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LOST: remendar o passado

por Antero, em 17.04.09

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

LOST 5x13: Some Like It Hoth

Para além dos mistérios, LOST é um óptimo estudo de personagens: a sua narrativa fragmentada, em que o passado se funde com o presente, permite que o espectador se torne mais próximo das personagens, bem como compreender os seus comportamentos, angústias e alegrias. Este foi um dos grandes chamarizes da série, fazendo com que cada pequeno evento se tornasse logo relevante num determinado contexto (Kate era uma fugitiva, Locke era paraplégico, Sawyer era um vigarista, Charlie era viciado em heroína, e por aí fora). Esta estrutura também possibilita que vislumbremos as evoluções no carácter das personagens, traçando um "antes" e um "depois" de um determinado momento: antes de cair na Ilha, já os sobreviventes andavam perdidos, sem rumo. Foi na Ilha que eles encontraram camaradagem (Hurley), um carácter generoso e afável (Sawyer), uma figura paterna para o seu filho (Claire e Charlie), um sentido para a vida (Locke) ou a reconstrução de uma relação aparentemente desfeita (Sun e Jin). Neste episódio conhecemos um pouco do percurso de Miles que durante toda a vida ressentiu a falta do pai, naquele que é o conflito mais evidenciado por LOST: a relação tumultuosa entre pais e filhos.

 

No entanto, é na Ilha que Miles vê-se perante o seu pai que é, nem mais nem menos, do que Pierre Chang (ou Marvin Candle), um dos promotores da Iniciativa Dharma e aquele que aparece nos misteriosos vídeos das escotilhas. Ou seja, é a Ilha, mais uma vez, que permite que o reencontro entre os dois e oferece a possibilidade de redenção para a relação entre Miles e o pai. Porque, no fundo, a Ilha mais não é do que um lugar onde a redenção acontece, quanto mais não seja na morte (Charlie, por exemplo). Ainda assim, Miles não toma a iniciativa de conhecer o pai, embora a tentação esteja presente (e se isto poderia afectar o rumo normal dos acontecimentos é algo que eu não posso responder). Nesse aspecto, foi óptimo ver a interacção entre ele e Hurley, com este último a mandar as melhores tiradas do episódio (aquela d' O Império Contra-Ataca foi impagável).

 

O restante episódio foi fértil em plantar pequenas sementes do conflito que se avizinha, seja com a cada vez mais crescente desconfiança com Sawyer/LaFleur e os novos recrutas ou através da noção de que poderá haver um terceiro grupo na Ilha, que não pertence nem a Widmore nem a Ben. Isto foi algo que me deixou surpreendido, principalmente por saber que realmente algo na sombra da estátua e que a expressão não era nenhum tipo de código. Genial também o momento em que os números malditos são cravados na porta da escotilha. No final, surge o desaparecido Faraday e o próximo episódio - o centésimo - será centrado nele e descobriremos o que se passou nestes últimos 3 anos. Pena é que só daqui a duas semanas.

 

8 potes de banha

 

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publicado às 16:24


5 comentários

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De » a 17.04.2009 às 17:22

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Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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