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Os melhores (e piores) filmes de 2011

por Antero, em 31.12.11

Mais um final de ano, mais uma vez a já tradicional lista de melhores e os piores filmes estreados em Portugal em 2011, segundo a minha opinião.

 

1

Cisne Negro

Black Swan

Um estudo intensivo sobre a Arte, uma jornada emocional arrebatadora, um thriller psicológico impecável e uma Natalie Portman num verdadeiro tour de force.

Crítica

 

2

A Árvore da Vida

The Tree of Life

Definitivamente não é para todos, mas o novo de Terrence Malick é mais do que um filme: é uma experiência única, profunda e simbólica e que abarca temas prosaicos como a família, a educação e a adolescência, e outros mais filosóficos como Deus, a natureza humana, o sentido da vida. Pode custar a ver, mas é altamente recompensador.

Crítica

 

3

Sangue do Meu Sangue

Sangue do Meu Sangue

É o regresso de João Canijo à boa forma e com mais um relato do Portugal contemporâneo, da família suburbana, com ocupações banais e preocupações quotidianas. Sangue do Meu Sangue é também uma ode ao feminismo e à maternidade num elenco com prestações brilhantemente homogéneas e encabeçado pela enorme Rita Blanco a destilar todo o seu imenso e reconhecido talento.

 

4

Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro

Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro

Menos trepidante na ação, mas mais intenso do ponto de vista narrativo, Tropa de Elite 2 faz o que só as melhores sequelas fazem: aprofunda a questão, explora novas possibilidades e dá seguimento lógico à trama.

Crítica

 

5

X-Men: O Início

X-Men: First Class

A premissa não era nada de especial (oh, uma prequela!), o marketing só metia água (havia uns cartazes medonhos) e o filme não prometia muito. No entanto, a realização segura de Matthew Vaughn aliado a um argumento inteligente e ambicioso deram-nos um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos, com fascinantes e carismáticas personagens, discussões maduras e adultas sobre integração e diferença, e espetaculares sequências de ação.

Crítica

 

6

Indomável

True Grit

Mais uma obra que comprova a versatilidade dos Irmãos Coen e da capacidade da dupla em adaptar-se às necessidades de cada projeto, Indomável é também ainda melhor que a obra que refilma graças a personagens ambíguas, à revelação Hailee Steinfeld e uma belíssima fotografia de Roger Deakins.

Crítica

 

7

Nos Idos de Março

The Ides of March

Depois do louvável liberalismo de Boa Noite e Boa Sorte, George Clooney não parece tão preocupado com intrigas políticas, mas sim com o processo de corrupção dos príncipios de um jovem promissor nas agerridas campanhas presidenciais. Recheado de personagens inteligentes que mergulham em situações complexas, Nos Idos de Março pode ter pouco a dizer sobre o processo eleitoral norte-americano (ou português, ou francês,...), mas não deixa de ser um entretenimento sólido e intrigante.

Crítica

 

8

A Melhor Despedida de Solteira

Bridesmaids

Não deixa de ser irónico que o melhor filme vindo da casa de produções de Judd Apatow tenha mulheres como centro absoluto da narrativa. Pois é, isto é Bridesmaids: uma comédia hilariante, com situações construídas de maneira genial, e onde a carismática Kristen Wiig mostra que tem tudo para explodir em Hollywood.

Crítica

 

9

Rango

Rango

Ano para esquecer para a Pixar, a melhor animação do ano é este fabuloso Rango, uma inusitada e divertida homenagem ao western, recheado de metalinguagem, um excelente design de produção, um ótimo elenco de vozes e sequências de ação inventivas e cativantes.

 

10

O Código Base

Source Code

Uma ficção científica exemplar (e que falta nos têm feito): apresenta um conceito interessante, explora-o a fundo e, melhor, apresenta questões de fundo filosófico-existencial enquanto cria personagens complexos.

