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LOST: cepticismo e crença

por Antero, em 19.02.09

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

LOST 5x06: 316

LOST gosta mesmo de inverter as nossas expectativas: no final do terceiro ano, ficamos a saber que, pelo menos, Jack e Kate saíram da Ilha; no final da quarta temporada, aquilo que pensaríamos só ver numa fase mais adiantada da série aconteceu: a saída dos sobreviventes da Ilha (mas não de todos); e ao sexto episódio da quinta temporada já os temos de volta à Ilha. Ainda bem que assim foi uma vez que a parte dos Oceanic 6 corria o risco de se arrastar mais do que o desejado e, como todos sabemos que eles iriam acabar por voltar, não valia a pena estar a empatar tempo. Ainda assim, nunca pensei que fosse agora. O episódio não foi mais do que um longo flashback (provavelmente, o que ocupou maior duração num único episódio até hoje) na qual ficamos a saber as circunstâncias em que quase todos (já lá vamos) voltaram à Ilha. E com um início impactante como aquele onde ficamos desde logo informados do regresso, o episódio torna-se numa constante antecipação do momento e deu para perceber a jornada emocional que tornou Jack, um homem da Ciência, num crente tão profundo de todas as histórias de Ben e Locke.

 

Falando em Ben, este consegue sempre destacar-se mesmo com pouco tempo de antena. O facto de ele aparecer cheio de sangue e magoado no aeroporto só pode significar que ele foi ter com Penny e Desmond para obter vingança de Widmore pelo homicídio de Alex. Entretanto, ficam as dúvidas sobre como Sayid foi parar ao aeroporto com uma escolta (a fazer lembrar a Kate no voo 815), como Hurley saiu da prisão e chegou ao aeroporto com uma viola (a fazer lembrar Charlie no já referido voo) e sobre o que terá acontecido com Aaron, embora eu aposte que ele tenha sido entregue à avó verdadeira.

 

O final, com Jin na carrinha da Iniciativa Dharma, com direito a uniforme e tudo, só reforça o que disse na semana passada: a Ilha estabilizou nos anos 70 e os sobreviventes trabalham como funcionários para se infiltrarem. Foi assim que vimos Daniel no meio das escavações nos primeiros minutos da quinta temporada. Será que as respostas para todos os mistérios da série estão mesmo na origem da Iniciativa Dharma e das experiências que esta realizou? Será que todos os factos que vimos anteriormente (a começar pela queda do voo 815) poderão ser evitados? LOST segue imparável nesta quinta temporada!

 

9 potes de banha

 

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publicado às 13:13


2 comentários

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De rosa a 21.02.2009 às 12:17

Também não estava à espera que voltassem já para a ilha... mas é como dizes ainda bem porque quanto mais a história avançar melhor.
Não te ouvi ainda falar de que a volta de todos para a ilha significará a morte dos "Oceanic 6" (será???) - relembremos o episódio anterior onde Charlotte morreu por retornar à ilha...
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De Antero a 22.02.2009 às 02:46

Ora bem, segundo o que soubemos neste episódio, a Ilha sempre "se moveu", embora de forma algo, digamos, controlada. Quando Ben moveu a Roda, os saltos passaram a ser mais constantes e imprevisíveis, daí os efeitos colaterais em todos aqueles que habitam a Ilha (quer dizer, todos não! Falta saber dos Outros), sendo que a Charlotte, que passou lá os primeiros anos da sua vida, sofreu com mais intensidade. E então morreu antes da situação ser estabilizada por Locke. Por esta associação de ideias, a próxima a morrer deveria ser a Juliet que já lá estaria há cerca de 3 anos. Os Oceanic 6 entraram na Ilha quando esta já está estabilizada, por isso ninguém deverá sofrer os efeitos que levaram Charlotte à morte.

E agora perguntas: mas os Outros (Richard Alpert e companhia) não deviam acompanhar os sobreviventes nos saltos? Eu acho - e isto é pura especulação - que os saltos só afectam aqueles estranhos à Ilha, como se estes fossem anomalias. Juliet há muito que deixou de ser uma "Outra"; aliás, muito antes da queda do voo 815 ela desejava abandonar o local.

Sim, é absurdo, é confuso, é LOST! =P

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Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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