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Fringe: a solidão

por Antero, em 10.10.11

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 


Fringe 4x03: Alone in the World

O caso da semana não foi grande coisa e até me causou uma certa impressão como a equipa Fringe toma o primeiro contacto com o fungo no local do crime completamente desprotegida (um erro pouco usual numa série tão atenta a detalhes), mas deu para John Noble dar mais uma prova do seu imenso talento e profundo conhecimento de todas as nuances de Walter. As cenas em que este relembra a duas mortes de Peter e quando tenta desesperadamente efectuar uma lobotomia a si próprio revelam toda a angústia reprimida pela saudade do filho falecido e também a culpa de ser directamente responsável por todas as catástrofes que já conhecemos. No entanto, é pena ver que Fringe volta à velha fórmula dos casos isolados quando deveria explorar mais a fundo a interacção entre os dois universos partindo da narrativa levantada no episódio anterior. Afinal, a união dos Mundos abriu novas possibilidades e é frustrante perceber que a série não as aproveita.

 

Fica assim resolvido um dos grandes mistérios deixados pela temporada anterior: na actual linha temporal, Peter realmente existiu e morreu precocemente da doença que o vitimava e, mais tarde, afogou-se no lago após o seu sequestro do Lado B (e sem a intervenção do Observador). Aliás, uma das questões que está a irritar os espectadores por essa Internet fora é a de que nos foi dito que Peter "nunca existiu", algo que sabemos agora não ser verdade o que pode revelar uma grande falha por parte dos argumentistas. Quanto a isto, algumas considerações:

  • o Peter que os Observadores afirmaram nunca ter existido pode ser o Peter adulto, aquele que conhecemos ao longo de três anos e que nunca deveria ter sobrevivido;
  • no primeiro episódio da presente temporada, Setembro afirma veemente que ele foi apagado da existência, mas que traços dele continuam inexplicavelmente a surgir na nova realidade. Podemos assumir, então, que o Observador tinha plena certeza da afirmação que fez e que estava errado. Mais tarde, o próprio hesitou numa tarefa que, pensamos nós, teria como objectivo devolver a estabilidade à não-existência de Peter.

Nenhum destes cenários entra em contradição com aquilo que nos foi mostrado até agora; é apenas uma questão de interpretação. Fica agora mais acentuada a dúvida de onde se encontra Peter. Preso na anterior realidade? Num limbo qualquer? Nas mentes dos indivíduos com quem firmou um elo intenso (Walter, Olivia)? E como será quando ele voltar? A realidade alterar-se-á novamente? E como os Observadores lidarão com este problema?

 

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publicado às 23:17


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Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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