Crítica


Outros destaques de 2011, por ordem alfabética:

50/50

127 Horas

Blue Valentine - Só Tu e Eu

O Castor

O Deus da Carnificina

Despojos de Inverno

O Discurso do Rei

Drive - Risco Duplo

Enterrado

Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2

Planeta dos Macacos: A Origem

Splice - Mutante

The Fighter - Último Round

 

 

Provavelmente estão a sentir falta nesta (ou até na próxima) lista dos últimos de Woody Allen, Pedro Almodóvar ou de Lars von Trier. O problema é que não consegui vê-los a tempo do final do ano e certamente que eles teriam lugar nesta listagem.

 

 

-10

A Rapariga do Capuz Vermelho

Red Riding Hood

Catherine Hardwike, realizadora do primeiro Twilight, decidiu fazer um Crepúsculo só dela ao reinventar a história de Capuchinho Vermelho. O resultado: uma salada indigesta de contos de fadas, desejos ardentes, carinhas larocas, diálogos risíveis e um Gary Oldman a dar tudo de si para escapar à vergonha. E um elefante gigante dourado inexplicável.

 

-9

Invasão Mundial: Batalha Los Angeles

Battle: Los Angeles

Os aliens mais miseráveis da galáxia perseguem os nossos heróis escondidos em edifícios para, mais tarde, escaparem como puderem e resguardarem-se noutra estrutura a salvo dos extraterrestres. Por quase duas horas!

 

-8

Cuidado Com o Que Desejas

The Change-Up

Jason Bateman e Ryan Reynolds numa comédia cujo maior feito é não ter uma única piada memorável. Minto: é bem capaz de ter a dupla de bebés mais bizarra e assustadora que alguma vez vi e que, daqui a uns anos e com agentes de jeito, estarão no próximo O Génio do Mal.

 

-7

Conan, o Bárbaro

Conan, the Barbarian

Trouxeram a personagem do limbo com mais sangue, violência e um espírito mais próximo das origens e... pffff! A história é um engodo, o ritmo é digno de um Príncipe da Pérsia (não é um elogio) e Jason Momoa talvez consiga carregar o filme pelos músculos, mas nunca pelo carisma. E por que fala ele como se estivesse a precisar urgentemente de Mebocaína?

 

-6

Dylan Dog: Guardião da Noite

Dylan Dog: Dead of Night

Produção que assentava melhor no canal SyFy do que no grande ecrã, a adaptação de uma banda desenhada de culto é um esforço inglório e aborrecido que mistura desajeitadamente comédia e terror numa narrativa incompreensível e recheada de clichés.

 

-5

As Viagens de Gulliver

Gulliver's Travels

Jack Black a fazer de Jack Black não é necessariamente mau, mas num filme que descura história a favor de efeitos especiais (que nem são tão especiais assim) e piadas desinspiradas não há talento cómico que nos valha.

 

-4

O Turista

The Tourist

Um embaraço a todos os níveis, este filme crê que juntar duas estrelas de Hollywood é o suficiente para garantir o sucesso. O argumento é anedótico, os cenários reais são desaproveitados, o ritmo é sonolento, mas a prova maior da incompetência de O Turista é o facto de que a química entre Johnny Depp e Angelina Jolie é inacreditavelmente nula.

Crítica

 

-3

Transformers 3

Transformers: Dark of the Moon

Mais duas horas e meia de agonia patrocinadas por Michael Bay e seus companheiros: ação descerebrada, estereótipos a fazerem de personagens, meio de recrutamento militar, overdose de efeitos especiais, mil cortes por minuto, câmaras lentas, planos circulares, filtros amarelos, gajas boas, e – a assinatura do realizador – um fiapo de história.

Crítica

 

-2

Engana-me Que Eu Gosto

Just Go With It

Outro ódio de estimação, as parcerias de Dennis Dugan e Adam Sandler já se tornaram uma rotina anual, uma fonte de prazer em si mesmo e até me ajudaram a conhecer melhor: há um claro sadismo da minha parte em ver estes atentados (ia escrever "comédias", mas não tive coragem) só para ver o fundo do poço ganhar ainda mais profundidade. Dificilmente haveria coisa pior este ano, mas eis que...

