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3 parágrafos de futebol

por Antero, em 11.07.08

O senhor Blatter, presidente da FIFA, que deve acertar menos nas declarações do que eu a jogar à malha, veio defender Cristiano Ronaldo na sua possível transferência para o Real Madrid, acusando o Manchester United de manter um regime de escravidão por querer manter um jogador contra a sua vontade. Ora bem, se trabalhar contra a vontade é considerado escravidão, então esta não foi abolida. Ela está institucionalmente implementada. Para piorar a coisa, Ronaldo declarou que concorda com as declarações de tão ilustre (contém ironia) pessoa. É aquilo que se sabe: o tipo é muito bom dentro do campo; fora dele deixa muito a desejar (ou já se esqueceram do pirete na Luz?). E esta é a cara da “nossa” Selecção…

 

Falando na Selecção, parece que temos dois seleccionadores novos: o Carlos Queirós, adjunto do Manchester e o Carlos Queiroz, também adjunto do Manchester. Dois pelo preço de um, isto é que é saber negociar. Não haja dúvida que o Manchester United está a ser goleado pela Península Ibérica. Brincadeiras à parte, creio ser um boa opção para o lugar de Scolari. A ver vamos se o Carlinhos reverte a espiral de desconfiança que se instalou depois deste Europeu. Ricardo fora da baliza seria um bom começo.


Não é por nada, mas hoje em dia, a blogosfera consegue ser muito mais fiável que os jornais desportivos na divulgação de furos jornalísticos. Hoje li que Simão Sabrosa seria a grande surpresa anunciada por Pinto da Costa para o plantel do FC Porto. Sinceramente, tenho dúvidas. Simão já veio dizer que não se quer meter nestes assuntos e, além do mais, é um jogador caro. Se ainda fosse o Pongolle, acreditava. Já há uns dias, tinha lido que Aimar e Micolli também iam rumar ao Dragão e, pelos vistos, o negócio com Carlos Martins atrasou porque o FC Porto meteu-se ao barulho. Sabendo a fibra moral que aquela gente não tem, não me admirava nada que assim fosse. Lixar o Benfica é o que está a dar. E que tal contratar o Benfica para o departamento de prospecção? Evitavam-se estas novelas e ainda caíam no goto da maioria do país. Sempre era um ponto a favor. Por oposição às centenas de pontos contra…

 

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publicado às 21:04

 

Antes de falar de Procurado, filme de acção que estreou ontem, gostaria de fazer umas explicações que poderão servir para o futuro. Sempre gostei de cinema e leio revistas de banda-desenhada desde os meus 7/8 anos. Nos últimos anos temos assistido a uma proliferação de obras cinematográficas baseadas em BD's, principalmente comics norte-americanos. Isto só prova a secura de ideias que anda por Hollywood: basta ver a quantidade de sequelas, prequelas, adaptações de livros, remakes e outras ideias para disfarçar aquilo que está à vista de todos. Mas, divago. O certo é que não sou daqueles espectadores que se irritam com a mínima coisa num filme baseado numa BD. Há que ter em conta que são medias diferentes, com linguagem distintas e públicos mais ou menos homogéneos (e aqui entra a questão do pilim), e alterações devem ser feitas. Desde que se capte a essência da obra original e se faça um bom filme (ou BD) com isso, estamos conversados. Que me interessa que o Homem-Aranha não tenha os atiradores de teia? Eu quero é ver as agruras de Peter Parker com tudo o que o rodeia! Isto só para dar um exemplo. E se há pessoas que reclamam (muitas vezes, sem razão) de filmes baseados em comics, deviam ver era o oposto. Garanto que não dormiam dias a fio.

