrativa com a fluidez necessária, alternando cenas mais calmas com sequências mais tensas onde o perigo é cada vez mais palpável, das quais se destaca aquela passada no Ministério da Magia que é absolutamente sensacional. Ainda assim, ele não consegue evitar que a história se torne confusa para os pouco familiarizados com a saga, mesmo aqueles que só tenham acompanhado os filmes (por exemplo, a aparição de Dobby pode soar gratuita para alguns, embora isto não aconteça nos livros).

 

Irrepreensível nos seus aspectos técnicos, desde o design de produção (o tribunal com uma arquitectura opressora é um achado) aos efeitos especiais que, de tão bons, quase passam despercebidos, Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1 tem o seu calcanhar de Aquiles no desfecho que, ainda que conte com um bom cliffhanger, soa abrupto e anti-climático, uma vez que todas as decisões ficam adiadas para o último capítulo, a ser lançado no Verão de 2011. Fica assim impedido aquele que poderia ser o melhor filme da saga, mas que poderá proporcionar uma óptima sessão dupla no próximo ano e um maravilhoso encerramento para Harry Potter nos cinemas.

 

Qualidade da banha: 16/20

 

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publicado às 03:09


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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