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Crónicas do mundo do trabalho #9

por Antero, em 02.12.09

Já tinha referido este assunto no Twitter, mas não custa nada abordar o mesmo aqui no blog, mesmo que eu não esteja na disposição de alongar muito o assunto. Confirma-se: estou desempregado. O contrato de estágio profissional acabou e decidi (sim, foi uma decisão minha!) não continuar. E não, não tenho nada em vista de momento, o que torna a minha recusa num acto de imensa coragem ou de tremenda burrice. O que é certo é que eu não andava satisfeito com os rumos que o meu trabalho estava a tomar, esperei por uma mudança que tardava a chegar e, na hora H, as partes não chegaram a acordo, pelo que optei por saltar fora. Desta vez, ocomodismonão saiu vencedor.

 

Sinceramente, até me sinto aliviado. A ideia de continuar assustava-me mais do que ficar no desemprego. Isto pode parecer ingénuo da minha parte, mas era assim que eu me sentia (ok, visto de fora realmente é estúpido, o que requereria que eu fizesse uma longa exposição sobre o assunto, mas agora não é o momento nem o blog está cá para isso). Claro que isto não invalida que, daqui a uns tempos, eu ande a trepar pelas paredes à caça de trabalho, uma vez que não se encontra emprego ao virar da esquina. Também podem pensar que eu arranjei uma solução a curto prazo, mas terei um problema gigantesco em mãos a médio-longo prazo. Tudo isso é válido e pensei muito nisso (e noutras coisas) antes de decidir.

 

E optei por voltar à estaca zero. Com uns euros amealhados no bolso e alguma experiência às costas. A ver vamos...

 

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publicado às 00:27

Crónicas do mundo do trabalho #8

por Antero, em 07.11.09

Estou cansado. Organizar uma Feira é sempre cansativo, ainda mais com jornadas de 10 horas de trabalho diárias (Sábado e Domingo incluídos), assistir à montagem, estar presente e as viagens de um lado para o outro. É um tremendo desgaste físico e psicológico. Por isso é que aqui o estaminé começou a ganhar teias de aranha, algo que tentarei limpar nos próximos dias (embora não prometa nada).

 

Mas até que o evento correu bem e passou rápido. Vir a Lisboa é sempre um prazer, embora o trânsito caótico e a agitação típica de uma capital sejam de dispensar. À noite, tempo para relaxar com as poucas forças que restam e conviver com os colegas. Um italiano quarentão, representante de uma empresa colaboradora da minha já queria arrebitar para o Bairro Alto, algo que recusei na hora devido ao cansaço e ao facto de ter de acordar cedo no dia seguinte. Gosto deste tipo de descontração. Engravatados e sisudos como se vê aos montes neste tipo de eventos não são para mim.

 

Uma rapariga que controlava as entradas e saídas (e que já nem me verificava a acreditação, tal era o meu constante entra-e-sai do pavilhão) perguntou-me se eu era engenheiro informático, uma vez que não estava de fato e agia sempre de forma descontraída. Achei piada e disse que não era, mas que estava relacionado com computadores (com o tempo aprendi que é complicado explicar às pessoas o que é um Técnico de Multimédia, embora às vezes tenha as minhas próprias dúvidas), ao que ela retorquiu: "é que não é muito normal ver aqui uma pessoa sem fato ou, digamos, sem estar vestida para a ocasião e com cartão de expositor". Apeteceu-me perguntar, em tom de brincadeira, se ela achava que eu estava mal vestido, mas o facto é que ela (e eu) estávamos a trabalhar, então achei por bem apenas sorrir e dizer: "assim até chamo mais à atenção para o meu stand".

 

Adiante. Amanhã volto para cima para mais uma semana de trabalho intenso (ao contrário do que se pensa, os dias a seguir a este tipo de acontecimentos são de muito trabalho de organização de informações e contactos recolhidos) e, no final, umas merecidas férias. Entretanto, há que ver as condições de "renovação" de contrato e planear o futuro.

 

De qualquer forma, a eficácia foi de 100%: 4 taxistas, 4 benfiquistas!

 

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publicado às 20:28

Crónicas do mundo do trabalho #7

por Antero, em 23.09.09

Hoje tive de me deslocar ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro para ir buscar um italiano, dono de uma firma que o meu patrão quer estabelecer uma parceria. Como o meu Twingo não é o carro ideal para estas andanças corporativas, lá levei um enorme BMW Jipe (falha-me o modelo), com 6 mudanças e em que a marcha atrás se confundia com a primeira. Depois de um trânsito demoníaco, lá encontrei o senhor do alto dos seus 60 anos que me olhou meio espantado, quase nem acreditando que era comigo mesmo que vinha trocando emails. Ao que respondi:

 

- "Você devia estar à espera de um alto executivo, de fato, todo formal, e apareço-lhe eu, um míudo, de camisa, calças de ganga e todo transpirado." (estava um calor infernal)

- "Que idade você tem?"

- "Daqui a uns dias faço 24."

- "Não aparenta nada, mas olhe que isso ainda o vai favorecer. E, além do mais, já tem idade para ter juízo. Juízo para não andar vestido à executivo com este calor."

 

Um porreiro, o senhor.

 

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publicado às 20:03

Crónicas do mundo do trabalho #6

por Antero, em 08.06.09

Férias...

 

Parecendo que não, já levo 6 meses de trabalho. Em jeito de balanço muito resumido, a coisa tem os seus prós e contras como tudo na vida. Há dias bons, menos bons, relaxados, stressantes, tarefas porreiras, fretes, elogios, raspanetes, grande folga financeira, tempo bastante apertado,... enfim, o pacote completo de qualquer posto de trabalho.

