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A Ressaca - Parte III

por Antero, em 31.05.13


The Hangover Part III (2013)

Realização: Todd Phillips

Argumento: Todd Phillips, Craig Mazin

Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Ken Jeong, John Goodman, Justin Bartha, Heather Graham, Mike Epps, Melissa McCarthy
 

Qualidade da banha:

 

A Alcateia está de volta, mas antes nunca tivesse voltado. Depois de umprimeiro filmetresloucado e divertidíssimo veio a inevitávelsequelaque mais não era do que uma cópia descarada em que mudou-se o cenário (de Las Vegas para Banguecoque) e pouco mais, com resultados fraquíssimos. Mas como tudo o que dá lucro é para continuar, vemos em A Ressaca - Parte III Hollywood a fazer o que faz melhor: espremer a teta de uma vaca até à exaustão. Pena é que o animal se encontre anémico – e se acham esta analogia inapropriada, esperem para ver a que os pobres animais deste filme são sujeitos ao longo de exasperantes 100 minutos.

 

Após uma introdução que remete para Os Condenados de Shawshank (o que não é de todo mau), A Ressaca - Parte III traz a decapitação de uma girafa. Sim, leram bem: uma girafa é decapitada logo aos 5 minutos. Os detalhes do animal estar ali pronto a ver saltar-lhe a cabeça é algo que o argumento não se preocupa em responder e basta que uma personagem se refira ao evento com um "Quem se importa?" para que cresça no espectador o receio de que esta Parte III seja uma mera colagem de cenas que alguma mente insana achou adequadas ao conceito de "comédia" – um receio que se vem a confirmar. Não lamentem, porém, o destino reservado à girafa durante muito tempo, já que, mais à frente, o filme mostra cães a serem drogados e galos a serem baleados. Um deles até tem direito a uma morte mais compassiva: é sufocado com uma almofada. Sim, leram bem: um galo é sufocado com uma almofada neste filme.

 

Reparem que ainda nem me debrucei sobre a premissa, mas isso é intencional. Atentem no seguinte, se tiverem coragem para tal: desta vez, o grupo reúne-se para levar Alan (Galifianakis) para um centro de reabilitação, mas envolve-se numa enorme confusão quando são interpelados pelo mafioso Marshall (Goodman) que rapta Doug (Bartha) e exige que os restantes encontrar o paradeiro de Leslie Chow (Jeong), o criminoso asiático visto nos dois capítulos anteriores, e que recuperem as barras de ouro que este tem na sua posse. Isto levará Alan, Phil (Cooper) e Stu (Helms) ao México e Las Vegas, mas desta vez sem bebedeira nem ressaca à vista. É verdade: esta Parte III não repete a estrutura dos outros dois (o que seria um erro), mas não oferece nada de novo. Nem como comédia resulta, uma vez que está mais para um heist movie recheado de cenas violentas que os produtores tentam passar como "comédia".

 

Duvidam? Há a girafa e os galos, um pai morto, um monte de mafiosos assassinados – só o raio da vaca é que não morre porque mantê-la viva é a única coisa que interessa. Ao elenco não é pedido que estejam bem ou que sejam engraçados, eles apenas precisam de estar lá. Bradley Cooper percorre a projeção envergonhado e com ar de "vamos despanhar isto que eu já sou nomeado para os Oscars!", Ed Helms foi só lá para receber o cheque e Justin Bartha é posto de lado logo no primeiro terço (o que já se tornou uma sádica tradição). Quanto a Zach Galifianakis, o destaque absoluto do primeiro filme, aqui deixa a leveza infantil de parte e aposta na debilidade mental como traço único da sua personalidade – mas nada que chegue aos pés da chatice proporcionada por Ken Jeong que, repetindo sempre o mesmo papel irritante, só funciona em doses pequenas e que, aqui, é colocado no centro de tudo e ganha um protagonismo desmesurado. Já as participações pequenas da bela Heather Graham e da ótima Melissa McCarthy são um verdadeiro desperdício, mas sempre dá para desviar a atenção do caos que as rodeia que não poupa nem mesmo John Goodman que investe num vilão demasiado sério para este tipo de filme.

