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Depois de tanta antecipação, publicidade massiva e citações como 'é o novo LOST', posso dizer, após o visionamento dos 10 primeiros episódios, que a montanha pariu um rato. FlashForward tem um conceito bombástico (bem mais interessante que 'sobreviventes de desastre de avião numa ilha deserta') e um episódio piloto fabuloso, mas o desenvolvimento é do mais pedestre que há. A narrativa, pura e simplesmente, empanca nos capítulos seguintes e enrola até chegar ao melodrama do mais piegas que existe. As personagens são desinteressantes e interpretadas de forma burocrática por actores com provas dadas, o que compromete desde logo a identificação com elas. Não há pachorra para o casamento em crise do casal principal, para o ex-alcoólico com a filha de volta ao mundo dos vivos e agarrada à bebida, para o policial irritante que acha que vai morrer, para o enfermeiro que não se matou (que pena!) e viaja para Tóquio atrás da amada que ainda não conhece (oohh...), e outros tantos. Os episódios dão voltas e voltas e não levam a lugar algum. E o que falar da selecção musical em momentos dramáticos? Lixo total.

 

Eu nem queria abordar o elenco da série, mas cá vai: é o conjunto de actores pior escalado em muito tempo. Todos concorrem com o Mohinder de Heroes pelo prémio 'personagem e intérprete mais chato de sempre'. Joseph Fiennes anda sempre a mesma cara aparvalhada, esteja triste, alegre, deprimido, eufórico, ansioso ou com dor de dentes; Dominic Monaghan (o Charlie de LOST) está canastrão ao extremo e muito mal no papel; é impossível levar a sério o actor que faz de Wedeck, porque o próprio actor não se parece levar muito a sério mesmo nas cenas mais dramáticas. Enfim... todas as personagens são aborrecidas e a constante insistência em mostrar os apagões (eu já não podia ver aquela a chamar pelo britânico sentado no sofá, que vira a cara e puff!, lá se foi a visão...) só realça a sensação de tempo perdido. É inacreditável como uma premissa tão engenhosa é atirada pela janela para dar espaço a um dramalhão sem fim e recheado de clichés vivido por personagens sem carisma. Que seca de série!

 

Durante o meu apagão, FlashForward não é renovada para uma segunda temporada.

 

publicado às 01:38


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Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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