 

Serve isto para dizer que Procurado tinha mais a ganhar se fosse mais fiel ao comic que o originou. O filme acaba por ser um típico entretenimento de Hollywood e é uma pena constatar aquilo que poderia ter sido. Baseado muito levemente na obra de Mark Millar e J.G. Jones, a história começa com a apresentação de Wesley Gibson (James McAvoy, excelente no papel), apelidado pelo próprio de gajo mais fracassado à face da Terra. A namorada trai-o com o melhor amigo, o seu trabalho é um tédio, a sua chefa é uma víbora e ele precisa constantemente de comprimidos para ataques de pânico. Isto até ser recrutado por Fox (Angelina Jolie, esquelética que até mete dó) para um grupo de super-assassinos, apelidado de Fraternidade, e descobre ser o filho do melhor assassino que por lá passou, recentemente morto. No comic, tratava-se de super-vilões, o que dava para fazer imensas referências ao mundo das BDs (e picardias com o universo da DC Comics) e a Fraternidade era melhor explorada, com as suas sub-divisões e rivalidades entre os seus mentores. A primeira alteração ainda se justifica, a segunda não.

 

O filme mantém a irreverência da BD (embora não chegue tão longe) e nunca se leva muito a sério (basta ver a caracterização do universo de Gibson antes da recruta). E como o argumento abraça o absurdo logo desde o ínicio (o disparo de uma determinada arma a muitos quilómetros de distância), o espectador sente-se à vontade para se divertir com as exageradas (exageradíssimas) sequências de acção, com destaque para a primeira perseguição de carros e o segundo trabalho de Gibson (a do comboio, por ser menos divertida, já soa mais ridícula). A violência é tão estilizada e tão descompromissada que se torna inevitável o riso com o absurdo da cena.

 

E aqui entram os defeitos da máquina de Hollywood: a história previsível e telegrafada para o espectador; a necessidade de fornecer um passado triste para que nos identifiquemos com determinada personagem; a redenção do herói e por aí vai. O realizador russo Timur Bekmambetov (outra mania de Hollywood: ir buscar realizadores de sucesso europeus e transformá-los em tarefeiros de serviço) emprega todo o seu estilo na condução da narrativa: cortes rápidos e secos, voltas de 360º com a câmara e uso da câmara lenta, que aqui é contextualizada como a "percepção" das personagens (só vendo o filme para ter a explicação) e até nem se sai mal. Bom entretenimento, mas prefiram a banda-desenhada, se tiverem oportunidade de ler.

 

Qualidade da banha: 13/20

 

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publicado às 14:07

Oficialmente, licenciado!

por Antero, em 10.07.08

Não sei se repararam, mas o alvará já está alterado. Saiu a nota que me faltava para concluir a licenciatura e agora sou oficialmente licenciado em Nova Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Mas como isto não são rosas, ainda tenho de pagar as restantes prestações das propinas e esperar calmamente pelo Certificado de Habilitações (e ainda mais calmamente pelo Diploma) que me vai custar os olhos da cara. Quanto pensamos que nos livramos definitivamente daquela gente, eles arranjam maneira de nos depenar ainda mais...

 

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publicado às 00:06

Nunca pensei escrever isto...

por Antero, em 09.07.08

...mas comecei a gostar de Anatomia de Grey! E tudo graças à FOX Life que tem passado os episódios às três e tal da matina, o que me tem permitido um bom final de dia (ou de noite, como preferirem). Não sei em que temporada me encontro, mas deve ser na terceira porque ainda lá anda aquela cabra ruiva que, mais tarde, se torna em cabra ruiva adorável e vai para a sua própria série e aquele médico negro que, nos bastidores, andou a gozar com o facto do George (o morcão) ser homossexual e foi despachado do programa por isso (ok, eu não via a série, mas nada impede que acompanhe o que vai acontecendo por lá, certo?).

 

E como só comecei a acompanhar assiduamente os episódios há poucos dias (isto de não ter nada para fazer dá nisto), ainda não sei bem os nomes deles todos, muito menos dos actores. Há um que, no ângulo certo e com a iluminação adequada, faz lembrar o Leonardo DiCaprio e que foi promovido a chefe ontem; a Meredith Grey (feiosa) está "de bem com a vida" com o seu McDreamy (isto parece nome de menu da McDonald's) e a mãe morreu recentemente e ela anda a fazer as pazes com o pai; a chinoca (ainda mais feiosa) está noiva do negro do primeiro parágrafo (mas não vai casar, porque ele foi despachado); o morcão está casado com uma ricaça (e ele não sabia!) mas agora anda enrolado com a melhor amiga (a loira linda do Knocked Up), que é assediada por outro enfermeiro ou médico (nunca percebi bem os cargos deles). E, aparentemente, mora tudo em casa da Grey ou, pelo menos, vai tudo lá parar quando há problemas. Autêntica novela mexicana! Mas, com charme e muito divertida. Não é a oitava maravilha do mundo que muita gente prega, mas dá para o gasto. E isso chega.

