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Deolinda, frio, chuva e chiclete

por Antero, em 01.12.08

Este fim-de-semana, desloquei-me a Aveiro para assistir a um concerto de uma das bandas do momento: Deolinda. Remando contra o frio e a chuva ruidosa que se fazia sentir, lá me meti para o Teatro Aveirense com moderadas expectativas. Num dos pontos negativos acertei: o concerto foi curtinho (cerca de uma hora e dez minutos), mas como a duração de Canção Ao Lado mal deve passar dos 40 minutos isto já era expectável, bem como a repetição de algumas faixas do álbum. De resto, bom ambiente, sala cheia, com muita malta jovem e muitos de faixas etárias já avançadas (um desse espécime, três filas à minha frente, mandou uns piropos à vocalista, Ana Bacalhau, que os levou numa boa).

 

Quanto ao concerto em si, foi espectacular! E espectacular num sentido inverso ao que toda a gente pensa (jogo de luzes e pirotecnias mil): com uma decoração minimalista e depositando a dinâmica do concerto no carisma de Ana Bacalhau, o espectáculo foi um sucesso. Ela não falhou uma única vez na voz, tem uma presença em palco impressionante (a forma como ela interagia com o público) e a ideia de fazer pequenas introduções para cada música é excelente. Para terem uma noção de como a prestação de Ana Bacalhau foi óptima (bem como dos restantes elementos, claro), músicas como Garçonete da Casa de Fado ou Eu Tenho Um Melro que, na minha opinião, são as mais fracas do álbum, ganham outra dimensão com a incorporação que a vocalista faz da personagem que as canta, já para não falar que conseguiram abafar os irritantes adolescentes instalados atrás de mim que, mascando insistentemente as suas chicletes, comentando tudo e mais alguma coisa e repetindo alto e bom som (e muito mal, diga-se de passagem) as músicas mais conhecidas, estiveram a um pequeno passo de me estragarem a experiência. Mas a banda é tão boa que conseguiu com que eu me abstraísse disso.

 

Também gostei das novas adições, como aquela canção da banda que vai jantar ao restaurante (infelizmente, não me recordo do nome) e a fenomenal Fado Notário que me fez gargalhar imenso e que juntamente com a também fenomenal Movimento Perpétuo Associativo faz uma grande parelha de músicas de intervenção e sátira social. Um concerto animado do início ao fim, sem grandes tempos mortos e com um público entusiasta. Decididamente, fiquei fã!

 

Próxima paragem: Gotan Project em Lisboa!

 

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publicado às 01:43

A aquecer os motores para sábado

por Antero, em 25.11.08

Deolinda - Mal Por Mal

Já sou quem tu queres que eu seja,
Tenho emprego e uma vida normal.
Mas quando acordo e não sei
Quem eu sou, quem me tornei
Eu começo a bater mal.
O teu bem faz-me tão mal!

Já me enquadro na tua estrutura.
Não ofendo a tua moral.
Mas quando me impões o meu bem
Eu ainda sinto aquém.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!

Sei que esperas que não desiluda,
Que por bem siga o teu ideal.
Mas não quero seguir ninguém
Por mais que me queiras bem.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!

Sei que me vais virar do avesso
Se eu te disser foi em mim que apostei.
Não, não é nada que me rale
Mesmo que me faças mal.
Do avesso eu te direi:
O teu mal faz-me tão bem!

 

Deolinda - Eu Não Sei Falar De Amor

Ó vizinho, ora bom dia
Como vai a saudinha?
Eu não sei falar de amor...

Ó vizinho e este tempo?
A chuva dá pouco alento...
E eu não sei falar de amor...

Ó vizinho e o carteiro?
Que se engana no correio...
E eu não sei falar de amor...

E soubesse eu artifícios
De falar sem o dizer
Não ia ser tão difícil
Revelar-te o meu querer...

A timidez ata-me a pedras
E afunda-me no rio
Quanto mais o amor medra
Mais se afoga o desvario...

E retrai-se o atrevimento
A pequenas bolhas de ar

E o querer deste meu corpo
Vai sempre parar ao mar

Ó vizinho e a novela?
Será que ele ficou com ela?
E eu não sei falar de amor...

Ó vizinho e o respeito?
Não se leva nada a peito...
E eu não sei falar de amor...

E soubesse eu artifícios
De falar sem o dizer
Não ia ser tão difícil
Revelar-te o meu querer...

A timidez ata-me a pedras
E afunda-me no rio
Quanto mais o amor medra
Mais se afoga o desvario...

E retrai-se o atrevimento
A pequenas bolhas de ar

E o querer deste meu corpo
Vai sempre parar ao mar


Ó vizinho então adeus
Vou cuidar de sonhos meus
Que eu não sei falar de amor…

 

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publicado às 10:25

Integra-te 2008

por Antero, em 19.10.08

Vendo ocartazda Semana de Recepção ao Caloiro da Universidade de Aveiro noto a ausência do omnipresente Quim Barreiros e questiono-me: terá morrido?

 

De qualquer das formas, um cartaz fraco e pouco apelativo. Como já se tornou hábito.

 

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publicado às 17:51

Abriu a temporada de caça

por Antero, em 20.08.08

Não a caça em si (essa acho que começou a semana passada), mas sim por um emprego. Fui hoje buscar a Certidão de Habilitações a Aveiro e, lá está, "concluiu o referido curso com nota final de 14 (catorze) valores". Agora é encontrar uma perdiz que me satisfaça. Entretanto, fui passar a tarde à Costa Nova (Aveiro) com o Zé Pedro e a Flávia, mais o Renato (que partiu de Erasmus há dois anos e agora deu notícias), onde enchemos o bucho com uma deliciosa feijoada de búzios, que nos encheu as medidas. Depois, tomar café, passear ao longo da ria, aproveitar a brisa e pôr a conversa em dia. Uma maravilha. Mas agora é tempo de caça!

 

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publicado às 19:40


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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