 

O maior pecado de A Ressaca - Parte III é que este simplesmente não é engraçado e isto nada tem a ver com a crueldade animal ou o negrume da história: os Farrelly já mostraram que conseguem fazer rir com o primeiro e os Coen cimentaram as suas carreiras com o segundo. Phillips parece mais interessado em ultrapassar a hora e meia regulamentar e correr a depositar o cheque, tal como os restantes envolvidos. Que o filme não tenha ponta por onde se lhe pegue, não inspire risos ou tente criá-los através do choque gratuito e seja um aborrecimento do início ao fim é algo que simplesmente não lhes interessa. É preciso chegar a meio dos créditos finais para ver algo remotamente parecido com algo que uma longa-metragem intitulada A Ressaca prometeria, mas, a esse ponto, já era eu que berrava "Quem se importa?".

 

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publicado às 00:49

Aquele terrível mês de Maio

por Antero, em 26.05.13

"Quanto a Jorge Jesus, receio que o seu tempo acabou. Já não consegue motivar, as suas ideias parecem paradas no tempo (mais precisamente em Maio do ano passado), o discurso está recheado de tiros no pé, leva banhos tácticos de toda a gente" – escrito em Maio de 2011, após a eliminação da Liga Europa pelo SC Braga.

 

"Se, no verão passado, considerei a permanência de Jorge Jesus no Benfica um pequeno milagre tendo em conta a forma como foi planeada e desenvolvida a temporada anterior, temo que o seu reinado está com os dias contados. (...) Vítor Pereira será campeão. Não há maior atestado de incompetência a Jorge Jesus. Que faça as malas em Maio e obrigado por tudo e por nada." – escrito em Março de 2012, após a derrota na Luz com o FC Porto por 3-2 (o tal do golo do Maicon).

 

"Não houve mérito de quem ganhou, mas sim demérito de quem não soube ganhar. (...) Último apontamento para Jorge Jesus: enfim, vai lá à tua vida. Já não acrescentas nada, és teimoso, arrogante, achas-te infalível e deve haver jogadores que nem te podem ver à frente. (...) Se até um macaco amestrado como Vítor Pereira é campeão, tu, que és muito melhor, também o poderás ser. Não te podemos é ter como refém com medo que vás para um rival. Muito mal estará o Benfica se achar que não arranja melhor do que tu neste momento." – escrito no final de Abril de 2012, após o empate com o Rio Ave que confirmou o FC Porto como campeão.

 

Passei a maior parte da época receoso. O Benfica andava ali taco a taco com o FC Porto, não jogava especialmente bem, mas ia ganhando e ainda tinha a Liga Europa para se preocupar. Cada vitória somada era um alívio, era mais uma etapa ultrapassada na imensa corda bamba que sustentava uma equipa que a qualquer momento poderia desabar. Dois anos a levar com as asneiras de Jorge Jesus tornaram-me cauteloso. Até que o FC Porto começa a ceder e a ficar para trás, a Liga Europa vai bem encaminhada mesmo com poupanças e eu começo a sentir aquela pontinha de esperança típica do adepto de futebol a ganhar mais peso e intensidade. No entanto, foi só depois da dupla jornada contra o Sporting/Marítimo que comecei verdadeiramente a acreditar. Acreditar, não! Estava no papo: com 4 pontos de vantagem e uma visita ao Dragão, não havia nada a temer. A confirmação da final da Taça e o regresso à ribalta europeia depois de tantos anos era mel. Eu andava nas nuvens, mas queria mesmo era o céu.