 

Com tanta série entalada para ver, tinha logo que me virar para esta. Agora vai ser um suplicio para conseguir chegar à exibição norte-americana. Simplesmente, isto não podia acontecer! Daqui a pouco, dou por mim a ver o Brothers & Sisters ou, pior, a gostar do Heroes! Como penitência, urge-se uma maratona de CSI Miami, Smallville e Ghost Whisperer!

 

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publicado às 19:52

Duro. Violento. Polémico. Necessário.

por Antero, em 08.07.08

 

Assim é Tropa de Elite, controverso filme brasileiro de 2007, que estreia esta semana em Portugal. Lançado em Outubro do ano transacto, a sua estreia teve de ser antecipada em várias semanas devido a uma cópia pirata que vazou na Internet, criando imenso hype à volta da película. Resultado: filme mais visto no Brasil nesse ano, fenómeno social que levou a intensas discussões (desde acusações de fascismo ao realizador passando por condenações da situação que relata) e uma mão cheia de prémios arrebatados. Primo afastado do sublime Cidade de Deus, o seu grande problema foi ter sido lançado depois deste. As comparações são inevitáveis, principalmente ao nível da temática. Mas, ainda assim, Tropa de Elite é um dos melhores filmes do ano.

 

Começando a narrativa num momento-chave da mesma, levando o público a pensar que todas as histórias irão desaguar naquele final, o que não acontece, Tropa de Elite aborda a guerra entre as brigadas do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e os traficantes de droga dos morros do Rio de Janeiro. Focando a sua história, num batalhão chefiado pelo eficiente e inteligente capitão Nascimento (Wagner Moura, que carrega o filme às costas), que, devido a uma visita do Papa ao Brasil, tem de manter aquelas zonas de risco calmas. Prestes a ser pai e frequentemente sofrendo ataques de ansiedade, Nascimento ouve os pedidos da mulher e prepara a sua reforma do BOPE. Mas, antes disso, terá de arranjar um substituto para o seu lugar e vê dois candidatos a esse papel: Matias, cauteloso e inteligente, e Neto, corajoso e decidido. Estes dois serão treinados e testados até seguirem para o campo, acompanhando missões do batalhão e terem as suas verdadeiras provas de fogo.

 

Retratando a violência da situação a que chegou a sociedade brasileira de forma crua (há duas execuções numa colina que são extremamente chocantes), mas não menos realista, Tropa de Elite é um filme complexo, muito mais profundo do que aquilo que aparenta. A abordagem mais superficial seria a da brutalidade dos métodos utilizados pelas duas facções na guerra contra a droga, mas o filme mete o dedo na ferida ao expôr a hipocrisia da classe média/alta que tanto dá a cara em iniciativas de reabilitação e manifestações públicas como alimenta o problema ao comprar droga ao mesmo sistema que dizem pretender abater. Outro tema abordado é a da corrupção que existe nas estruturas governamentais, que se mostram tão lestas em querer combater o tráfico, mas que não se mostram muito afectas em corrigir problemas dos recursos utilizados nesse combate.

 

Acusado de glorificar a violência como meio de combate aos males da sociedade, Tropa de Elite promove mais a reflexão do que propriamente a adopção de um ponto de vista. Se ocorre uma celebração da violência (e da figura do capitão Nascimento), tal estará mais relacionado com as experiências e ideias do espectador comum do que com a mensagem que o filme deseja transmitir. A frustração social quanto a esta guerra, cujos resultados práticos são escassos, leva a que o público "perdoe" as acções violentas de Nascimento. Sim, ele é violento e recorre a métodos cruéis para obter o que quer, mas ao menos alguém faz alguma coisa – pensarão os espectadores e, neste aspecto, o filme funciona quase como uma catarse. No entanto, na situação actual, a figura do capitão Nascimento é um mal menor e não a solução final. Numa guerra, não há inocentes. Só culpados.

