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Elas estão de volta!

por Antero, em 05.06.08

 

Sexo e a Cidade foi a última série que acompanhei na íntegra pela televisão. Num tempo de downloads limitados, em que torrents era coisa de geeks e era complicado confiar séries inteiras no E-Mule, eu fazia trinta por uma linha para poder acompanhar as aventuras de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda. Ah! E Nova Iorque já agora, que era quase como o quinto elemento do quarteto. Deixando ao longo dos episódios os "casos isolados" relacionados com o sexo e os depoimentos de nova-iorquinos figurantes (diminuindo a componente universal dos assuntos abordados), passando a investir mais nas relações de cada uma delas (ou seja, criando uma cronologia própria), a série nunca perdeu o fulgor inicial, surpreendendo sempre com as abordagens frontais, honestas e muito cómicas em relação ao sexo e às relações interpessoais. Quatro anos depois do final da série, chega agora aos cinemas a transposição para o grande ecrã, algo que encarei com muitas reticências. Sempre achei que Sexo e a Cidade fosse um produto que resulta melhor no pequeno ecrã, com as suas pequenas histórias e a sua curta duração, permitindo que a narrativa se torne mais compacta e fluída.

 

Este é o principal problema do filme: há pouca história para quase duas horas e meia de duração. Parece um episódio esticado ao máximo e a partir da metade o ritmo cai, e muito. Só para dar um exemplo e sem revelar nada de importante (embora o trailer do filme revele a história praticamente toda) Charlotte passa a primeira hora sem fazer grande coisa, até que lhe dão uma story-line metida a martelo, só para dizer que, no caso dela, também há algo para contar para lá da série. Outro grande pecadilho é o abuso de clichés que a série já andava a acusar, nomeadamente na última temporada: a reacção de Carrie ao receber uma noticia dolorosa (queda do telemóvel em slow-motion, falta de ar com direito a berro Tirem-me daqui!!!!, tudo acompanhado de música melancólica); a assistente que cai do céu para organizar a vida (profissional e amorosa, pois claro) de Carrie que chega a Nova Iorque em busca do amor (blargh!) e, claro, partilha dos mesmo gostos da nova patroa; e a resolução do conflito de Miranda com Steve que é um cliché tão grande que não é digno da personagem cínica e madura que é a advogada. Por último, o filme preocupa-se muito mais com o drama do que com a comédia, tendo muita mão pesada quando investe nos momentos melodramáticos.

 

Porém, para cada uma destas falhas, há alguns e bons acertos. Começando o filme com um rápido resumo do ponto em que ficou cada uma das personagens (recorrendo a imagens da série), o argumento é eficaz ao revelar que ainda há algo para contar para lá de tudo o que se viu nas 6 temporadas: Carrie e Big decidem casar, Samantha está do outro lado dos EUA, em Los Angeles, fazendo de agente do seu namorado e estrela de Hollywood, Smith Jerrod; Miranda anda às voltas com a vida de esposa, mãe e advogada; e Charlotte parece satisfeita com a filha adoptiva e com o marido judeu. A amizade e cumplicidade delas continua intacta e, neste aspecto, os fãs vão ficar satisfeitos. É quase como rever velhas amigas (o almoço em que a palavra "sexo" é substituída por "colorir" é hilário hilariante; é série puro) e é óptimo ver que a personalidade de cada uma é respeitada pelo argumento e que os problemas que lhes vão surgindo são consequência natural de decisões passadas.

 

Não fazendo concessões ao puritanismo que invade a indústria de Hollywood hoje em dia (uma postura que é de louvar), o filme continua a abordar e, principalmente, a mostrar o sexo como algo natural e de maneira a não soar gratuito. O realizador Michael Patrick King conhece bem as águas onde navega, ou não fosse ele argumentista e produtor da série, e é uma aposta segura, embora não surja assim nada de inovador na sua realização ao transpor uma série televisiva para a linguagem cinematográfica. A única excepção fica por conta da cena em que se mostra a passagem do tempo com a corrida diária de Charlotte, mas mesmo assim não é algo que já não se tenha visto antes.

 

Mas o grande trunfo do filme é mesmo Kim Cattrall e a "sua" Samantha Jones. Quando parece que o filme vai resvalar para um momento piegas, lá surge ela com um comentário certeiro e hilário hilariante, prendendo a atenção do espectador com o seu dilema que vai sendo construído aos poucos, conseguindo, dessa forma, ser a mais genuína de todas as personagens em cena. Realce para a cena em que Samantha vai confortar Carrie e com apenas um piscar de olho, ela demonstra que está lá para a amiga e que só quer o bem dela (aliás, esta é a única que ainda assim consegue uma reacção de Carrie naquele momento). Kim Cattrall assenta como uma luva no papel conseguindo fazer de uma personagem estereotipada (as quatro não deixam de ser estereótipos bem trabalhados: a predadora, a sonhadora, a problemática e a sarcástica) uma mulher forte, decidida e bem sucedida, mas à qual falta algo mais e isto é um feito e tanto, algo que é válido tanto para a série como para o filme.

 

Mesmo não sendo uma obra excelente, também não é descartável, conseguindo tornar-se numa boa adição à série. Este é, realmente, o fim que a história das quatro amigas merecia, sendo, ao mesmo tempo, uma homenagem à série que, de certeza, revolucionou a vida sexual de muitos, bem como a televisão norte-americana.