 

Amanhã entro de férias. Eu não contava com elas, mas o meu patrão decidiu "confirmá-las" hoje, aproveitando os dois feriados e o facto de ele fazer uma viagem para o outro lado do globo. Conveniente para ele; igual ao litro para mim. E não conto ir para lado nenhum, uma vez que não tive tempo para marcar seja o que for, mas a vontade também não é muita. Vou mas é aproveitar para descansar muito, dormir ainda mais, despachar duas mãos cheias de filmes em atraso, tentar alinhavar várias séries, gravar muita coisa em DVD, organizar o portátil, arrumar o quarto (que está caótico), fazer praia se o tempo permitir, visitar uns amigos a Aveiro e no Porto e, quiçá, fazer exercício físico para além do ginásio.

 

Parece-me bastante coisa para fazer em poucos dias. Porém, se me ficar pelas duas primeiras já dou a semana de férias por positiva. Ahhh, férias...

 

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publicado às 21:53

Crónicas do mundo do trabalho #5

por Antero, em 04.04.09

Trabalhar aos Sábados é:

  • Não poder sair até mais tarde numa Sexta à noite;
  • Acordar cedo neste dia devia ser proibido por lei;
  • Ouvir o Ambientasons na Antena 3, o que nunca é bom (pelo menos para acordar);
  • Dar no duro enquanto o resto do Mundo descansa;
  • Não poder ver os jogos da Premier League, mas também livro-me de arrumar a casa (nem sei qual preferia, sinceramente);
  • Um tédio!
  • Desesperar pelas 19 horas;
  • Não ter cabeça nem vontade para sair à noite até muito tarde;
  • Despertar no dia seguinte e pensar: "amanhã de manhã já estou a trabalhar outra vez".

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publicado às 12:19

Crónicas do mundo do trabalho #4

por Antero, em 23.03.09

Típico dia de trabalho:

 

Entrar ao serviço;

 

Esperar pela pausa do café;

 

Café;

 

Esperar hora de almoço;

 

Almoço;

 

Esperar intervalo do lanche;

 

Intervalo do lanche;

 

Cigarro;

 

Esperar hora de saída;

 

Fazer tudo à pressa antes da hora de saída, para ter algo que demonstre que se trabalhou imenso ao longo do dia;

 

Ouvir raspanete porque, para além das coisas não estarem feitas, foram feitas em cima do joelho;

 

Prometer que no dia seguinte tudo estará pronto;

 

Hora de saída;

 

Repetir tudo outra vez no(s) dia(s) seguinte(s).

 

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publicado às 11:13

Crónicas do mundo do trabalho #3

por Antero, em 11.01.09

Quem me conhece e/ou segue este blog sabe que eu tinha uma verdadeira antipatia pelo dia da semana que dá pelo nome de Domingo.

 

Pois é, tinha.

 

Isto de trabalhar 6 dias por semana, principalmente com 8 horas ao Sábado divididas pela manhã e pela tarde, faz com que o meu dia de descanso absoluto ficasse reservado para os Domingos. E chateia-me imenso sair ao Sábado à noite e estar completamente de rastos. Não que os Domingos tenham passado a ser a oitava maravilha do Mundo: ainda continuo a achar que este dia é uma bosta porque me sinto em contra-relógio para mais uma semana de trabalho (e já estou a descontar a saloiada que decide dar sinal de vida nesta altura). Sempre me senti assim. Já para não falar do facto que trabalhar 6 dias por semana (embora cumpra as 40 horas legais) me dá a impressão de não ter tempo para nada. Mas é só impressão. Quando isto entrar em velocidade de cruzeiro ninguém me vai parar. A não ser dois berros do patrão. E como já não vou ao cinema há quase um mês, hoje é o dia. A Troca será o filme e depois a resenha vem cá parar.

 

PS: a malta anda a criar blogues e não avisa nada a ninguém (ou então ando muito distraído, o que não é de admirar). Vai daí, adicionei ali ao lado mais cinco ligações para blogues de ex-colegas da faculdade. Peço especial atenção para o blogue da Carolina, uma rapariga fixe, não bué da fixe. Apenas fixe. (private joke, minha gente)

 

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publicado às 16:00

Crónicas do mundo do trabalho #2

por Antero, em 29.12.08

Tenho de começar a pensar no que vou fazer ao dinheiro a partir do segundo ordenado. Porque o primeiro - que acabei de receber - vai ser para estourar, como mandam as regras. E como é bom receber um cheque em nosso nome com dinheiro para levantar. Melhor que a cotação máxima numa pauta qualquer da Universidade. Não que este post sirva para criar inveja alheia.

 

Ok, por acaso até serve. Mas só um bocadinho, vá.

 

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publicado às 14:19

Crónicas do mundo do trabalho #1

por Antero, em 03.12.08

A minha primeira manhã no trabalho foi óptima. Passei horas às voltas com um computador arcaico (para terem noção da velhice, o mesmo nem portas USB tem), cheio de tralha, viroses, trojans e afins. Ontem recebi um telefonema do patrão que, antes de embarcar para a Alemanha, me disse que o computador da recepção do consultório dele tinha apanhado um vírus que desligava o computador em 60 segundos e pediu-me para ver se podia fazer alguma coisa. "Não pode ser o Blaster" - pensei eu - "já ninguém apanha isso hoje em dia". Lá fui eu ver o que se passava e, após esperar uma eternidade para que o computador arrancasse no modo de segurança, lá pus a correr oFixBlastque, com tanto lixo, levou outra eternidade a fazer o scan. Não era o Blaster, mas era worm semelhante. O computador tem ligação à Internet e, surpresa das surpresas, nem tem a firewall do Windows activada! Pus oStingera correr e fui almoçar...

 

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publicado às 13:01


Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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