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Fringe: descendência

por Antero, em 28.02.12

ALERTA DE SPOILER! Este post contém informações relevantes, pelo que é aconselhável que só leiam caso estejam a par da exibição norte-americana.

 

 

Fringe 4x14: The End of All Things

 

 

 

 

 

(peço desculpa pela demora em iniciar o texto, mas ainda estou a recuperar os pedaços do meu cérebro explodido aqui pela casa e... ah! cá está o lobo temporal...)

 

 

 

 

 

(...é só um momento, se faz favor... reparar, assimilar, testar e...)

 

 

E um dos grandes mistérios de Fringe foi finalmente desvendado: quem são os Observadores e qual a sua missão? Tal como suspeitara há umas semanas, estes seres que aparecem em tudo que é universo são um dos possíveis futuros da Humanidade; cientistas com tecnologia para viajarem no tempo e entre realidades com o objetivo de testemunharem eventos importantes.

 

Segundo Setembro, o nosso Observador favorito e do qual aparentemente nos despedimos para todo o sempre, Peter é importante e ver a invenção da cura para a doença que o afligia em criança era um momento imperdível ao qual o nosso careca não podia faltar - embora tenha interferido e levado a que Walternate falhasse no seu experimento, o que fez com que Walter invadisse o Lado B e raptasse Peter, para posteriormente ser salvo pelo mesmo Setembro que se viu na difícil posição de remendar a burrada que tinha feito, o que, por sua vez, levou à guerra entre os dois universos e a tudo o que aconteceu nas três primeiras temporadas. Uff!

 

Se Peter é assim tão importante e o facto de ter concebido um filho com a Olivia errada ser tão fulcral, leva-me a crer que os Observadores deverão ser descendentes diretos de Henry que, com os genes de um pai e um avô superinteligentes e uma mãe com altas taxas de alcoolemia por cortexiphan (e de outro universo), levará ao surgimento do próximo estágio da evolução humano, digamos o Homo superior. Ora, se Olivia já desenvolvia os seus poderes antes de conhecer Peter, é de supor que ela, eventualmente, iria cruzar os universos, conhecer Peter, Altivia e os demais e, quiçá, ter um filho de forma natural com o amor da sua vida. Esta seria a linha do tempo original e Setembro, ao fazer com que Peter não fosse curado no Lado B, criou uma variante da mesma cujas ramificações catastróficas pudemos acompanhar até ao momento em que Peter decidiu sacrificar-se e Henry lixou-se por tabela. Confuso? Nem tanto.

 

Ah! Mas há mais: sempre disposta a atirar detalhes revelantes que podem explicar eventos em larga escala, o episódio usa o palimpsesto para fazer não só para avançar a investigação sobre o paradeiro de Olivia, mas também para atirar mais lenha sobre a discussão de que universo é este. Assim, se a fita de VHS contém traços das gravações anteriores (como os pergaminhos contêm os carateres antigos que teriam sido raspados para neles se escrever de novo), Fringe lança a dúvida: esta realidade foi reescrita após Peter ter ativado a Máquina do Apocalipse, adaptando os factos à sua ausência e o caráter das personagens mediante novas vivências (embora, na essência, elas permaneçam as mesmas) e, desta forma, Peter tenha extravasado da linha do tempo anterior para a nova, exatamente como os carateres antigos que ainda estão presentes e visíveis na atualidade. Será?

 

Numa reviravolta bem sacada, percebemos que a Nina enclausurada com Olivia não é nossa, muito menos um metamorfo já que a diretora da Massive Dynamic interrogada por Broyles e Lincoln teria de estar morta, e sim a do outro Lado e que estará a fazer companhia ao Broyles de lá nos planos de David Robert Jones. E por falar em Jones, este tornou-se praticamente indestrutível graças à reorganização molecular derivada das travessias pelos dois universos, o que torna-o num vilão ainda mais perigoso e cujos planos permanecem uma incógnita. No final, um Peter tão confuso como nós com estas coisas de projeções mentais e linhas do tempo alteradas decide afastar-se de Olivia e deixar a nossa pobre heroína desamparada.

 

A espera vai ser tortuosa até 23 de março quando Fringe voltar de mais um hiato.

 

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publicado às 20:39



Banha de Cobra

Alvará

Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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