 

Qualidade da banha: 17/20

 

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publicado às 21:29

Isto está bonito

por Antero, em 06.07.08

Muito me tenho rido com os últimos desenvolvimentos do Apito Final, processo que acabou por confirmar a descida de divisão do Boavista, a perda dos 6 pontos (se é que era preciso confirmação) do FC Porto e a suspensão de 2 anos para Pinto da Costa. Uma decisão que, à laia de tanta cambalhota, pode nem ser a final. Só por estes esquemas (adiamentos atrás de adiamentos) é que o FC Porto se vai safando. Já nem há vergonha na cara: é tudo tão feito às claras que só rindo se atura uma situação destas.

 

Então, Gonçalves Pereira queria tirar um dos conselheiros da reunião devido a protesto do Boavista e do FC Porto, mas cagou (este é o termo certo) no protesto feito ao próprio pelo Paços de Ferreira?!? Isto é que é isenção! E como as coisas não estavam a correr do seu agrado, toca a anular a reunião, e com o sorteio do campeonato à porta. Isto é que é boa fé! Entretanto, a criatura já foi acusada pelos seus pares de fazer pressão há vários dias para que a decisão fosse no sentido de anular os castigos. Isto é o verdadeiro caldinho à portuguesa!

 

Não sei se tiveram oportunidade de assistir na SIC Notícias à entrevista a um advogado ou jurista (não sei o termo nem me recordo do nome do sujeito), na qual este explicou, nos mínimos detalhes, porque a decisão é válida e as consequências que daí podem advir. E Platini está mortinho para apertar com o FC Porto. Se não for esta época, será na próxima. E tudo isto com a conivência (leia-se silêncio) de Gilberto Madaíl, Hermínio Loureiro e Laurentino Dias. Tudo gente séria! Mas, nem assim os adeptos portistas abrem os olhos e continuam a dizer "Amén" a cada arroto de Pinto da Costa. Afinal, isto é tudo uma cabala. Depois disto, há quem duvide que o clube mais beneficiado de Portugal chama-se Futebol Clube do Porto (portistas ferrenhos à parte)?

 

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publicado às 02:40

Seguem as impressões sobre dois filmes que assisti ontem.

 

Brincadeiras Perigosas

Funny Games U.S.


 

Nova versão do austríaco Funny Games (1997), realizado pelo mesmo cineasta, Michael Haneke, porém toda a história é estabelecida nos Estados Unidos (daí a adição do “U.S.” no nome original). No fundo, Haneke acabou por refilmar a sua própria obra praticamente plano-a-plano, o que levará a questões sobre a validade de realização de uma obra que mais não será uma cópia da original e cuja história não se desvia nem um milímetro da anterior. Assim, os resultados desta nova versão terão de ser analisados consoante as reacções que provoca e, neste aspecto, o filme não desilude: apesar de soar redundante, Brincadeiras Perigosas é, tal como o original, um filme perturbador e um interessante ensaio sobre a relação do espectador com a violência, tendo os media como intermediários.

 

A calma das férias de uma família é interrompida com a chegada de dois indivíduos que se dispõem a fazer cruéis jogos psicológicos, apostando que Ann, George e o filho de ambos, Georgie, estarão mortos na manhã do dia seguinte. A objectiva de Haneke retrata, nos minutos iniciais, a família idílica, cuja estabilidade será abalada: assentando todo o seu filme em longos planos sequência que servem para carregar a tensão no espectador (a princípio, há a ideia de que algo horrível irá acontecer; mais tarde, tememos o que poderá vir a seguir), o filme estabelece que a violência psicológica provocada na audiência consegue ter efeitos mais nefastos que a violência gráfica. E tudo isto é executado numa obra cujas cenas violentas ocorrem fora do ecrã: o espectador apenas imagina (por sons ou expressões nas restantes personagens) o horror que sucede naquela casa, o que torna tudo mais assustador.