 

Três semanas depois, é o que se sabe: equipa arrebentada, zero títulos, uma incrível falta de estofo nos momentos decisivos. Foi exatamente o mesmo filme com a agravante de ter sido ainda mais épico que das outras vezes. A exibição da final da Taça de Portugal foi inqualificável: contra um Vitória esforçado, mas fraquíssimo, tudo foi um frete. Até o golo caído do céu pareceu um frete. Começo a acreditar que fomos campeões em 2010 não graças a Jorge Jesus, mas apesar dele. Estou saturado disto. Chego a Maio e sinto-me como se estivesse preso num loop. Se daqui a um ano a situação for a mesma, faço apenas um link para este texto e sempre poupo umas linhas.

 

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publicado às 20:15

O Grande Gatsby

por Antero, em 24.05.13


The Great Gatsby (2013)

Realização: Baz Luhrmann

Argumento: Baz Luhrmann, Craig Pearce

Elenco: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan, Joel Edgerton, Elizabeth Debicki, Isla Fisher, Jason Clarke
 

Qualidade da banha:

 

Publicado em 1925 no auge da "Era do Jazz", O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald só ganhou reconhecimento público décadas depois pela sua acutilante desconstrução do propalado "Sonho Americano" e por criticar os excessos da alta sociedade dos Loucos Anos Vinte (e cujas alfinetadas podem ser aplicadas a qualquer outra época). Assim, não deixa de ser espantoso como uma obra tão famosa seja tão pouco relevante no Cinema: tirando um telefilme, foram somente três adaptações sem relevância para o grande ecrã - sendo a mais conhecida a sonolenta longa-metragem de 1974 com Robert Redford e Mia Farrow nos principais papéis. Este novo filme de Baz Luhrmann eleva a contagem para quatro e é uma pena que a qualidade das mesmas também não sofra uma melhoria.

 

Seguindo de perto a história de Fitzgerald, O Grande Gatsby começa logo mal ao iniciar-se num sanatório onde o depressivo e alcoólico Nick Carraway (Maguire) relata como conheceu um homem inspirador chamado Gatsby – um prólogo inexistente no livro e que só foi acrescentado para fazer uma óbvia rima com o desfecho. A narrativa recua, então, para o verão de 1922 quando Nick chega a Long Island e arrenda uma pequena casa ao lado da luxuosa mansão do enigmático Jay Gatsby (DiCaprio). Ao mesmo tempo, Nick reaproxima-se da sua prima Daisy (Mulligan) e do seu marido, Tom (Edgerton) e, com o decorrer do verão, trava também conhecimento com Gatsby ao ser convidado para uma das suas festas - sem saber que este e a sua prima tiveram uma relação amorosa uns anos antes.

 

Com todos os excessos que fizeram de Moulin Rouge uma experiência tão arrebatadora e que falharam miseravelmente em Austrália, O Grande Gatsby traz o virtuosismo, a panóplia visual e o majestoso trabalho de design de produção que já se tornaram a assinatura de Luhrmann, mas o que realmente impressiona é a gritante falta de energia da narrativa. Amante do espetáculo no seu sentido mais literal, Lurhmann incha a projeção com efeitos especiais, movimentos de câmara improváveis (obviamente feitos por computador) e uma montagem frenética que sugam qualquer peso dramático que as trajetórias de Gatsby, Daisy e Nick pudessem evidenciar - e para comprovar isto basta reparar como o passado de Gatsby e a sua ascensão económica são revelados quase por acaso e sem grande profundidade e, só mais tarde, o facto é encarado pelos demais com absoluta seriedade. Já o desencanto de Nick com o luxo e a hipocrisia que o rodeia soa súbito demais, visto que em nenhum momento anterior ele se mostrara desagradado com a opulência à sua volta – e mesmo o seu tão admirado Gatsby não se furtava de ostentar a sua riqueza.

