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House: uma temporada irregular

por Antero, em 13.05.09

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

Nesta quinta temporada House começou a dar sinais gritantes de desgaste: se antes o grupo de recrutas trouxe novo folêgo à série como se de um reality show se tratasse, o certo é que, uma vez estabelecido, o novo grupo composto por Kutner, Thirteen e Taub nunca conseguiu recuperar a maravilhosa dinâmica do grupo anterior. Interpretado por actores pouco carismáticos (com destaque para a insossa Olivia Wilde) e composto por personagens de relevância mínima que nos levasse a preocupar ou simpatizar com eles, o novo grupo acaba por ser o grande calcanhar de Aquiles desta temporada, ainda mais se tivermos o antigo grupo a fazer uma quase figuração de luxo (excepto Foreman que, mal por mal, envolveu-se numa palhaçada romântica com a Thirteen). É incrível como o pouco tempo de antena disponibilizado ao noivado de Cameron e Chase consegue render melhores momentos que todo o arco entre Foreman e a doença da Thirteen.

 

Mas não é só. Os casos médicos também parecem ter perdido o interesse de outrora ao fixarem-se demasiado na fórmula estabelecida pela série. Se por um lado devemos louvar aquele episódio em que metade é visto pelo prisma do paciente, por outro devemos condenar soluções para espicaçar a narrativa como aquele episódio do sequestro (que, como não podia deixar de ser, desaba por inteiro ao desviar o foco para Thirteen e o seu "medo da morte"). Tivemos bons momentos como a cruzada de Cuddy para adoptar uma criança, mas não podemos esquecer aqueles episódios do detective (lembram-se?) que, de tão inútil, foi largado a meio e não deixou saudades. Fizeram tanto alarde com a amizade arruinada entre House e Wilson pela morte de Amber, mas tudo se resolveu em pouco tempo e sem grandes consequências. É isto que me leva a desconfiar do gancho deixado por esta temporada: o facto de House se mentalizar que passou os limites quanto à sua doença e querer se curar com tratamentos de choque não me leva a suspeitar (ou ansiar) que tudo vá mudar realmente. House já foi "curado", já esteve inadvertidamente envolvido na morte de uma pessoa querida a Wilson e já ficou sem os "ex-alunos". Alguma coisa, no fundo, mudou?

 

O que ainda segura a série é a interpretação de Hugh Laurie, bem como a personagem de House em si. Com todos os seus defeitos, é fácil para o público simpatizar com ele e esperamos ansiosamente pela sua próxima tirada cheia de acidez e sarcasmo. A dinâmica com Wilson e, principalmente, com Cuddy continua impecável. Não fossem estes três e a série seria um desastre há muito cancelado. Apesar do salto qualitativo nos episódios finais, nomeadamente a partir do suicídio de Kutner (uma solução, quanto a mim, muito mal aproveitada) e da aparição de Amber, não dá para negar que a série já atingiu o seu pico artístico. House devia ser servido em doses homeopáticas, não em blocos de vinte e tal episódios por ano.

 

6 potes de banha

 

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publicado às 23:32


1 comentário

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De belinha a 15.05.2009 às 18:24

Olá!Concordo com tudo o que aqui li,é o que penso,por vezes já nem vejo.Mas acho que era muito dificil aguentar uma série como esta por longo tempo.Devia ter acabado em estado de graça...

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Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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