 

Fazendo da audiência sua cúmplice naquilo que mostra (um dos psicopatas, Paul, interage directamente com o público, quebrando a “quarta parede”), Haneke concede-nos o estatuto de voyeur (como já havia feito no aborrecidíssimo Caché – Nada a Esconder), sem no entanto fazer um exercício de perversão, como no recente Hostel. Aqui, a intenção é clara: mostrar à plateia a curiosidade absurda que, hoje em dia, o ser humano tem para com a violência, nos diversos meios de comunicação. Actualmente, há uma certa banalização da violência: basta assistir aos telejornais com as suas notícias sensacionalistas ou ver filmes de Hollywood que acabam por glorificar a violência, seja como meio para se atingir um fim ou seja para fins de entretenimento.

 

Os actores cumprem visceralmente os seus papéis, com destaque para Naomi Watts no papel de Ann, Brady Corbet, que transmite uma certa ingenuidade e imprevisibilidade a Peter, e Michael Pitt no papel de Paul, que, com os seus discursos plenos de sadismo, revela-se o mais perigoso dos dois. O grande problema do filme é mesmo o facto de não trazer nada de novo: quem viu o original, escusa de assistir a este e vice-versa. Mas, para os recém-chegados, a viagem vale muita a pena.

 

Qualidade da banha: 15/20

 

 

Hancock

Hancock


 

John Hancock (Will Smith, com o carisma de sempre) é o único super-herói do mundo actual. Afundado na bebida e sempre mal-humorado, as suas acções acabam por resultar numa opinião pública negativa que o obriga a retratar-se. Depois de salvar um relações públicas fracassado, Ray (Jason Bateman, o costume), acaba por aceitar a sua ajuda de modo a melhorar a sua imagem. Como comédia, o filme deixa muito a desejar: a partir da metade, a família de Ray e a busca pelas origens de Hancock passam a ser o foco principal da película; como filme de acção, também não é lá grande coisa, com cenas de acção espalhafatosas e cujos efeitos especiais por computador podiam ser mais caprichados.

 

O argumento, no meio de tanta coisa a abordar (a recuperação, a origem, a vingança dos vilões, o impacto de uma revelação sobre a mulher de Ray, Mary), acaba por andar aos solavancos e diluir todos os enredos numa resolução sem muita chama. Ao menos, somos poupados da velha história do herói que, novamente nas boas graças do público, se deixa consumir pela fama, descobrindo o valor dos laços familiares e de amizade mais tarde (não é que o desenvolvimento seja brilhante, mas, se fosse este, abandonava o filme a meio). O certo é que Hancock tem boas ideias; executá-las é outra história. E o filme perde-se.

 

Recheado de furos (como os vilões sabiam da fraqueza de Hancock? Porque este não foge do hospital, se a sua presença lá põe em risco a vida de outra pessoa? Porque é que, a certa altura do filme, os seus poderes oscilam, quando deveriam diminuir gradualmente?) e situações mal explicadas (Ray parece aceitar a situação da esposa muito facilmente; um noticiário informa da fuga dos vilões da prisão, e mal; Mary, a certa altura, não quer que se saiba o seu segredo, mas, logo a seguir, participa numa cena de acção com centenas de pessoas a assistir!), o filme até consegue entreter razoavelmente, graças ao carisma de Smith e Bateman. Ao passo que Charlize Theron cria uma personagem séria demais para um filme deste género, eles os dois divertem-se a valer nos seus papéis. Um filme esforçado e só.

 

Qualidade da banha: 9/20

 

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publicado às 13:07

Casamenteiro de serviço

por Antero, em 02.07.08

Hoje, dois grandes amigos meus fazem dois anos de namoro. É uma data também meio que especial para mim, porque fui que os juntei, embora o empurrão final tenha sido dado por outra pessoa, literalmente (private joke, minha gente). E como dedicatória a eles, inauguro neste post o primeiro vídeo do estaminé. Não liguem muito ao vídeo que foi o primeiro que encontrei no YouTube, mas sim a música. Esta belíssima música será tocada no casamento deles, algo a acontecer daqui a muitas eras, claro, que a malta é nova e ainda tem muito que viver. Com vocês e, especialmente, para o casal em questão (eles sabem quem são), At Last na voz de Etta James:

 

 

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publicado às 00:40

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Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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