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Fringe: causa e efeito

por Antero, em 02.02.11

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

Fringe 3x10: The Firefly e 3x11: Reciprocity

Não deixa de ser irónico que o décimo episódio desta primorosa temporada de Fringe partilhe o título com outra série dedicada ao fantástico e extremamente injustiçada pela estação Fox nas grelhas de Sextas: Firefly, de Joss Whedon. Até por que Fringe terá que sobreviver na implacável guerra das audiências e o referido horário é conhecido por enterrar programas atrás de programas, muitos deles já sem voto de confiança dos seus produtores. No caso, Fringe tem conseguido números animadores, mas a tão esperada renovação está longe de ser um dado adquirido, pelo que o desespero e a incerteza ainda durarão várias semanas.

 

Deixando de lado as questões mais comerciais e passando aos episódios em si, o regresso de Fringe trouxe dois óptimos episódios e que contribuem para cimentar a qualidade da actual temporada. No primeiro, percebemos mais um pouco sobre o funcionamento dos Observadores, aqueles seres encarregues de vigiar o Tempo e as variadas dimensões a ele associados, através do conceito conhecido como Efeito Borboleta (que, apesar de permear todo o episódio, nunca é referido pelo seu nome). Assim, quando Walter raptou Peter do "outro lado" (a partir de agora, Lado B) desencadeou uma série de eventos que levaram à morte de outra criança, filha de um rockeiro interpretado por nem mais nem menos que Christopher 'Doc Brown' Lloyd. Isto levará a uma prova de fogo do próprio Walter que, ao admitir os erros que cometeu, revela que deverá preparar-se para a eventualidade de abandonar Peter – e a sensibilidade com que John Noble expressa este pesar é um dos grandes momentos do episódio.

 

Entretanto, Olivia e Peter tentam superar o abalo provocado pela "outra" Olivia (a partir de agora, Altivia) na relação dos dois, o que deixa-a um pouco de parte nos dois capítulos, mais centrados na dinâmica familiar entre Walter e Peter e a tal Máquina do Apocalipse que deverá ser conduzida por este último. Encontradas todas as partes e construída pela Massive Dynamic, a Máquina reage à presença dele e este passa por uma mudança radical. Sombrio e distante, ele desata a matar transmorfos com as informações registadas por Altivia antes de regressar ao Lado B, com a intenção de impedir que a passividade da situação tome conta de si. Só Walter não se deixou enganar pela mudança e logo percebeu que Peter pode ser a arma que Walternate necessita para pôr fim à guerra. Se Olivia foi o foco da primeira metade da temporada, Peter será o destaque na segunda, já que a sua condição de "filho de dois mundos" (biológica e socialmente) deverá ser o catalisador para todos os acontecimentos de agora em diante.

 

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publicado às 00:50


3 comentários

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De Nuno a 02.02.2011 às 01:20

boa crítica. no entanto, achei o último episódio abaixo da qualidade geral. pareceu-me previsível.
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De Anónimo a 02.02.2011 às 09:42

Boa critica. Eu gosto muito desta série. Também sou da opinião que o último episódio foi um bocadinho previsivel.
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De Marta^ a 05.02.2011 às 01:37

Fico contente de te ter "apanhado" a ti e à série, para conseguir seguir tudo sem o risco de ter episódios estragados com spoilers :)
Excelente critica. Por momentos temi que o Peter estivesse perdido, mas estou a gostar da dinâmica.
Fringe está definitivamente a afirmar-se como uma das minhas séries preferidas =)
kiss
Marta

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Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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