 

É claro que com personagens tão parcamente desenvolvidas nenhum elenco faz milagres: DiCaprio só funciona enquanto o seu Gatsby ainda é um enigma e depois mostra-se desconfortável com o avançar da história; Maguire atua como observador e tem um papel tão passivo na narrativa que praticamente poderia ser excluído sem grandes danos; e a talentosa Carey Mulligan é um autêntico peso morto em cena, sem nenhuma química com DiCaprio ou qualquer um que a acompanhe (o que me levou a questionar a sanidade de Gatsby por estar perdidamente apaixonado por uma pessoa assim). Já o restante do ótimo elenco é desperdiçado em papéis que não deixam impressão alguma.

 

Contudo, é mesmo Baz Lurhmann que se espalha ao comprido. Todo o apuro técnico em desfavor da narrativa acaba por transparecer a triste conclusão que ele glorifica aquilo que Fitzgerald condenava: os excessos patrocinados pela prosperidade económica. Além disso, a sua opção de incluir músicas contemporâneas (de autores como Jay-Z ou Lana Del Rey) não tem qualquer justificação e atiram imediatamente o espectador para fora do filme. Outra opção sem nexo é a forma como ele "potencializa" o efeito tridimensional através de palavras que surgem na tela enquanto são narradas, o que, além de ridículo (eu vi o filme em 2D), não tem qualquer propósito narrativo. E para uma história sem nenhum teor fantasioso, não é estranho ver como aquele "Vale das Cinzas" - que realmente existiu - parece saído de um filme de... Baz Luhrmann?

 

Visualmente exuberante, mas dramaticamente vazio, O Grande Gatsby é, em última instância, um falhanço. Com certeza que se trata de um regalo para os olhos, mas não deixa de ser um falhanço.

 

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publicado às 00:17

Homem de Ferro 3

por Antero, em 13.05.13


Iron Man 3 (2013)

Realização: Shane Black

Argumento: Drew Pearce, Shane Black

Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Guy Pearce, Rebecca Hall, Jon Favreau, Ben Kingsley
 

Qualidade da banha:

 

O sucesso de Homem de Ferro nos cinemas está inegavelmente associado a Robert Downey Jr.. Ator extremamente talentoso, Downey Jr. ensombrou os elogios do início da sua carreira ao mergulhar na dependência nas drogas, com a agravante que, apenas há 10 anos, era considerado veneno de bilheteira. Até que veio a aposta arriscada em Homem de Ferro e que se revelou um imenso sucesso, explodindo o Universo Marvel nos cinemas. Convém ter isto presente já que, chegado ao terceiro capítulo (mais a participação emOs Vingadores), Tony Stark sobrevive graças ao talento do seu intérprete que, mesmo no piloto automático (culpa do argumento, mas já lá vamos), revela-se sempre acima do que o rodeia. E, em Homem de Ferro 3, é o que basta.

 

Escrito pelo estreante Drew Pearce e o realizador Shane Black (que retoma a colaboração com Downey Jr. depois do excelente e pouco visto Kiss Kiss Bang Bang), este novo filme traz Tony Stark abalado com os acontecimentos de Os Vingadores: sofrendo de crises e insónia, Stark afunda-se no trabalho como forma de escape do seu quotidiano, o que desgasta a sua relação com Pepper Potts (Paltrow). É neste contexto que surge a ameaça do Mandarim (Kingsley), um terrorista determinado a atacar os EUA pelas suas ações no Médio Oriente, enquanto Stark também tem de lidar com a aparição do vírus EXTREMIS - cujo desenvolvimento tem ligação com o seu passado.

