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Zombies iguais a tantos outros

por Antero, em 29.11.11

 

The Walking Dead - temporada 1

A Noite dos Mortos-Vivos. The Evil Dead. Morte Cerebral. 28 Dias Depois. O Renascer dos Mortos. Shaun of the Dead. [REC]. Zombieland. O que é que estas obras (e são as que me lembro de cabeça) têm em comum? Todas, de uma maneira ou de outra, souberam aproveitar as características dos "filmes com zombies" para temáticas mais adultas, para fins cómicos ou mesmo para exercícios de terror absoluto. Todos eles, à sua maneira, são bons exemplares do subgénero.

 

The Walking Dead, série transmitida no canal por cabo AMC (de Mad Men, Breaking Bad e The Killing), pega numa misturadora e enfia lá dentro todos os exemplos supra citados. O resultado, como não podia deixar de ser, soa tudo menos fresco e inovador. Inspirada por uma banda desenhada, a série mostra-nos a cidade norte-americana de Atlanta mergulhada no caos e infestada de comedores de carne viva. Rick Grimes é um polícia que acorda de um coma de vários meses (hello?! 28 Dias Depois!) e vê-se num mundo pós-apocalíptico onde a sua maior preocupação (para além de manter-se vivo) é encontrar a sua família que, por sua vez, sobrevive num acampamento improvisado fora das grandes urbanizações com outros sobreviventes.

 

Produzida por Frank Darabont, The Walking Dead chupa todos os elementos conhecidos destes filmes e adapta-os para o pequeno ecrã com resultados irregulares: se os aspetos técnicos são louváveis (nomeadamente, a caracterização dos zombies) e o investimento em cenas de violência gráfica ser mais do que adequado, o grupo de sobreviventes parece obedecer a todas as regras estabelecidas e gastas. Há o líder, o conflituoso, a esposa sofredora, o cretino, o rapaz prodígio (e asiático), o velho paternalista, as irmãs inseparáveis e mais um monte de gente que ou servirá de comida para os mortos-vivos ou ganhará mais destaque adiante mesmo que tenha passado os episódios anteriores em branco.

 

A primeira temporada, composta por míseros 6 capítulos, já dá o mote da série: espécie de road zombie movie, vemos aquele grupo de dinâmica formulaica a lutar pela vida em diferentes cenários que tentam ocultar o facto de que nada de especial acontece – e quando a história está prestes a arrancar de vez (como com a chegada ao Centro de Controlo de Doenças), voltamos à estaca zero sem que nos seja dada alguma informação que não puséssemos deduzir por nós próprios (como o processo de "infeção" nos humanos). Só quem nunca viu meia dúzia de filmes de zombies é que se impressiona com The Walking Dead.

Pelos vistos, a migração dos mortos-vivos para o pequeno ecrã não foi lá grande ideia.

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

 

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publicado às 01:07


2 comentários

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De Paulo Andrade a 06.12.2011 às 10:51

Que bela critíca ! Em jeito de critíca à critíca , que tal ponderar na diferença de estilos obrigátória entre um história contada em episódios e um filme em que o mote seja a inspiração de terror, a reacção cómica ou uma mescla dos dois, sem focar muita atenção no desenvolvimento das personagens? Os personagens são estereotipados? Ora pois, efectivamente o crtitíco estará apenas a referir-se à 1ª curta temporada da série, em que o enfase estaria na criação de um background de integração dos diferentes personagens no tal ambiente pós apócaliptico , opção não tão distante de outras séries televisivas que pura e simplesmente optam por desvendar as caracteristicas das diferentes personagens consoante o desenrolar das temporadas. A série tem falhas? Tem sim, mas não tantas que se possa peremptóriamente afirmar que "Pelos vistos, a migração dos mortos-vivos para o pequeno ecrã não foi lá grande ideia." Não me quero alongar, pelo que peço apenas que tome o devido tempo a analisar o que se conhece da 2ª temporada até ao momento e talvez (apenas talvez) fique com uma ideia ligeiramente diferente.
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De Shikamaru a 28.12.2011 às 20:59

Sem comentários... Para começar penso que não tem grandes qualificações para poder falar de séries como fala; em segundo lugar, a crítica a Walking Dead é intragável, uma série aclamada pela crítica e pelo público muito mais do que era esperado(2ª temporada alargada e acordo para 3ª temporada assinado); Por último lugar, a série é original, pioneira dentro do estilo, e não uma mistura feita "à balda"... Quem não gosta não sabe o que perde, recomendo fortemente esta GRANDE SÉRIE!

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Antero Eduardo Monteiro. 30 anos. Residente em Espinho, Aveiro, Portugal, Europa, Terra, Sistema Solar, Via Láctea. De momento está desempregado, mas já trabalhou como Técnico de Multimédia (seja lá o que isso for...) fazendo uso do grau de licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Gosta de cinema, séries, comics, dormir, de chatear os outros e de ser pouco chateado. O presente estaminé serve para falar de tudo e de mais alguma coisa. Insultos positivos são bem-vindos. E, desde já, obrigado pela visita e volte sempre!

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