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Fringe: a transferência

por Antero, em 13.03.11

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 


Fringe 3x16: Os

Lembram-se daquela montagem no final do episódio anterior na qual nós (e Olivia) éramos enganados quanto à veracidade do Walter que escutou atentamente sobre os poderes da nossa, então criança, heroína? Pois bem: neste capítulo, Fringe começa exactamente com uma montagem semelhante para enganar os espectadores e, ainda que não tenha o impacto da revelação anterior (que estava relacionada com a mitologia da série e não se limitava ao caso da semana), mostra a inventividade que os produtores de Fringe polvilham na elegante narrativa.

 

Falar em elegante não é um abuso: outros dos atributos da série é pegar em detalhes e, a partir deles, desenvolver novas temáticas e potencialidades. Assim, uma conversa anterior de Walter sobre a "energia da alma" que é transferida após a morte serve para dar o mote da obsessão de Walter em descobrir onde pára a consciência de William Bell para o ajudar na resolução da guerra dos mundos. Mais: sofrendo do trauma das séries de investigação (algo que Fringe é) em que cada caso tem de ter uma correspondência com as vivências dos protagonistas, o episódio até brincou com a situação ao manter Walter (e o público) às cegas quase até ao fim – e se a existência de "homens-balão" já é suficientemente intrigante (perfeito o detalhe que os músculos estavam atrofiados apenas da cintura para baixo, uma vez que eram escolhidos atletas paraplégicos de alta competição para se sujeitarem aos esforços das missões do Dr. Crick), o conceito é explorado ao máximo com o aproveitamento da inversão das Leis da Física, uma dica de que o universo degrada-se a passos largos.

 

Com uma divertida (porém, dispensável) participação de Jorge 'Hurley' Garcia (está em todas!) e cenas cómicas a cargo da desgraçada Astrid no laboratório, o episódio ainda deu importância à relação entre Peter e Olivia, na qual o primeiro revela à amada os estudos que anda a fazer sobre os transmorfos, algo que me leva a pensar que Peter pensa em criar uma cópia de si mesmo para interagir com a Máquina do Apocalipse sem arriscar a própria vida (o que poderá ter resultados imprevisíveis se pensarmos que a mesma funciona consoante a vontade do utilizador e um transmorfo não tem sentimentos).

 

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publicado às 23:55



Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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