 

Como em tantas terceiras partes de filmes com super-heróis, Homem de Ferro 3 traz mais vilões, mais perigos, mais recursos e obstáculos pessoais que carregam no drama das personagens - aspetos aos quais não me oponho desde que sejam bem trabalhados. No entanto, a leveza com que tudo é retratado suga qualquer tensão existente na narrativa: se antes tínhamos tópicos minimamente complexos e interessantes (para um blockbuster, entenda-se) como o facto de Stark ser atacado pelas armas que financiara ou as investidas do governo, sob a bandeira da segurança nacional, querer apropriar-se da tecnologia alheia, aqui temos uma cena onde James Rhodes (um apagado Don Cheadle) invade uma caserna no Paquistão e que é desenvolvida com efeitos cómicos. Outro exemplo são os inverosímeis ataques de ansiedade que acometem Stark que são tratados como alvo de risadas e que surgem apenas quando convenientes, sendo descartados logo de seguida.

 

Com um argumento com mais furos que uma peneira (Como funciona realmente o vírus EXTREMIS? Porque raio os seres infetados explodem sem deixar marcas? E porque motivo Stark só recorre às armaduras de reserva no clímax quando estas teriam dado um jeitaço ao longo da narrativa?), Homem de Ferro 3 até toma a opção corajosa de deixar Tony Stark sem grandes recursos por bastante tempo, o que nos levaria a admirar o seu intelecto para contornar as adversidades – isto, claro, até percebermos que a sua perspicácia dá pelo nome de deus ex machina. E o que dizer da preguiça do filme ao encenar a traição de um governante máximo dos EUA ao mostrar rapidamente um familiar seu sem um dos membros inferiores e que poderia ser um dos beneficiados com o EXTREMIS... caso vivêssemos num mundo onde próteses anatómicas nunca tivessem sido inventadas? E não esquecer o pirralho que auxilia Stark num vilarejo do interior que, mesmo divertido, é tão crânio em mecânica que me faz pensar que Stark não só é dos homens mais ricos do planeta como também um dos mais sortudos.

 

Espetacular nos seus aspetos técnicos (o mínimo para uma superprodução), Homem de Ferro 3 conta com sequências de ação dirigidas com segurança por Black, com destaque para o ataque à mansão Stark que encontra novas e inventivas soluções para a armadura de Stark, bem como o resgate de uma dúzia de pessoas em queda livre. Já a batalha final é sabotada pela sua boa ideia de trazer várias armaduras contra os vilões, visto que a sequência torna-se caótica por ter de acompanhar tantos intervenientes – e a montagem confusa não nos permite nem mesmo discernir a geografia do local e a posição de uns em relação aos outros (já a troca constante de armaduras por Stark é uma boa tirada, uma vez que seria ridículo que ele se limitasse apenas a uma com tantas ao seu dispor).

 

No entanto, mesmo com tantos problemas, Robert Downey Jr. carrega o filme nas costas com o seu carisma e humor depreciativo e há cenas no filme que dá para notar que foram escritas unicamente para que Downey Jr. pudesse brilhar - e praticamente todos saem a beneficiar com isto: Gwyneth Paltrow mostra-se mais à vontade como Pepper, Guy Pearce estabelece-se como um vilão à altura (as suas motivações e ações são outro problema do argumento) e diverte-se a valer como Aldrich Killian e até Paul Bettany, apenas com a voz, faz uma boa parelha com o protagonista. Apenas Rebecca Hall sai desperdiçada como um velho interesse romântico de Tony, mas é mesmo Ben Kingsley que merece ser comentado por fazer do Mandarim o mais surpreendente e improvável dos supervilões – e notem que o filme planta com cuidado as pistas da sua verdadeira natureza.

 

Beneficiado por não ser um preparativo para o próximo tomo da Marvel, o que lhe permite concentrar-se na sua própria estrutura (embora esta não esteja isenta de falhas), Homem de Ferro 3 demonstra a qualidade decrescente das aventuras do divertido Tony Stark e é bom que os produtores tenham isto em mente e alheiem-se dos fabulosos resultados de bilheteira (oh, utopia!). O carisma de Robert Downey Jr. não faz milagres.

 

PS: há uma cena após os créditos que dá sentido à narração que abre e fecha o filme.

 

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publicado às 23:48


Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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