 

Qualidade da banha: 13/20

 

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publicado às 17:05

Podem comprar o champanhe...

por Antero, em 04.06.08

FC Porto fora da Liga dos Campeões

 

...mas não o abram! Pelo menos por agora. Isto porque o FC Porto ainda tem o recurso para apresentar. E as mesmas fontes que começaram o sururu nos últimos dias a afirmar que a exclusão era mesmo possível de acontecer, dizem agora que o clube tem boas hipóteses de ganhar o recurso. Por isso, vamos ter calma. Digamos que está 1-0 ao intervalo.

 

Mesmo assim, é prazeroso ver que o rótulo de corruptos já ninguém lhes tira. Então, a tão elogiada organização da administração portista meteu os pés pelas mãos? Depois de anos a jogar sujo e a recorrer a tácticas baixas para prejudicar tudo e todos (especialmente, o Benfica) é bom ver os tiros nos pés que aquela gente vai dando. Achavam-se intocáveis por não recorrerem dos 6 pontos e saiu-lhes o tiro pela culatra. Bom mesmo, seria o Benfica recusar o lugar na Liga dos Campeões, alegando que, mesmo roubados até ao tutano, não fizeram tudo para merecer a participação. Claro que isto não vai acontecer e não os censuro: nenhum clube tomaria tal atitude, mas seria um valente escarro na cara de Pinto de Costa, da SAD portista e daqueles que os apoiam. Outros beneficiados pela decisão são o Vitória de Guimarães e o Sp. Braga, mas destes, principalmente do primeiro, não devemos ouvir nem um pio. Sabem como é: fica mal e a Aliança não pode esmorecer. Não agora!

 

Uma palavra para os adeptos do clube (tenho muitos e bons amigos portistas): ponham a mão na consciência e tirem satisfações com os devidos culpados. As altas patentes do vosso clube é que criaram este pesadelo e, por uma vez na vida, tirem as palas e parem de pôr Pinto da Costa acima do clube. Não foi o Benfica que os obrigou a aceitar o castigo dos seis pontos e a criar este imbróglio todo; este apenas defendeu os seus interesses e o FC Porto teria feito o mesmo (embora com mais espalhafato e alarvidade). Mas, se calhar, estou aqui a falar para o boneco: agora as atenções estão viradas para a pré-eliminatória e para que o Benfica perca o acesso à Liga dos Campeões. Ou estou errado?

 

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publicado às 17:28

Só queria dizer umas coisinhas...

por Antero, em 01.06.08

Basta! Estou farto! Já não aguento mais! Tarde de domingo e estão as 3 (três!) estações televisivas a transmitir directos de Viseu, com a saída da Selecção Nacional do estágio rumo à Suiça para o campeonato europeu. O aproveitamento do "estatuto" da Selecção ("estatuto" esse fomentado pelos meios de comunicação) e o populismo com que tratam as não-notícias relacionadas com a Selecção é de dar naúseas a qualquer um. Mas o pior é a atitude dos portugueses que mais parecem uns alienados fúteis e inuteis, como se eles partissem para a Guerra ou para uma misão espacial. Ah! E depois queixam-se que os jogadores são pouco simpáticos e não fornecem muitos autógrafos nem uma palavra amiga. Pudera! Com tanta perseguição e exposição, os rapazes até se devem esquecer que são jogadores de futebol mas sim manequins que dão uns chutos na bola e correm bastante (por este prima, Miguel Veloso deve estar a adorar a situação). Ontem, nem prestei atenção ao jogo com a Geórgia, mas consta que não foi nada de especial e que a equipa ainda precisa de ser calibrada. Não sei, mas não agouro uma campanha prmissora no Euro.

 

O prémio "o buraco mais próximo é meu" vai para Amy Winehouse e a sua péssima actuação no Rock In Rio. Atrasada, ébria, afónica e nervosa, a cantora não atuou sequer uma hora dando (mais) uma imagem de pessoa irresponsável, mimada e sem convicção na sua própria prestação. Sinceramente, mais valia nem ter aparecido e poupava-se ao vexame. Mas o melhor foi mesmo ver a malta da SIC Radical a encher chouriços enquanto a artista não subia ao palco. O atraso já era tanto que eles tiveram de começar a abordar os vícios dela e o futuro da sua carreira, fazendo piadinhas infames como "Olha, o nome dela é Amy Casa de Vinho!". Até que Zé Pedro, elemento dos Xutos e Pontapés, declara que compreende a situação da moça, que estes atrasos são normais, a pressão leva-nos a recorrer a caminhos obscuros, blá, blá, whiskas saquetas, coisa e tal. Só faltava aparecer Jorge Palma (mais o seu Globo de Ouro) ou até mesmo Keith Richards e voilá: estava inaugurada a Comissão de Apoio aos Prazeres da Amy.

 

Passando para coisas mais pessoais, encontro-me de férias, ainda que não oficialmente, porque ainda me falta entregar o relatório e apresentá-lo. O estágio foi bom, uma experiência que aconselho a todos, porque creio que faz mesmo falta na formação académica seja de quem for e até me fizeram uma despedida, com bolo e tudo. Tendo em conta que entrego o relatório esta semana, só lá para dia 20 é que estou oficialmente de férias e com o canudo na mão!

 

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publicado às 16:19

Pág. 3/3



Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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