 

-1

A Saga Twilight: Amanhecer – Parte 1

The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1
Todos sabem o quanto abomino os filmes Twilight, mas as fãs vão ter de ter paciência que este novo capítulo é indefensável. É uma porcaria. Uma perda de tempo. O pior dos quatro. Vou repetir: o pior... dos quatro! Conseguem perceber o quão abjeto é este filme? Eu não esperava muito, mas duas horas depois estava afundado na poltrona do cinema com vergonha alheia. Vou temer pela minha sanidade quando o próximo estrear já que pior não pode ficar! Assim espero... ou o Hospital Magalhães Lemos será o meu destino.

Crítica

 

Outros destaques (pela negativa) de 2011, por ordem alfabética:

Arthur

Carros 2
Chefes Intragáveis

Green Hornet

Hereafter – Outra Vida
Killer Elite O Confronto

Lanterna Verde

O Ritual
Sem Tempo
Transgressão

 

Momentos marcantes (para o bem e para o mal) do ano cinematográfico:

  • O tsunami asiático em Hereafter – Outra Vida;
  • A pintura de Tintin no início de As Aventuras de Tintin;
  • Magneto usa uma moeda para encerrar a sua vingança pessoal em X-Men: O Início;
  • Annie mistura álcool e comprimidos durante um voo em Bridesmaids;
  • Ethan Hunt escala o Burj Khalifa em Missão Impossível: Operação Fantasma;
  • O flashback de Severus Snape em Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2;
  • Rango tem um impulso suicida numa autoestrada;
  • O crescimento do Pé de Feijão em O Gato das Botas;
  • A abertura metalinguística de Gritos 4;
  • Smiley permite-se um raro momento de exaltação ao confrontar A Toupeira;
  • O assombração na cozinha em Atividade Paranormal 3;
  • Colter Stevens descobre a verdade sobre a sua condição em O Código Base;
  • O beijo no elevador em Drive – Risco Duplo;
  • Jacob e uma recém-nascida trocam intensos olhares apaixonados em A Saga Twilight: Amanhecer – Parte 1;
  • Paul Zara disseca as motivações sobre uma ação impensada de Stephen Meyers em Nos Idos de Março;
  • O abraço entre Adam e a sua protetora mãe antes da cirurgia em 50/50;
  • A violação em Sangue do Meu Sangue;
  • Aibileen decide colaborar com Skeeter em As Serviçais;
  • (I’ve Had) The Time of My Life em Amor, Estúpido e Louco;
  • O excremento que mais parece um esparregado de Cuidado Com o Que Desejas;
  • César chora após recusar voltar a casa com o antigo dono em Planeta dos Macacos: A Origem;
  • I know, right?” de Lanterna Verde;
  • A voz gutural de Conan, o Bárbaro;
  • A reação de Hanna ao seu primeiro beijo;
  • A elevação do colar em Super 8;
  • O colapso da dualidade de Walter Black em O Castor;
  • O Big Bang melódico em A Árvore da Vida;
  • O treino de judo em Tropa de Elite 2;
  • A reação de Eddie à primeira dose de NZT-40 em Sem Limites;
  • Dren decide levar o seu complexo de Electra ao extremo em Splice – Mutante;
  • Ao querer permanecer junto da sua amada, David Norris tenta despistar os Agentes do Destino;
  • O bailado final em Cisne Negro;
  • O momento que dá nome a O Discurso do Rei;
  • Mattie Ross renegoceia uma dívida do pai falecido em Indomável;
  • A amputação do braço em 127 Horas;
  • A separação de Dean e Cindy em Blue Valentine;
  • Paul recebe um telefonema dos seus empregadores em Enterrado.

 

Bom ano e bons filmes!

 

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publicado às 12:39


Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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